domingo, 31 de março de 2013

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O Killers no Lolla BR 2013: Pela visão de uma fã

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Cópia de killers1

From Here on Out

Nesse ponto, você já viram muitas coisas sobre o Lollapalooza BR, festival realizado no Joquei Club de São Paulo, e extensão do famoso festival que acontece anualmente em Chicago.

Tem várias resenha de sites especializados, por aqui, então se você quiser uma coisa mais técnica, pode ir procurar em outro lugar.

Aqui é uma fã, que ficou na grade, contando como foi a experiência de ver a sua banda favorita, tocar em um festival para 52 mil pessoas.

Como alguns de vocês já sabem, eu cresci em Vargnha (sim, a cidade do E.T.) e me mudei para Jundiaí com 18 anos. Desde então, eu tento ido em uma média de dois shows interncionais por ano.

O meu gosto musical, é um pouco diferente das pessoas a minha volta. Eu não gosto de sertanejo, nem de pagode, nem de axé, por isso ao longo dos anos, eu fui tendo que descobrir outras bandas e sons para que eu pudesse fuigir um pouco do que toca nas rádios, que é basicamente essa lista que fiz acima.

Como eu morava em uma cidade pequena e longe, qualquer show em São Paulo era IMPOSSÍVEL, desde que me mudei, fiz questão de tirar da minha lista vários artistas que eu sonhava ir quando morava lá: U2, Strokes e Coldplay, foram alguns dos show que satisfizeram a menina do interior.

Quando o The Killers passou aqui pelo 2° vez em 2009, eu conhecia algumas músicas e gostava bastante do trabalho da banda, mas não era fã.

Mas resolvi ir no show, na Chacará do Jockey (onde caiu um dilúvio), e saí de lá como a fã #1 dos caras.

Para alguém que não tinha uma banda favorita, eles agora estavam ( e estão) em um estágio, que vai ser difícil qualquer banda atingir.

Eu sei que eles não são a melhor banda do mundo, e entendo qualquer um que fale qualquer coisa ruim deles. Cada um é cada um.

Mas pra mim, no meu mundinho, é a melhor da banda de todas!

Why do I Keep Counting?

Com o retorno deles anunciado em Outubro do ano passado, e já com o Battle Born (4° disco lançado), eu e a Thais da Mata do Insane Little Things, já ficamos na expectativa.

Queríamos ver eles de perto, e conseguimos! Após muito planejamento e táticas quase de guerra! LOL

Depois de ficarmos o dia inteiro na grade vendo os outros shows, alguns bons (Agridoce e The Temper Trap), e outros nem tanto (The Flaming Lips), chegava a hora da gente curtir esse show tão esperado.

Mas o que falar de um show, que não só consegue superar as suas elevadas expectativas, ainda te deixa salivando por mais, muito mais?

Como disse, havia ido no show deles de 2009, e tive uma experiência tão incrível que nem sei descrever até hoje, então tentei controlar muito para não ficar esperando demais!

E o quarteto de Vegas, formando por Brandon Flowers (vocal), Dave Keuning (guitarra), Mark Stromer (baixo) e Ronnie Vannuci (bateria), vieram para mostrar duas coisas:

1° – Que eles são muito bons mesmo;

2° – Que o que eu senti em 2009 não foi só ilusão, ou uma noite de sorte;

Há quase 4 anos atrás, eu estava encontrando a minha identidade musical, e no dia 29/03, eles só vieram confirmar as mesmas coisas que venho sentindo nos últimos anos, um sentimento tão bom, que eu não sei nem como descrever.

Sabe quando a gente tá down, e senti aquele buraco na nossa alma? Mas mesmo quando a gente está bem, sempre fica um vazio?

Então, quando o The Killers está tocando é como se todos esses ‘buracos’ da minha alma se preenchessem.

A música começa e pelos próximos 4 minutos, eu me sinto compelta.

E foi isso o que aconteceu na sexta. Eu não senti nem sede, apesar de ter cantando a pleno pulmões (minha falta de voz é a prova), o pé que dóia desde às 6, já não dóia mais.

