terça-feira, 15 de novembro de 2011

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Cinema no Restaurante: Melancolia

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Eu gosto de filmes bobos, eu gosto de filmes que te fazem esquecer as preocupações. Porém, entretanto, todavia, AMO filmes que te fazem pensar, pensar muito, quebrar a cabeça. Filmes que levantam questionamentos, que você nem imaginava que pudessem ter. Que apresentam um tipo de vida, que pode ser diferente da sua, mas que no íntimo não difere muito do nosso interior, dos nossos instintos.

melancholia-movie-photo-12-550x309Justine (Kirsten Dunst) e Michael (Alexander Skarsgård) estão celebrando seu casamento em uma festa suntuosa na casa de sua irmã (Charlotte Gainsbourg) e cunhado (Kiefer Sutherland). Enquanto isso, o planeta, Melancolia, está se dirigindo em direção à Terra... Melancolia é um - disaster movie - psicológico do diretor Lars von Trier.

Não considero Melancolia o melhor filme de Lars Von Trier, entre polêmicas, fico com o maravilhoso Dogville, que em uma ocasião pretendo ainda falar nessa sessão. Não considero também Melancolia, o melhor filme do ano, mas ele deve provavelmente, ficar no meu Top 10.

A estória do filme, é fantasiosa 'um planeta escondido atrás do sol' tipo aham? Como isso é possível?

Esse pode ser um fator, para já ir se preparando, para o que você vai encontrar nos 136 minutos do longa. Nem tudo vai fazer sentido. Estaria mentindo se falasse que entendi completamente o filme, digamos que foi 75%, com sorte.

O foco do filme, assim como o titulo leva a crer, é na melancolia. Melancolia é a definição é um estado psíquico de depressão sem causa específica. Se caracteriza pela falta de entusiasmo e predisposição para atividades em geral, é uma característica da depressão maior.

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E é dividindo o filme em duas partes Justine e Claire, podemos ver ela sobre dois ângulos diferentes.

Na primeira parte, focando em Justine, temos a sua festa de casamento, uma suntuosa celebração, que não vai acabar nos melhores termos. É nessa parte que a maior parte do elenco de coadjuvantes aparece, grandes atores consagrados como: Alexander Skarsgård, Stellan Skarsgård, Charlotte Rampling e John Hurt

Na segunda parte, toda a trama fica mais concentrada em Justine, Claire, Leo (Cameron Spurr) e John.

O que mais gostei nesse filme é de como ele faz uma analogia clara com a depressão, e de como isso pode afetar qualquer um.

melancholia_movie_kirsten_dunstJustine, é o tipo de pessoa propensa a crises, e cujo fim pode ser considerado até bem vindo, enquanto Claire, é a mãe que quer a todo custo preservar a sua vida e a do filho.

Enquanto Claire, tenta fugir da situação, Justine a aceita e a abraça exatamente do modo que ela é, talvez porque ela já sentiu coisas que sejam piores que a própria morte.

E o filme fala disso, sobre a impossibilidade de fugir de alguma coisa maior que você. De estar um local sem saída, sem escape, sem remédio, sem salvação.

No caso do filme, é o planeta chamado Melancolia, e no caso de algumas pessoas, é o sentimento de mesmo nome.

Algumas pessoas tem o conceito de que depressão ou crises nervosas só atingem pessoas fracas, propensas e etc. Mas, não é um verdade absoluta.

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Eu nunca sofri, mas também não acuso, julgo, nem aponto, pessoas que um dia já passaram por isso. Por que eu imagino, que seja a mesma sensação que o filme trás, um beco sem saída, uma onda que o atingirá a qualquer momento, e que não há um jeito de fugir.

A magnitude do filme, passa o telespectador, mesmo sem você querer.

MELANCOLIAA fotografia do filme é maravilhosa, e as atuações estão espetaculares. Kirsten Dunst não é a melhor atriz por aí, mas dá a melhor atuação de sua carreira. Ganhou a Palma de Ouro e tem grandes chances de concorrer ao Oscar, embora Saoirse Ronan mereça mais a estatueta.

