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sábado, 23 de abril de 2011

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Resenha: Perfect You

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Layout 1 Livro: Perfect You

Autora: Elizabeth Scott

Editora: Simon Pulse

Nota: 3,5 estrelas

A vida de Kate Brown está indo de mal a pior. Seu pai, largou o emprego para vender vitaminas no shopping, e Kate é obrigada a ir trabalhar com ele. A sua melhor amiga se tornou popular, e age como se Kate fosse invisível. 

E então, tem o Will. O lindo, e inexplicável Will, que Kate age como se não suportasse a sua presença, a verdade é que ela não para de pensar nele. E quando Will começa a se interessar, Kate começa a se odiar por ficar esperando por ele, mesmo sabendo que ela será somente mais uma conquista.

Kate acredita que o único meio de fazer com que ela se machuque é ela parar de se importar com qualquer coisa, ou com qualquer um. O que ela não sabe, é que mesmo a vida não sendo sempre perfeita, boas coisas podem acontecer, mas só se ela deixar.

Eu me apaixonei pela protagonista, de Perfect You,Kate, logo no primeiro capítulo. Ela tem todas as qualidades e defeitos comuns das mocinhas de livros adolescentes, mas Kate se desenvolve tão bem durante o livro que é quase como se ela fosse uma de nós.

Mas esse não é um livro comum adolescente, apesar de ter vários tópicos e abordar diretamente essa fase, o livro desenvolve um amadurecimento muito grande.

Kate é uma menina que tenta encontrar um lugar seguro na sua vida atual, e em alguns momentos só quer sumir e fugir das suas responsabilidades. Mas no final, temos uma personagem madura, que entendeu que a vida nunca é fácil, e que mais do que nunca, ela precisa amadurecer para ajudar a sua família.

São tantos pontos explorados ( e consequentemente bagunçados) da vida de Kate, que é até difícil saber por onde começar.

Primeiro, o seu pai resolveu abandonar o antigo emprego, e gastar as economias da família em um novo negócio, a venda de vitaminas, Perfect You que dá nome ao livro, com um quiosque aberto no shopping da cidade que vai de mal a pior.

O problema é que todos da casa, inclusive Kate, tem mais responsabilidades do que seu pai. E isso, vai afetar a família financeiramente e emocionalmente.

Aí tem a sua melhor amiga e companheira por toda a vida, que foi passar o verão em outra cidade, e volta transformada e disposta a se tornar a garota mais popular do colégio. Entre pintar, o cabelo, perder peso, e comprar roupas novas, Anna decide que para melhorar a sua reputação ela não pode será amiga de Kate. E sem nem mesmo comunica-lá, começa a ignorar Kate.

Seu irmão mais velho e formado Todd não vai atrás de um emprego, sua avó resolve vir morar com a família para ajudar com os problemas financeiros e a sua Mãe, está começando a se abalar com toda a situação do marido.

Como disse, a vida de Kate não poderia estar mais difícil e complicada.
Dá dó dela.

Dá mesmo.

Mas nessa hora entra o Will, e por mais que seja um romance adolescente, não tenho vergonha de falar que as cenas dos dois, renovou todas as minhas esperanças no amor.

Geralmente em livros adolescente, temos esses piralhos que não tem nenhuma responsabilidades, e não sabem nem um terço dos problemas das vida. Mas ao retratar esse romance, com dois personagens que enfrentam diariamente várias batalhas, tudo fica mais real.

As brigas, a distância e até mesmo os encontros as escondidas, toma uma forma irresistível.

Kate, sofre com a distância da única amiga que ela poderia contar durante esse momento e de todos os problemas esse é o que mais me machuca.

Como uma amiga pode virar as costas simplesmente por conta de status?

Mas para uma adolescente o que vale é o status, né? Amizade duradoura e verdadeira, para que?

Elizabeth Scott, entrou para o Hall das minhas escritoras favoritas. Sem dúvida, ela demonstra ter um dom incrível, e a cada livro me surpreendo ainda mais.

Esse é o 3° livro que eu leio dela, e o 3° que considero um romance acima da média, e quer saber? Não vou parar por esse não!

Fanny Ladeira

 

ElizabethScottElizabeth Scott, nasceu e cresceu em uma pequena cidade do estado da Virginia, EUA. Com dois pais professores da escola local, ela acabou tendo a presença deles durante todo o seu High School ( Nosso Colegial). Atualmente vive em Washington, aonde dedica o seu tempo escrevendo livros para adolescente, ela acredita que crescer é difícil mas um livro bem escrito pode ajudar muito nessa fase. Para conhecer mais acesse http://www.elizabethwrites.com

terça-feira, 1 de março de 2011

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Capa Brasileira de Living Dead Girl

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Olá Pessoal,

Eu já sabia que a Editora Underworld tinha os direitos de Love You, Hate You, Miss You da Elizabeth Scoot.

O que eu não sabia era que Living Dead Girl ou A Garota Morta Viva, também seria publicada por essa editora.