E sem contar, que graças a Thais, desde o Planeta Terra 2011, eu não tenho mais medo de ficar na grade, e consegui finalmente conseguir ver eles de perto, tão pertinho, tão pertinho. *suspira*

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Glamorous Indie Rock & Roll

Brandon é lindo, simpático e muito sorridente, mas o restante da banda é incrivelmente tão ótima quanto.

Eu particularmente amo o Ronnie e como ele faz com que a bateria fosse praticamente uma parte dele. Em um momento, no meio de uma música, eu vi ele jogar uma baqueta pro alto e pegar de novo! Tipo ‘Te amo cara’!

Quando ao set list, outra supresa.

Eu havia começado um post sobre o set list perfeito para esse show, mas acabei nem dando continuidade. Porque, percebi que gostava de tantas músicas de todos os CD’s, que nunca iria ficar satisfeita com qualquer set list que não tivesse pelo menos umas 30 músicas.

Lógico que eles tentaram agradar a todos, então não tocaram tantas músicas do Battle Born quanto eu gostaria (Flesh and Bone e Here With me, por exemplo, ficaram de fora), mas The Way it Was que eu já gostava, ficou super especial agora e From Here on out, que era a que menos gostava, agora também tem um lugar especial.

Cada música, cada hit tocando na bela noite de sexta, foi como um hino para os fãs da banda. Não sei como foi para quem estava lá trás, não sei como que foi para quem estava vendo pela TV, mas o show foi MARAVILHOSO!

All These Things That I’ve Done

Como disse, como uma garota do interior, ainda enxergo cada oportunidade de ir em um show de uma banda que eu gosto como uma oportunidade única, como uma realização.

Mas o Killers, como foi uma descoberta posterior a minha mudança, foi uma descoberta da Fanny já moradora de uma cidade grande e perto de São Paulo! (HA!)

Na música, For Reasons Unknow (outro hino da banda), diz o seguinte:

“Faço minha mala, checo meu rosto

I look a little bit older

I look a little bit colder

With one deep breath, one big step

I move a little bit closer, I move a little bit closer

For reasons unknown...”

E trago a mesma letra para a minha vida, e a relação próxima que tenho com a música do Killers.

Desde 2009, eu pareço mais velha, eu estou mais fria (ou chata, se assim preferir), e tenho passado por vários momento em que é necessário ‘one deep breath, one big step'.

Mas mesmo com tudo isso, ‘i move a little bit closer’ da onde quero chegar, de quem quero ser, e do próprio Killers.

Uma noite inesquecível, e como toca em Miss Atomic Bomb:  ‘You're gonna miss me when I'm gone’, já estou sentindo a sua falta The Killers.

Volta Logo!

Fanny Ladeira

P.S.: Abaixo vocês podem conferir o show inteiro, transmitido pelo Multishow, enquanto estiver disponível.

terça-feira, 26 de março de 2013

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Resenha: Agora e Sempre

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http://www.livrariascuritiba.com.br/Imagens/Livros/Normal/LV313345_N.jpgLivro: Agora e Sempre

Autora: Judith McNaught

Editora:Best Bolso

Nota: 5 estrelas

Em 1815, órfã e sozinha, a jovem americana Victoria Seaton atravessou o vasto oceano com destino à Inglaterra. Determinada a assumir a herança perdida havia tanto tempo, surpreendeu-se diante da suntuosa propriedade de seu primo distante, o mal-afamado lorde Jason Fielding.

Disputado pelas mais belas mulheres da alta sociedade, solteiras ou casadas, Jason era um mistério para Victoria. Confusa por sua postura arrogante e, ainda assim, atraída por seu arrasador poder de sedução, ela vislumbrou dolorosas lembranças nos profundos olhos verdes de Jason.
Quando ele, incapaz de resistir ao charme e ousadia de Victoria, tomou-a nos braços e a beijou com paixão, ela foi envolvida em um redemoinho de sensações desconhecidas e profundamente perturbadoras.