Não assisti tanto filmes de Lars, para dizer se a direção é característica, mas achei que ele conduziu melhor o filme na segunda parte do que na primeira.

O ponto alto entretanto, é o tema do filme, que é forte, sombrio e magnifico, Assim como o filme.

 

Assim como o filme.

Próxima Sessão: Amanhecer parte 1

* O que esperar, quando se está esperando?

domingo, 13 de novembro de 2011

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Resenha: Anna Kariênina

3 comentários
annakarieninaLivro: Anna Kariênina
Autor: Liev Tolstói
Editora: Lançado recentemente pela Cosac Naif
Nota: 5 estrelas
“Todas as família felizes se parecem entre si; e as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira.”
Esta é uma das aberturas mais famosas de todos os tempos, e ainda hoje impressiona a sabedoria concisa com que Tolstói introduz o leitor no universo de Anna Kariênina, clássico escrito entre 1873 e 1877. Muito do que o romance vai mostrar está contido nesta frase. A personagem-título, ao abandonar sua sólida posição social por um novo amor, e seguir esta opção até as últimas consequências, potencializa os dilemas amorosos, vividos dentro ou fora do casamento, de toda a ampla galeria de personagens que a circunda. O amor, aqui, não é puro idealismo romântico.
Tolstói recupera todo um século de experiência russa, com episódios e personagens modelados a partir de pessoas reais, e aborda as principais discussões políticas, econômicas e filosóficas de seu tempo, ainda incrivelmente atuais. O livro se articula por meio de contrates: a cidade e o campo; as cidades de Moscou e São Petersburgo; a alta sociedade e a vida dos mujiques; o intelectual e o homem prático.
“_Amor…- repetiu ela, lentamente, como se falasse consigo mesma. E, tendo finalmente desprendido a renda, disse, de súbito, olhando-o bem de frente. – Se essa palavra me desagrada, é porque tem para mim um sentido muito mais profundo do que o que pode imaginar.”
Eu não tenho vergonha de admitir que ler esse livro tem sido um grande desafio pelos últimos 7 anos. Sempre começo, sempre paro. Comecei tantas vezes que as 100 primeiras páginas estão muito frescas na minha memória, lembro até detalhes! Mas as 700 páginas restantes sempre fui uma luta para conseguir passa-las.
Entretanto, nenhuma vitória vem sem perseverança, e contra todos os possíveis resultados, eu conseguir terminar o livro.
O seu tamanho nunca me assustou. Sou acostumada, e até gosto de ler livros extensos. Já falei em uma resenha, e volto a falar aqui, se você precisa de 1000 páginas para contar a sua estória, eu vou ler as 1000 páginas.
Anna Kariênina, publicado orginalmente entre 1873 e 1877, era o meu grande objetivo literário, junto com Guerra e paz, também de Leon Tolstói, que pretendo começar essa semana.
O motivo, que eu aos 15 anos, decidi colocar esses grandes e difíceis clássicos na minha lista de 'livros para se ler antes de morrer' é uma incógnita, até mesmo para mim. Na verdade, eu acho que sei.
Acredito que a influência de Rory Gilmore, e a sua extensa e complicada vida estudantil em Chilton, tem alguma coisa a ver com isso.
Como já disse, tentei ler esse livro 5 vezes , e falhei em todas, mas agora me sinto realizada! Sinto como se o peso do livro tivesse sido retirado das minhas costas. Pode ser exagero, mas foi o que senti.
Assim como o com Os miseráveis - Volume I, não vou nem atrever a comentar o estilo de escrita, não tenho calibre para isso. Mas adianto, que apesar das dificuldades que eu passei, a leitura não é muito complicada.
Na verdade, a narração é até muito simples, e só se arrasta demais quando o autor tenta exprimir as ideias politicas e religiosas de alguns personagens, e se você não tem muito interesse no período, pode se tornar um pouco maçante.
“Todo aquele que tem uma vida complicada julga ver nessa complicação uma fatalidade que só a ele atinge.”
Apesar do livro se chamar Anna Kariênina, e se focar na sua estória, e ela ser a grande responsável por vários desdobramentos da trama (desdobramentos que em alguns casos, ela nem tem conhecimento) ela passa longe de ser a minha personagem favorita.
Odiei ela por mais de 600 páginas, e só tirei um pouco dessa raiva, quando a sua cunhada Dolly, apresenta a situação dela de outra forma, e ao meus olhos, ela se tornou um pouco menos insuportável. Esse meu 'ódio' pela personagem, não surgiu por causa das suas atitudes, e sim porque ela se transformou em uma pessoa totalmente diferente, por causa disso.
Da mulher forte, bonita e invejada do inicio, ela se torna frívola, ciumenta e passa a se importar menos até mesmo com o seu filho. E o Vronsky, não me inspira confiança, o que torna a sua paixão ainda mais sem graça para mim.
Se eu odiei a Kariênina, posso revelar que amei Kitty e Levi? A estória dos dois é tão cuteeeeee! Não é cute no estilo 'romance YA', mas é cute em nível de romance russo do século 19.
No primeiro estrofe do livro fala: “Todas as família felizes se parecem entre si; e as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira.”
E é basicamente sobre isso do que o livro fala, das complicadas relações familiares e de como os fatores externos afetam as relações familiares.
Fiquei muito satisfeita de ter enfrentado esse livro. Acho que faltava maturidade antes para ler, entender e apreciar.
победа!