Eu resenhei a umas semanas atrás o livro, e só posso dizer que a editora tem uma pequeno jóia rara nas mãos.

A capa, diferente da americana, ficou linda e bem lindamente triste, assim como o livro.

Para quem quer ficar por dentro dos Lançamentos da Editora, pode acompanhar pelo Twitter (@Edit_Underworld)!

Aguardando por mais esse lançamento!

Beijos!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

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Resenha: Living Dead Girl

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Living-Dead-Girl

Livro: Living Dead Girl

Autora: Elizabeth Scott

Editora: Simon Pulse

Nota: 5 estrelas

* Livro não lançado no país.

Está é Alice.

Ela foi levada por Ray cinco anos atrás.

Ela achou que ela sabia como a história dela ia acabar.

Ela estava errada.

Eu pensei que nunca leria um livro que me deixaria com tanto ódio de pedófilos, quanto Uma vida Interrompida, mas claro, a vida está aí só para provar que nem tudo é o que a gente espera e Living Dead Girl, mostra que não há limites para monstruosidade que um ser humano pode ser capaz.


"Por que você não contou a alguém?
Por que você não pediu ajuda?
Por que você não deixou?
Por que você não se respeita o suficiente para escapar?
As mulheres geralmente deformáveis transformam sua carne em uma concha, e tornarem-se trêmulas garotas mortas vivas, presas. Algumas vão dizer que ninguém escuta, que as pessoas não querem ver, e que se você tentar alguma coisa, qualquer coisa, você não vai sofrer, mas outros o farão.
O público sempre vaia e diz que Você Deveria Ter Feito Alguma Coisa. Você devia ter lutado mais. Você deve ter conhecido alguém que tenha esse tipo de poder. Você deveria ter sido forte.
Você não deveria ter sido tão estúpida.
As mulheres acenam e fungam. Elas ainda estão quebradas. Elas ainda concordam com qualquer coisa que alguém queira.
Mesmo as que tentam explicar acabam com a cabeça abaixada, suas mãos em sua volta. A menina está pronta para dizer que está arrependida.
Tudo culpa nossa. Sempre."


Lógico, que é uma estória de ficção, mas todos sabemos a milhares de meninas que são submetidas diariamente a esse tipo de violência, muitas nem são crianças seqüestrada como a 'Alice', mas crianças que são molestas destro da sua própria casa, por parentes tão próximos, que seria inimaginável pensar que tal coisa poderia acontecer.


As histórias de seqüestros que duram anos, estão aí para provar a todos que eles existem, do Austríaco Josef Fritzl, que manteve a filha em cativeiro por 20 anos, e teve que 7 filhos com ela. Passando para a nossa realidade brasileira, com o pai no Maranhão que foi preso com após a mante-lá em cárcere privado e também teve com ela dezenas de filhos, ele foi decapitado durante a última rebelião na cadeia aonde estava preso, eu sei que os Direitos Humanos vão me odiar por isso masss (Eba! Menos um monstro no mundo!) podemos avançar um pouco mais e falar sobre o que é considerado realmente o seqüestro mais longo da história de Natasha Kampusch, que virou livro escrito pela própria vitima, 3096 dias, que é o meu maior sonho de consumo atualmente.


Mas mesmo sabendo de todos esses casos, e sabendo que o que você está lendo é só uma obra de ficção, todas as emoções surgem, de ódio passando pela pena ( da vítima) e conseguindo chegar no profundo desgosto de ler uma situação dessas.


É um drama tão real, que você sente a pressão de estar 'conhecendo' tudo isso, mas ao mesmo você está com as mãos amarradas incapaz de fazer qualquer coisa para desatar tudo, e esse sentimento é o tão grande durante todo livro, que chega a te esmagar.


A autora, tenta chocar, não chocando completamente. As referências para os abusos sexuais, vão ficando mais abertas e mais cruas, a medida que o leitor vai se 'acostumando' com a temática do livro, mas não há nenhuma cena explicita. Sem contar que o cara, além de pedófilo é um safado nojento, que nem dá um sossego para menina.

O estilo do livro, é bem feito, não deixando você muito tempo na ação, o livro é até bem curtinho e com capítulos minúsculos, talvez uma estratégia para evitar que o leitor fique muito tempo exposto.


"TRÊS LIÇÕES DE VIDA:


1. Ninguém vai vê-lá.


2. Ninguém vai dizer nada.


3. Ninguém vai te salvar.


Eu sei o que as histórias de Era Uma Vez dizem, mas elas mentem.


Isso é o que as histórias são, você sabe. Mentiras.


Olhe para isso, quatro lições de vida. Agora você me deve."


Esses monstros em forma de gente, além de se aproveitarem de uma criança indefesa, ainda acaba afetando para sempre a vida delas. Não importa o nível do abuso, elas nunca são capazes de se recuperar 100%, sendo que muitas delas passaram o resto da vida com esse fardo.