Não é surpresa para ninguém que frequenta esse blog, que tenho uma queda por romances históricos.

Eu tinha um certo preconceito contra o gênero, e só resolvi encarar quando a Thais da Mata o Insane Little Things, me encorajou a ler os livros da Patricia Cabot. A mesma Thais, que foi indicando vários livros do gênero e me fazendo ficar cada vez mais apaixonada.

Julia Quinn, Laura Lee Gurke, Lisa Klyepas, Kathryn Smith, são algumas das que eu já li, e aprovei.

Mas faltava ler um livro da Judith Mcnaught.

Tanta gente me indicava os livros dela, que eu fui ficando meio sem escape, mas ao mesmo tempo ficava nessa, vou ler um dia, vou ler um dia, e esse dia nunca chegava.

Nessa brincadeira de ‘vou ler um dia’, perdi mais ou menos uns 2 anos. Uma coisa que me impressionava, era como as pessoas recomendavam bem a Judith, elas falavam com um carinho pelos livros que eu, como uma desconehcida no assunto, não conseguia entender.

Até que ganhei Agora e Sempre e aí não tinha mais como escapar!

A estória é tão bem construida, e tem tantos revés interessantes e completamente coerentes com a estória, que não consegui nem achar um ponto fraco ou que poderia ser evitado.

Victoria é uma mocinha corajosa, mas ao mesmo tempo sozinha e que está passando por uma situação muito difícil, em um país desconhecido. Vou contar que chorei vários momentos por causa dela.

O mocinho, Lord Jason, é diferente dos personagens que vejo em outros livros. Ele tem, como sempre, aquele toque de masculinidade quase sempre vangloriado no gênereo, só que ele é mais seco e mais direto que os mocinhos do outros livros.

A trama, como eu disse, é bem amarrada, porém o que mais me fascinou é como ela consegue prender o leitor.

Você começa a torcer para isso ou aquilo acontecer, e fica antecipando o momento em que cada um vai ceder as suas vontades, e vibra com cada passo para o final feliz.

Quando não conhecia o gênero, achava que todos os livros eram iguais, e de certa forma, os finais são sempre felizes em sua grande maioria.

Só que ao mesmo tempo em que eles são parecidos, cada escritora, em cada livro, mostra uma nuance única.

Em minha opinião, acho que esse gênero é o mais fácil de se pegar um plágio, porque mesmo se você tiver contando uma estóira parecida, cada uma vê de um jeito a situação.

Hoje, após ler esse livro em menos de 1 dia, já ter lido outro livro dela, e estar louca para ler o resto, entendo tudo o que elas falavam.

E concordo.

Judith é realmente a melhor escritora do gênero.

E que venha todos os outros livros dela!

Fanny Ladeira

http://1.bp.blogspot.com/_9dxmWoMH9_4/TMuJv4dTdrI/AAAAAAAAAmU/AN4AM2IYa-o/s1600/C_16188716.jpgJudith McNaught é uma escritora norte-americana especializada no gênero conhecido como romance histórico. Foi também a primeira produtora executiva da rádio CBS no estado do Texas. Seus livros foram publicados em diversos países, e eé uma das escritoras mais respeitas do gêncero. Por anos seu livros estiveram esgottados no país, mas aos poucos, eles estão sendo relançados.

domingo, 24 de março de 2013

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Lendo e Ouvindo: Lollapalooza BR 2013

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Essa coluna é hospedada pelo blog Nerds Leitores da Vanessa Pereira

Olá Galera,

O Lollapalooza BR está chegando! Alguém animado?

 

 

 

Ano passado falei do festival como mera espectadora, apesar de ter tido várias bandas legais, por razões de montagem do lline up e R$, acabei optando por assistir o festival de casa.

Esse ano, com a presença do meu querido The Killers, eu vou conferir o primeiro dia do festival pessoalmente, e o restante pela TV e Internet ( o multishow já confirmou que vai transmitir os shows novamente)

Os Headliners da edição são o The Killers ( na sexta), The Black Keys ( no sábado) e o Pearl Jam (no domingo), mas nem só de Headliner se faz um festival.