ATUALIZADO: A Vanessa do Blog Nerds Leitores, me passou esse site onde você pode ver todos os livros citados na série Gilmore Girls . Um prato cheio para quem sempre foi fã da série, e quer dicas de livros.

Como lembrava Anna Kariênina, passa em um dos episódios, e Rory fala para Dean "Esse é um dos meus livros favoritos" *_*

Uma nova adaptação para o cinema
Ano que vem, provavelmente no final do ano, estreará uma nova versão desse clássico. Dirigido por Joe Wrigth, responsável por Orgulho e Preconceito, Hanna e Desejo e Reparação.
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Elenco
Anna, será interpretada por Keira Knightley, e apesar de gostar muito do seu trabalho, não acho que ela seja a pessoa ideal para o papel, mas vou pagar para ver.
O resto do elenco, considerei muito coeso, e estou esperando muito dessa adaptação.
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Domhnall Gleeson (Levin) e Alicia Vikander (Kitty) – Ele é o Gui de HP, e ela também estará na adaptação de As aventuras do caça-feitiço.
Se você quiser saber mais informações, acesse a página do filme o IMDb.

Fanny Ladeira

Leon Tostoi Liev Tolstói ou Léon Tolstói nasceu na Rússia em 1828, para se tornar um dos maiores escritores de todos os tempos. Seus livros, incluindo Anna Kariênina, são considerados clássicos da humanidade, e figuram em diversas listas como livros obrigatórios. Tolstói, morreu aos 82 anos, depois de decidir viver uma vida mais calma. Seus livros são uma referência para o seu tempo, e ao mesmo tempo uma forma de enxergar o mundo atual.

sábado, 12 de novembro de 2011

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Festival Planeta Terra 2011: Um dia para recordar

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Olá Galera,

Eu fiquei sumida essa semana, e o motivo foi porque estava com a sinuzite (muito) atacada. Para quem também sofre com isso, sabe que é impossível raciocinar direto, e por isso o blog ficou parado por uns dias.

O motivo que me fez ficar doente, foi o meu final de semana mais louco dos últimos anos. Para os que podem não ter ficado sabendo, rolou o Festival Planeta Terra, no sábado passado, dia 05 de Novembro, no Playcenter em São Paulo. Eu falei sobre as bandas que iam tocar na coluna Leno e Ouvindo, onde pude dedicar um espaço para falar, White Lies, Interpol e do headliner The Strokes.