Em vários momentos do livro, a protagonista, fala de como as pessoas vêem de fora, a realidade das vítimas, e com palavras honestas e simples, nos faz reavaliar tudo o que uma vez podíamos pensar dessas vítimas. Não podemos imaginar o que faríamos em um caso desses, por que não passamos por isso, então ao invés de julgar devemos somente fechar a boca, e escutar quando elas quiserem contar a sua história.


Dá para perceber que esse livro me afetou muito, mas exatamente por isso recomendo. Por não é só de lindos romances sobrenaturais, que a nossa vida é feita, e é preciso estar não só preparado, mas também ciente que casos como esse acontece.

Todos os dias.

Leitura Obrigatória!

Fanny Ladeira

P.S.: Esse livro foi classificados EUA para pessoas acima de 16 anos.

ElizabethScottElizabeth Scott, nasceu e cresceu em uma pequena cidade do estado da Virginia, EUA. Com dois pais professores da escola local, ela acabou tendo a presença deles durante todo o seu High School ( Nosso Colegial). Atualmente vive em Washington, aonde dedica o seu tempo escrevendo livros para adolescente, ela acredita que crescer é difícil mas um livro bem escrito pode ajudar muito nessa fase. Para conhecer mais acesse http://www.elizabethwrites.com

sexta-feira, 16 de julho de 2010

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Resenha: Love you, Hate You, Miss You

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Livro: Love you, Hate you, Miss you
Autora: Elizabeth Scott
Editora: Harper Collins
Nota: 5 estrelas


*Livro não Lançado no Brasil, mas a Editora Underworld já adiquiriu os direitos para lançar no país!


Amy tem 16 anos e está em uma clinica de reabilitação, é assim que começa o livro, sem maiores explicações, com ela narrando em forma de carta para Julia. No começo não sabemos quem é a Julia e porque Amy está escrevendo uma carta para ela, mas aos poucos vamos conhecendo as duas.

A protagonista, não é uma menina adorável, nem muito comunitiva, na verdade a única amiga dela era Julia e assim mesmo as duas aprontavam bastante, ela não passou por uma fase ruim por isso não se qualificaria muito como um modelo, e agora ao sair da clinica nem está alegre com o fato de ter que encarar a preocupação de seus pais, que antes eram muito distantes.

Aos poucos, Amy conta como ela sempre bebia em festas porque não se sentia adequada, não se sentia muito bonita ou interessante, e ela conta como perdeu Julia, e vai revelando como ela se sente porfundamente responsável por isso, o sentimento de culpa dela por ter perdido a amiga é avassalador.

É emocionante a luta dela, não tanto para superar o vício pelo alcool, mas para conseguir passar pelos dias sem a melhor amiga, sem a companheira que ela contava tudo e que dividia tudo. Em um momento ela conta, que sentiu vontade de se matar, mas que não fez, não porque não tinha coragem, mas porque merecia estar sentindo toda as emoções que a falta da amiga causava nela, toda a culpa.

Amy fala da saída da clinica, da dificuldade dos seus pais em tentarem criar um vinculo maior com a filha e da relutância dela de aceitar a nova atitude dos pais, da terapeuta e da volta as aulas, aonde ela não faz muito esforço para tentar se enturmar, e aos poucos vamos conhecendo o porque de todos os acontecimentos que levaram ela até aquele momento, mas é possível ver que a dor por ter perdido a amiga é muito maior que tudo.

Em outro momento muito emociontante, a mãe de Julia, grita para Amy, tudo aquilo que ela sente sobre si mesma, tudo aquilo que ela gostaria que os pais lhe falassem, e mesmmo assim tudo que Amy queria era conversar com a mãe de Julia, porque ela é a única que entendi como é o mundo sem ela.Isso me lembrou uma cena do filme Tudo acontece em Elizabethtown, aonde a viuva, fala como o mundo continuou mesmo após a morte do seu marido, ela diz "eles não se importam, não como a gente".

E é muito fácil se sentir a dor de Amy, porque aquela situação poderia acontecer com qualquer um, perder uma melhor amiga, é uma experiência que espero nunca viver, mas consigo começar a imaginar como seria díficil enfrentar cada dia. Tudo lembra Julia, por isso para Amy parece ser cada vez mais difícil conseguir deixar tudo para trás e prosseguir com a vida dela. Alguns colegas da escola acabam ajudando, mas o mais importante ali é o Patrick, um garoto calado, que tem a sua própria história e com quem Amy já teve um rolo.

O final é para fazer chorar o mais forte de todos, trazendo um belo desfecho para o livro, mas já lá pela página 32 você sabe que está lendo um pequena jóia. E é isso que "Love you, Miss You, Hate You" é uma jóia, a única coisa que me arrependo é de não ter lido antes.


Para conhecer um pouco mais sobre a autora e as suas obras acesse: www.elizabethwrites.com

Fanny Ladeira


Já leu esse livro? Mande a sua resenha para: stefanialadeira@yahoo.com.br - Ela pode ser postada aqui!