Então que tal conhecermos um pouco das outras bandas que vão tocar, na segunda edição do festival no Brasil.

Para conhecer o line-up completo, clique aqui

Bora?

Copacabana Club

Dia 29/03 – Palco Alternativo às 15:30

Copacana Club representa o Brasil no festival, é uma dasvárias bandas nacionais convidadas para tocar nos 3 dias de festival.

Além do Copacabana tocam no festival Agridoce, Criolo, Vivendo do Ócio, Holger, entre outros.

 

Toro Y Moi

Dia 30/03 – Palco  Cidade Jardim às 14:30

É o segundo festival que o Toro Y Moi toca, que eu não vou conseguir ver ele ( o primeiro foi o Festival Planeta Terra em 2011).

O som dele é bem bacana e gostoso (apesar de não ser um estilo que morro de amores).

 

Of Monster and Men

dia 29/03 – Palco Butantã às 15:15

Eu conhecia 2 músicas da banda, mas esperei sair a programação do festival para saber se iria conseguir ver eles. Com a banda em um outro palco, no mesmo dia do Killers, resolvi nem ir ouvir muito, para não cair na tentação de querer ver.

A banda vai fazer um side shows (shows separados de bandas que tocam no festival, promovido pelo próprio – veja os slides shows do Lollapaloozada BR), mas vai ficar para a próxima.

 

 

The Temper Trap e The Flaming Lips

29/03 - Palco Cidade Jardim

Temper toca às 16:15 e Flaming às 18:30

Não vou negar eu conheço as duas bandas, só porque suas músicas já foram parte da trilha de algum filme ou série. Mas fui ouvir um pouco mais do som dos caras e gostei!

Eles vão tocar no palco principal na sexta, então terei o prazer de conferir o trabalho de ambos.

 

 

 

Foals

31/03 – Palco Butantã às 15:15

Os ingleses lançaram um CD que foi super comentado agora no começo de 2013, alguns criticos falaram que é o melhor disco desse ano até agora.

Baixei o CD, mas como eles tocam em um dia que não vou, resolvi não ir mutio atrás para não correr o risco de precisar gastar mais dinheiro! HA!

 

 

Two Door Cinema Club

30/03 – Palco Cidade Jardim às 16:30

Uma banda que foi muito pedida pelos fãs.

 

Vou fazer um post só para falar do Killers, mas festivais não são só para escutarmos músicas que gostamos, e sim para conhecermos ainda mais bandas de qualidade!

E vocês? O que querem ver no Lollapalloza?

Fanny Ladeira

sábado, 16 de março de 2013

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Lendo e Ouvindo: Lucy Rose

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lucy-rose

Eu sempre tive uma facilidade maior de gostar de cantoras, do que de bandas e cantores.

Norah Jones, A Fine Frenzy Tiê, Adele, Lana Del Rey, são alguns dos exemplos que consigo lembrar de pronto, que estão presentes nas minhas playlists e no meu mp3 sempre.

Na minha cabeça deve funcionar assim: canta bem + compõe = aprovada

LucyRose13Eu descobri a britânica Lucy Rose, por causa do Noah and the Whale ( Uma das minhas bandas favoritas, que eu já falei aqui). Ela abriu alguns de seus shows, e há um rumor de que ela estará no próximo álbum da banda, por isso, fui ver o que ela tinha (afinal, abrir o show de uma das minhas favoritas é uma honra de outro mundo...LOL!).

Então, lá foi eu procurar material no You tube, só para ver se ela era boa mesmo.

E MEU!!!

Que voz e que músicas são essas!

Estava começando a entender o lugar de destaque que ela estava recebendo de bandas famosas como o Noah and The Whale e o Bombay Bycicle Club.

Essa britânica loirinha, com cara de boneca, nasceu junho de 1989 (é uns 4 meses mais nova que eu!!)