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Com um line up formado praticamente por bandas indies e vertentes, que não são normalmente tocadas em rádios, o festival conseguiu esgotar o seus ingressos em 14 horas de vendas! Isso em junho, quando nem metade do Line up tinha sido divulgado! Os 20 mil ingressos colocados a venda, foram pouco para o tamanho do público interessado.

A minha cia para o show foi a Thais da Mata, amiga e parceira do blog, e que comanda o blog Divagando sobre a Realidade, e fez um post lindo e inspirador sobre o show.

 

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Thais e eu (com canga na cabeça) na foto mais glamurosa do festival!

Adorei ter tido ela como cia! Pensa em uma pessoa animada e corajosa para ir em shows. É ela!

Sem contar, que se ela não tivesse ido comigo, eu não teria ficado a 10 metros do Julian Casablanca, e aproveitado os shows do White Lies, Interpol e The Strokes de um lugar TÃOOO bom! Muito Obrigado Thaís!!!!!!

O Festival

Não vou comentar nenhum dos shows que rolaram no palco Indie Stage, porque não tive a oportunidade de ver nenhum, e não vou fazer vocês perder tempo lendo aqui, se podem ter em outro lugar, algum review mais fiel.

Eu estava sentando durante os show do Criolo e do Nação Zumbi, não por falta de respeito, mas já pensando no que eu teria que enfrentar. Mas mesmo sentada, respeitei e bati palmas e vibrei quando necessário. A palavra de ordem em festivais é: Respeito.

White Lies e Interpol

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Os shows do White Lies e Interpol foram muito bons, apesar das duas bandas teram uma postura mais séria. Interpol, mais que o White Lies. Porém se a postura de distância do público, pode parecer um pouco fria, os shows que eles bancaram no Main Stage foi bem esquenta!

White Lies, começou a tocar as 7 da tarde, ainda com sol. O trio inglês, entraram de camiseta social branca, e dividiram o show entre as músicas dos dois CD's. Apesar de não serem uma banda muito conhecida do público, eles conseguiram um coro forte na maiores hits. Os refrões catch, também ajudaram aos interessados, a acompanhar as músicas tocadas.

Interpol, já tem vários anos de estrada, e o seu som é respeitado e amado por muitos. A maioria das pessoas a minha volta, conhecia e gostava do som dos caras. Eles entraram as 22 horas e fizeram um show curto, mas poderoso. Pelo tempo que eles possuíam, muitos hits ficaram de fora. Teve alguns solos, e a banda fez um show sem muita interação com o público, que ainda assim deixou todos maravilhados. Evil e Obstacle 1 foram os pontos altos do show.

Beady Eye

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Quando os ingressos para o Planeta Terra viraram lenda, muitos falaram que foi por causa dos fãs de Strokes e os do Oasis, os responsáveis. HAHAHAHA - Não vou falar que não existia fãs do Beady Eye ali, mas eles não eram um grande compacto. Tanto é, que só The roller, conseguiu levantar um coro mais vigoroso, e olha que já não foi comparado com o apresentado com o Interpol. Mas o público estava receptivo com a banda formada com ex- integrates do Oasis, sem Noel. A galera ecoou muitas vezes o coro 'Liam, Liam' e eu acompanhei o pessoal. Não vou me fazer de blasé, e negar que as músicas da banda me cativaram, no geral o show da banda foi bacana. Gostei bastante, e baixei o CD, mas como comentei com a Thais no meio do show. Estavamos ansiosas por Strokes, e cansadas pelo resto, além de estarmos guardando as nossas energias. Então o show do Beady Eye, não foi tão interessante, como poderia ter sido.

The Strokes

SHOW Mara!

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O melhor show que já fui, desde da apresentação do Killers em 2009, e olha que nesse meio tempo, eu fui até na turnê 360° do U2! Mas nada tira a energia que a pista trás.

A primeira música:

 

Os meninos de NY, entraram cantando NYC Cops! E já levantaram a platéia! Tanto, que eu estava na frente da caixa de som, e não conseguia escutar a voz do Julian. Só consegui escutar a voz dele, lá pela 5° música, quando os animos já estavam 'um pouco' mais calmos, e as vozes já iam se perdendo.