63862380Ela morava no interior da Inglaterra, e apesar de compor desde os 16 anos, só foi quando se mudou para Londres aos 18 anos, que começou a conhecer mais de música. Ao invés de fazer graduação em Geografia, ela começou a tocar em pubs,até que conheceu os membro do Bombay Bycicle Club.

Assim que começou a se destacar na internet com os seus vídeos, a sua carreira começou a tomar forma, e em 2012 estava gravando o seu primeiro CD, na própria casa de seus pais

Seu CD de estreia, Like I Used To Know, é de uma preciosidade que não dá nem para comprar. Ela tem uma voz suave, mansinha, uma delícia para ouvir quando estamos lendo, escrevendo, dirigindo, ou seja, para todos os momentos.

Para ter uma ideia, ouvi mais o CD dela do que Battle Born do The Killers, lançado também no ano passado, e olha que o K, é a minha banda favorita de todos os tempos!

images

LIke I Used To Know não chega a ser inovador para a música mundial, mas trás uma qualidade tão alta que nós dias de hoje não podemos recusar.

Bora conhecer um pouco do trabalho dela?

♪  Red Face ♪

Para começar o CD, temos uma baladinha gostosa. A voz doce que acompanha o disco todo, está li para mostrar para quem gosta e afastar quem não gosta. O detalhe das m´sucias delas, é que (a maioria) trazem uma mudanças de melodio ao longo da canção que trazem mais riqueza para o trabalho.

So I’ll take a trip, To the back of my mind, see what is there, What will I find

♪ Lines ♪

A música mais ‘catch’ do cd, e com certeza o single mais poderoso do trabalho. Novamente a mudança da sonorização da música, também a ajuda para torna-lá diferente.

Dá vontade de sair dançando.

It’s not you you’re not afraid, Lines around your eyes will disappear

 

♪ Shiver ♪

Outro single poderoso, que ganhou um clip recentemente (veja abaixo), a voz que nas primeiras músicas, estava mais ‘alegre’ , dá um aquietada para falar de um amor difícil, a quebra nas músicas, que é praticamente um item obrigatório do CD, aparece aqui de um jeito memorável, criando dois momentos distintos e belos em uma música linda.

So I’ll shiver like i used to know,

an I’ll leave him just for you,

and I’ll shiver like I used to,

Just for You

 

♪ Night Bus ♪

Minha Música Favorita do CD! 

Ela entrou para o hall de ‘Músicas que foram escritas para mim!’

Músicas que escuto e sinto que apesar de não ser possível, foram escritas pensando em mim! =D

Porque não tem outra explicação! HA!

 

♪ Don’t you worry ♪

Outra preciosidade do CD!

Don’t you worry

I’m staying here

Don’t you worry

Cause I´m not leaving

Don’t you worry

Cause I’ll stay here with you, with you

 

♪ Gamble ♪

Esse é um exemplo do que a mudanças na música pode fazer, não gosto tanto da primeira parte, mas amo a segunda!

Segue um vídeo dela cantando essa música ao vivo! <3

 

Para conhecer um pouco mais sobre o trabalho da Lucy, você pode conhecer o site oficial.

Espero que tenham gostado, e já estou alistado companhias para a primeira fila, quando ela vir tocar no Brasil.

Quem está comigo?

Fanny Ladeira

terça-feira, 12 de março de 2013

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Resenha: The Edge of Never

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16081272 Livro: The Edge of Never

Autor: J.A. Redmerski

Editora: Createspace

Nota: 2,5 estrelas

*Livro ainda não lançado no Brasil

Camryn Bennett, tem 20 anos e ela achava que sabia extamente para onde a sua vida estava indo.

Mas depois de uma noitada desastrosa, ela surpreende a todos – e a si mesma – quando ela decide abandonar a única vida que ela conhece. Ela pega somente a sua bolsa e o celular, e entra em um ônibus interestadual disposta a encontrar a si própria. Ao invés disso, ela encontra Andrew Parrish.

Sexy, Andrew vive a sua vida como se não houvesse amanhã. Ele convence Camryn a fazer coisas ela nunca achou que podia, e a mostra os seus mais profundos e proibidos desejos.