Foi um show poderoso, barulhento, divertido, animado e cheio de hits!

O som estava perfeito, e mando um parabéns para a organização por isso. O telão eu (Graças a Deus!) não utilizei, mas o som estava 10000!

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Depois desse show, Albert entrou para o meu coração! Ele estava do nosso lado, e a sua habilidade com a guitarra fez o meu queixo cair! A banda inteira estava bem sincronizada, e se teve algum grande erro ou desacompanhamento, eu e as 100 pessoas perto de mim, não repararam.

E quem diria que seria Julian Casablanca, o front man mais simpático da noite? Ele cantou muito, interagiu com o público, e já entrou fazendo graça, dando uma encoixada em Albert.

Quando a platéia entoou um coro chamando pelo baterista, ele fez piadas com o nosso representante brasileiro, Fabricio Morreti, dizendo que a “banda ama os brasileiros, mas é o Fabricio que tem o orgulho de ser brasileiro” 

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E para fechar a noite, apesar do seu costume de ficar em seu canto, foi lá nosso catinho, no lado esquerdo do palco, e ficou só olhando enquanto nós ficavamos gritando e mandando beijos! =D

Todas comemora de ver o cara a menos de 4 metros de distância!

Antes de tocar a última música, ele foi até a bateria, e fez Fabricio falar algumas palavras em português. Rolou um "E ae!" e depois um "Eu te amo", mas não sem antes soltar um i love you, porque ele claramente tinha esquecido como falava em português.

Na volta para o seu posto, Julian parou e trocou duas palavras com Albert. Não deu para escutar, mas parecia que eles estavam zoando o esquecimento do Fabricio.

Havia rumores de que a banda não estava se entendendo, e que poderia até acabar. Se isso é verdade, eles fizeram uma boa atuação nesse show.

O Set list foi recheado de hits. Principalmente do 1° Cd da banda, This is it.

NYC cops, Hard to Explain, Someday e Lat Nite, levantaram a galera. Além de Reptilia, YOLO e Undercover of the darkness.

Eles não tocaram Whatever happened, o que eu só fui reparar quando o show já tinha acabado, então fica ainda a vontade de ver a música live, mas sem querer matar os caras, porque o set list foi incrível.

Para fechar rolou, Take it or Leave it, que eu nem gostava tanto, mas que tornou uma das minhas músicas favoritas de todos os tempos.

É uma música tão poderosa ao vivo, que dá para entender o porque ela é a escolhida para fechar os shows. A guitarra, o vocal, a bateria. TUDO! Tudo se junta para terminar um show inesquecível! Eu só conseguia pensar "Que show! Que show!".

É por um motivos desses, que cada vez mais repudio shows com playback. O público não merece, e se você não consegue cantar live, fique longe de mim!

DSC08033Outro ponto que tenho que comentar, é a roupa e a gordurinha de Julian. O bonê eu dispensava, mas eu vibrei quando vi a jaqueta de couro ( Obrigada Universo por isso!).

E sim, ele está mais gordinho ( bem mais gordinho), mas isso acabou melhorando a visão lateral! =X

Não pulei tanto quanto gostaria, porque tinha horas que era quase esmagada e era impossibilitada de pular, mas tirei esse meu medo de ficar no meio da muvuca. E vi eles de TÃO perto! Vou carregar para a minha vida inteira, essa alegria e loucura. Vou contar para os filhos e netos daquele show do Strokes, que eu assisti na grade! =D

E hoje, 1 semana depois, e ainda tentando recuperar a minha saúde, digo e repito: Passaria por tudo de novo. Todo o sol, todo o calor, todo o cansaço e racionamento de água. Tudo isso foi pouco, para o tamanho da felicidade que tive!

A última música:

 

Como a música Take it or Leave it do The Strokes, fala:

“I said just take it or leave it
And take it or leave it
And take it or leave it
And take it or leave it
Oh, just take it or leave it
And take it or leave it
Oh, take it”

I TAKE IT!!

Fanny Ladeira

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

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Resenha: An Improper Proposal

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AN_IMPROPER_PROPOSAL_1291559691P Livro: An Improper Proposal

Autora: Patricia Cabot

Editora: St. Martin’s Paperback

Nota: 5 estrelas

* Esse livro contém cenas, que são recomendadas para os maiores de 16 anos.

Aventureira e desbocada, Payton Dixon tem dois sonho: um navio para ela comandar e o amor do Capitão Connor Drake. Mas os dois parecem impossíveis de alcançar, já que o seu amado capitão está prestes a se casar com outra, e pior, ele ganhou o navio que ela queria como presente de casamento do seu pai.

Para provar que ela está certa, Payton revela um escândalo sobre a futura Sra Connor Drake, o que gera vários problemas. Enquanto Drake não consegue decidir entre apertar a garganta da menina Payton, que ele viu crescer, ou fazer amor com a linda mulher que ela se tornou.

Quando postei a resenha de Muito Mais que uma Princesa, disse que fiquei muito feliz em ter perdido o meu preconceito com Romances Históricos. A autora responsável por isso, foi a Patricia Cabot ( segundo meu pai a irmã da Meg Cabot =P).

E porque ela não seria a mesma, que traria os romances mais especiais e inesquecíveis? Já li dela A Rosa do Inverno, Aprendendo a Seduzir e A Portrait of my heart, mas quando terminei de ler An Improper Proposal, percebi que o seu legado, só estava começando.

QUE LIVRO!!

A estória era muito promissora e comecei a ler com muita vontade, mas enquanto as páginas foram passando fui ficando um pouco chateada. Adiantei um monte de leitura, e tirei um final de semana só para poder me dedicar a um livro gostoso, e a estória estava me deixando um pouco decepcionada, afinal já estávamos já página 99 e não tinha saído nenhum beijinho ( é um romance histórico, poxa! Tem uma reputação para manter…hahah) e a vida do mocinho parecia muito complicada, e eu não via como um romance poderia desenvolver daquele ponto.

Aí veio a página 100, e tudo melhorou dali para frente. Não só melhorou, como mostrou um 'scape' para toda a situação, apesar da trama ser um pouco complexa para um romance histórico, se encaixa como uma luva na estória.

A mocinha Payton, é independente e corajosa e mostra ao longo do livro, que não é uma jovem mulher frágil. Pelo contrário, a cada nova dificuldade que  ela tem que enfrentar, ele demonstra uma força de outro mundo.

O mocinho, Capitão Connor Drake, demora  um pouco para mostrar a sua lealdade e o quanto se importa com Payton, mas quando isso acontece…saí da frente. Ele segue todos os estereótipos de romances assim: alto, forte, lindo, másculo e irresistível.

Em romances assim, é necessário saber escrever com maestria porque é muito fácil cair no vulgar, mas Patrícia faz isso tão bem, que fica é gosto de quero mais.

O livro contém 5 cenas Hot, que vão ficando cada vez mais irresistíveis, Preparem-se!

A parte ruim é que o livro ainda não foi lançado no Brasil, eu consegui comprar a edição americana de banda pelo Estante Virtual, mas nem sempre tem alguma coisa em EN lá da Patricia, então é bom ficar de olho. A Editora Planeta está lançando os livros da Patricia no Brasil,então quem sabe em breve poderemos curtir essa aventura em português?

Recomendo muito!

Fanny Ladeira

cabotmegPatricia Cabot, é a própria Meg Cabot. Quando começou a escrever esse tipo de gênero de livro, Meg achou melhor usar um pseudônimo  por causa da sua avó ( ela não queria, que a avó descobrisse que ela estava escrevendo livros assim), depois acabou revelando que a sua avó não só adorava os livros, como fazia Clube do Livro com eles. Meg escreveu 6 romances históricos, e desde que começou a fazer sucesso como escritora teen, abandonou o gênero( pena!). Meg mora em Key West, Flórida com o seu marido Ben.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

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Lendo e Ouvindo:The Strokes

1 comentários

Olá Galera!