Logo, ele se torna o centro da sua nova vida, colocando amor, desejo e emoção pra fora, de uma forma que ela nunca pode imagina.

Só que há mais do Andrew e Camryn se dão conta. Será que o segredo irá separá-los ou destruí-los para sempre?

Desde o final do ano passado, li tanto sobre este livro em outros blogs, que fiquei muito interessada em ler.

A sinopse me atraiu, e a quantidade de 5 estrelas nas resenhas de GoodReads, me fez colocar ele lá no alto da minha lista de desejados.

Eu sempre estive do outro lado. Crepúsculo, Jogos Vorazes, Cinquenta tons, são alguns exemplos, de livros que foram comentados, que fui ler para entender o que estava acontecendo, só para me pegar completamente maravilhada com as estórias!

Porém The Edge of Never, me fez ficar do outro lado. Contrariando a maré, está aqui uma pessoa que não gostou do livro.

Eu sei, eu sei! Que absurdo!

De verdade, fico muito incomodada quanto eu não gosto de um livro, que todo mundo gostou.

Sempre acho que o problema é comigo, apesar de ser a primeira a entender quando alguém não gosta de um livro que eu amei.

Afinal, somos pessoas diferentes, que fomos criadas de formas diferentes, e fomos submetidas a experiências diferentes. Não vamos gostar todos de tudo.

E no caso de The Edge of Never, eu me senti distante da estória. Não consegui me aproximar de Camryn, e muito menos de Andrew.

Como o livro é contado variando as visões de cada um deles, ficou um pouco difícil mergulhar na estória, sem em estar do lado dos protagonistas.

Camryn é legal, e fiquei com dó dela, mas também tenho um pouco de bloqueio com personagens que não sabem pra onde vão.

Aí deixa eu explicar o que eu quis dizer!

Em Alice no Pais das Maravilhas, de Lewis Carrol, o seguinte diálogo se passa entre Alice e o Gato:

Pode me dizer, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?
Isso depende muito de para onde quer ir - respondeu o gato.
Eu não sei para onde ir - disse Alice.
Nesse caso, pouco importa o caminho que vá - replicou o gato
.”

Então, o que me fez ficar distante de Camryn é que ela não sabia pra onde ir, o que queria, nem como conseguir o queria.

Eu aceitaria qualquer resposta aqui, até mesmo “Eu não sei o que quero/quem eu sou, mas estou indo descobrir.”

Tive a impressão que mesmo que se perguntassem isso, ela não conseguiria responder no começo.

Lógico que a medida que o livro vai desenvolvendo, ela vai demonstrando de forma mais clara esse ponto, mas aí eu já tinha perdido um pouco interesse.

E devido a uma brincadeira imposta pelo Andrew, em alguns momentos senti que ela só fazia alguma coisa porque ‘ele mandou’.

Não que ele exigisse uma situação pra ela, mas porque ele falou pra ela fazer, ela ia e fazia. Só porque ela encontrou que alguém bonito que mandou ela fazer.

Andrew também não conseguiu me conquistar. Achei ele muito fechado, e não foi aquele mocinho que eu ficava ahhh. Nem raiva eu consegui sentir dele, só indiferença.

Claro, o livro tem várias cenas ótimas, e vários trechos que são muito bonitos e inesquecíveis, referências e diálogos também se destacam pela qualidade, mas no final nem isso conseguiu me fazer gostar do livro.

Não posso revelar aqui os detalhes da trama que foram me afastando do livro, porque seria spoiler demais, mas até mesmo algumas reviravoltas me deixaram mais nervosa e indiferente.

Indiferente. Essa seria uma boa palavra para descrever o que eu senti lendo esse livro.

Queria sentir o que todo mundo sentiu lendo esse livro, mas hey!

O que seria do azul de todo mundo gostasse do verde?