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   Site Oficial da Banda

Me lembro até hoje, de estar assistindo a um Programa na TV Cultura que falava sobre entretenimento (não sei dizer se é o Metrópole apesar de ser o que faz mais sentido) falando sobre o lançamento do 2° Cd da banda The Strokes. Até o momento, eu tinha sido uma ouvinte de ocasião, me embalando com Last Nite, mas não passando disso.

Não me lembro de muita coisa que falava a matéria, mas me recordo que eles falavam sobre a ‘maldição do 2° CD’ e de como o álbum fugiu disso. O álbum em questão era Room of Fire, que trás músicas como : What Ever Happened, Reptilia e 12:51.

Eu ainda demoraria alguns anos para me render a banda formada por Julian Casablancas , Albert Hammond Jr, Nick Valensi, Nikolai Fraiture e Fabrizio Moretti. Mas quando isso aconteceu, foi de uma vez. E posso até dizer, quando a simpatia virou paixão. Quando marquei a minha viagem para Paris, comecei a assistir vários filmes que se passavam na cidade. Um deles era Marie Antonieta, de Sofia Copolla.

The-Strokes-the-strokes-1555844-609-399Baixei a música que toca (What Ever Happened), depois o CD, depois outros Cd’s, até me deparar com a Discografia completa da banda. E dei muitas risadinhas internas em Versalhes, olhando aqueles móveis e itens de 1600, e tocando mentalmente ‘What ever happened’ na cabeça.

Durante a primeira passagem deles pelo brasil, em 2005 lembro que pensei na banda, mas morando em Varginha, e com 17 anos, shows internacionais era uma realidade distante para mim. E para falar a verdade, estava me lamuriando mais de perder The Killers ( seria um reflexo futuro já aflorando?)

Como comecei mesmo a acompanhar a banda em 2009/2010, o gap de tempo para o lançamento do último álbum, não foi muito grande, mas com tantas resenhas negativas nem me interessei em procurar.

Isso até sem querer, assistir ao clip de Under Cover of Darkness. E me arrepender de não ter ouvido o álbum antes. A música é vibrante e se tornou uma das minhas favoritas da banda. O clip também seria um divisor de águas na minha relação com Julian Casablanca.

the-strokesAté então, eu não achava ele remotamente atraente, bonito ou sexy. Até então. Depois de 1 minuto de clip, eu já entrava no Team Julian, o qual demorei 10 anos para me afiliar, mas agora não consigo encontrar um meio de sair. (não que EU queira!)

Não vou falar de muitas músicas porque ficaria muito extenso, mas separei as minhas Favoritas das Favoritas. E pode ter certeza que hoje ( na verdade amanhã, o show começa às 1:40 da manhã), estarei pulando, e tendo um sincope (e envergonhando a minha cia para essa aventura, a @thaisdamata do Divagando sobre a Realidade) quando estiver escutando elas ao vivo pela primeira vez.

 

Reptilla

 

 

You Only Live Once

Eu adoro a letra dessa música. Eu adoro a toque dessa música. Adoro como ela 'up'. E adoro clipe dela!

O clip é o mais lembrado da banda, porque é mais diferente e divertido.

 

 

Under Cover of Darkness

A música que me fez voltar a escutar The Strokes diariamente, é tão boa, tão boaaaa!

 

Machu Picchu

Eu não gostei dessa música da primeira vez que ouvi. Nem da segunda. Nem da terceira. Mas depois de algum tempo, eu me apixonei por ela. Me apaixonei tanto que estou torcendo para que eles toquem ao vivo. Serei recompensada?

 

Barely Legal

 

Last Nite

O primeiro contato a gente nunca esquece, né? E quando o primeiro contato envolve Last Nite, lançada há mais de 10 anos, mas ainda com a força de uma inédita, não é pra pouco.

 

 

Hard to explain

 

 

What Ever Happened

 

 

I'll try anything once

Essa é uma versão de You Only Live once, e é tão boa quanto a original. Algumas partes da letra se alteraram, o toque ficou mais lento.