Fanny Ladeira

J.A. RedmerskiJ.A. Redmerski, conseguiu com o seu The Edge od Never, atingir as listas dos mais vendidos do New York Times, USA Today e Wall Street Journal. Ela mora em North Little Rock, Arkansas, e tem três crianças. Ela adora televisão e livros que desafiam o leito. O livro vai ter uma continuação The Edge of Always, que ela está trabalhando no momento.

terça-feira, 5 de março de 2013

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Resenha: Leviatã

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leviata-capa-1Livro: Leviatã – A Missão Completa

Autor: Scott Westerfeld

Editora: Galera Record

Nota: 4 estrelas

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Em lados opostos, mekanistas lutam com aparatos mecânicos movidos à vapor e darwinistas usam imensos animais geneticamente modificados, e adaptados para a batalha.

Alek Ferdinand, príncipe do império austro-húngaro, está sem saída. Perdeu seu título e o apoio do povo, restando apenas um imenso ciclope Stormwalker e um grupo leal de homens.

Por outro lado, Deryn Sharp é uma jovem plebeia que se disfarça de homem para ingressar na Força Aérea Britânica.

Os caminhos dela e de Alek se cruzarão de maneira inesperada, levando-os a bordo do Leviatã para uma viagem que mudará suas vidas.

Sou um pouco suspeita para resenhar qualquer coisa do Scott Westerfeld. Apesar dele ter um estilo único de escrita eu me identifiquei com todos os livros dele até agora. E a aventura Steampunk, Leviatã não foi diferente.

Acho que foi o primeiro livro Steampunk que li, mas também já li tanta ficção na minha vida, que não sinto aquela trava que alguns poderiam sentir com um livro que mistura passado e futuro.

Porém, o livro tem um pequena falha que me sempre me deixa deslocada em qualquer estória. Como os personagens já estão inseridos no contexto, ninguém para e explica o que exatamente está acontecendo e o que é o funiconamento de cada coisa.

Desculpa, mas cresci com Harry Potter sendo o desconhecido no mundo bruxo e tendo que aprender tudo, então eu me acostumei a ter uma ‘explicação’ para os elementos que vão aparecendo, e livros como Leviatã, sempre e deixam um pouco confusa.

Fora isso, a estória é cheio de ação, e várias pontas de mistério. Na verdade o livro terminada em um momento tão Uhh, que quero ler a continuação AGORA!

“Você tem inimigos desde o dia em que nasceu”

É muito interessante ler sobre a separação Darwinista e Mekanista, uma analogia bem interessante para a 1° Guerra Mundial.

Assim como aconteceu na vida real, é incrível como ser humano pode fazer as coisas mais horríveis por poder. Muito se fala da 2° Guerra mundial, mas a 1° foi tão marcante e sanguenta quanto a segunda, mas como não tem tanta atenção quando a 2°, acabamos não conhecendo os detalhes e as muitas vidas que foram perdidas durante os 4 anos que ela durou.

A qualidade da edição é única, desde a capa ao mapa detalhado e colorido, dão ao livro, o toque que ele merecia, de qualidade impar.

Já os desenhos feitos por Keith Thompson, são tão bonitos e detalhados, que ficava vários momentos os admirando. Lindos, Lindos! E que de certa forma, me ajudaram a superar o fato de estar me sentindo ‘perdida’ dentro do ambiente.

Tenho um carinho especial pela minha edição que está autografada, e fico feliz de ter levado esse livro para ele assinar. Tenho orgulho de ter um livro tão especial, e tão bacana como esse na minha estante.

Agora é esperar pelos próximos, e torcer para que a segundo volume da série não demore tanto para ser lançado por aqui.

Fanny Ladeira

600388_562271657131818_1143134471_n Scott Westerfeld é americano e divide o seu tempo entre Nova York e Sidney, tem diversos livros lançados e já foi indicados a diversos prêmios conceituados como o Best Books for Young Adults 2006 da American Library Association. No Brasil foi lançado série Feios, Tão Ontem e Midnighters dele. Tive o prazer de conhecer ele e a sua mulher, Justine Larbalestier, durante a visita deles no Brasil, e só posso dizer que eles são muito simpáticos.