Detalhe: Sofia Copolla, usou essa versão no filme Um lugar qualquer. ( eu disse que elas era fã dos caras!)

A banda tem mais diversos hits e músicas que merecem destaques, vale a pena conferir, apreciar e se apaixonar!

Fanny Ladeira

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

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Lendo e Ouvindo: Interpol e White Lies

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Olá Galera!

Tá faltando dois dias para o Festival Planeta Terra, e eu estou em aqui tentando agüentar o tranco…hahahahah.

Alguns dias atrás falei do The Vaccines, que não vem para o festival, e hoje falo de duas bandas distintas. Uma é uma velha conhecida que fiquei muito feliz de estar vindo, Interpol. Enquanto a outra descobri porque causa do festival, e agora estou ansiosa pelo show também, White Lies.

Interpol

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Site Oficial da banda

Algumas semanas atrás, listei as minhas séries favoritas na coluna Cinema no Restaurante. Uma das séries é Smallville, e justifiquei falando sobre como “(…)que marcaria um outro detalhe importante da série: de sempre acabar episódio importantes, com músicas maravilhosas!”

Sabe uma das bandas que descobri nessa situação? Interpol.

Quando o episódio 7.10 - Persona terminou, tocando uma música linda, não agüentei e já corri para conhece-la. Era Pioneer to the falls, que até hoje é a minha música favorita da banda de Nova York, formada atualmente por Paul Banks, Sam Fogarino e Daniel Kessler.

Vamos conhecer essa e outras grandes músicas da banda?

Pioneer to the falls

Essa música é tãooo linda, mas acho que não vão toca-lá. =/ Não é uma música usual do Set List, e não vou me encher de expectativa para depois ficar decepcionada. De qualquer forma, ela continua sendo uma das minhas favoritas, e merece um lugar de destaque.

 

Evil

Segundo muito fãs o clip dessa música dá pesadelos. O bonequinho, realmente é estranho, e no final quando começa a dançar em cima da maca, é impossível não achar ele muito creep. Mas se o clip dá pesadelos, a música é uma das mais conhecidas da banda.

Essa popularidade, é graças ao fato da música ter tocado no seriado Grey's Anatomy.

Entre os fãs, a música tem lugar de destaque, porque é simplesmente genial e maravilhosa!

 

 

Rest my Chemistry

Eu AMO, AMO, AMO o início dessa música. E essa música demonstra, um dos motivos que sou apaixonada por indie rock ( apesar dos critícos não definirem Interpol como Indie rock), onde cada música tem um toque único e diferente.

Slow Hands

O refrão dessa música é genial! =D

 

 

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“She can read, she can read, she can read, she's bad
Oh, she's bad”

 

Posso ainda citar C’mere, Ligths, Barricade, Obstacle 2 e Say Hello to the Angles, como ótimas músicas para mergulhar nessa banda maravilhosa!

Enjoy!

White Lies

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Site Oficial da Banda

White lies, foi uma banda que comecei a escutar, porque ia tocar no Festival, e gostei muito do material.

Eu só consegui escutar o último CD da banda – To Lose My life - e apesar disso, já estou esperando com ansiedade o show dessa banda inglesa, que traz em sua formação Harry McVeigh, Charles Cave e Jack Lawrence-Brown.

Unfinished Business

Minha música favorita da banda!

 

 

Death

Fico só imaginando esse toque live!

 

Place to Hide

A música que dá nome ao CD, tem uma estória de destruição e fim do mundo. Tudo que eu adoro!

Que tal dar uma olhada, no que é a performance dos caras ao vivo?

 

 

To Lose My Life

“Let's grow old together
And die at the same time”

 

From the Start

Acho a letra dessa canção tão bonita, tão tocante!

 

 

Bom, espero que vocês tenham gostado das bandas! São duas formações muito boas, que fazem som de qualidade. Podem não agradar a todos, mas pelo menos é de qualidade.

Fanny Ladeira