domingo, 2 de junho de 2013

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Resenha: A Seleção

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Livro: A Seleção - 1° livro da trilogia A seleção

Autora: Kiera Cass

Editora: Seguinte

Nota: 3,5 estrelas

Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China, e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças entre dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha.

Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes.

Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.

Não estava ansiosa para ler esse livro. Li muitos livros distópicos nos últimos anos, e acabei me distanciando do gênero recentemente. 

A capa era bonita, muita gente falou bem, mas ficou nisso.

Até que a necessidade de ler um livro curto, e que fluísse melhor (geralmente os YA’s tem essa característica, pelo menos os bem escritos), e a A seleção estava ali. .

A questão levantada nesse livro, apesar de aparecer um pouco fora da nossa realidade, bate de encontro do que nos humanos, somos capazes de fazer uns com os outros.

É de uma forma mais velada, mas as ‘castas’ existem no mundo atual, e em Illéia, terra fictícia da série A Seleção, elas não só existem, como são muito bem divididas.

Apesar de passar um sentimento de esperança para o povo, A Seleção de Iléa, não passa de uma distração, desviando o povo de pensar no que deveria, e lhe dando uma motivição, de que talvez poderiam um dia ser princesas, ou ter uma princesa na família, não importando a sua casta.

Achei que todos os personagens passam uma sensação de pessoas reias. Eles são teimosos, geniosos e indecisos. Mas também são bondosos e de bom coração

Gostei principalmente de como a autora descreveu o Principe Maxon. Sim, ele é bonito, gentil e tal, mas tem os seus momentos de autoridade, e quando America pega ele em um mau dia, uma faceta mais crua é revelada.

Porque não dava para esperar que um Principe fosse tão perfeito, e agradeço a Kiera por ter a coragem de não mostrar um personagem  não tão ‘perfeitinho’, mas bem humano.

“E porque esse país é do jeito que é. Eu não pude nem lhe chamar de volta. Eu não podia dizer que o amava mais uma vez”

A estória é bem contada, apesar de Kiera contar ela de uma forma mais ‘simples’. Por exemplo, ainda não sabemos muito sobre esse mundo de ‘castas’ fora da visão de America, e alguns personagens importantes ainda são muito enigmáticos, entre eles os pais de Maxon, o Rei e a Rainha.

Mas volto a dizer eu não sei onde essas meninas arrumam tantos caras maravilhosos para formar triângulos amorosos, quando está difícil encontrar um cara que preste!

Já li A Elite, e sei que a estória melhora bastante no segundo volume, então não só indico a leitura, a recomendo muito!

Série A Seleção

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A trilogia escrita por Kiera Cass começa com A Seleção, livro lançado em agosto do ano passado pela Editora Seguinte no Brtasil.

A Elite, também já se encontra nas livrarias brasileiras. – Já Li e é ótimo! Em breve resenha!

 

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Já The One, tem lançamento previsto para meados de 2014, e ainda não tem capa definida.

Além disso, a autora publicou um conto O Príncipe, que conta o começo de A Seleção sobre a visão do Príncipe Maxon. O livro está disponível gratuitamente na loja Kobo, para os usuários. Tentei encontrar no site da editora um link para o conto, mas não encontrei.

O livro teve um piloto gravado para a CW americana, mas não foi escolhido, e portanto não teremos uma série baseada no livro. Acredito que posteriormente um filme para a TV do foi gravado deve ser lançado,mas essa pratica tem sido eliminada pelas TV’s, então sem muitas esperanças.

Fanny Ladeira

 

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Kiera Cass, nasceu em 1981, na Carolina do Sul, Estados Unidos. Formou-se em história na Universidade de Radford, na Virginia, e publicou seu primeiro livro, The Siren, em 2009, em uma edição independente. Beijou aproximadamente catorze garotos em sua vida, mas nenhum deles era um príncipe.

domingo, 26 de maio de 2013

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Resenha: Inferno

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InfernoLivro: Inferno

Autor: Dan Brown

Editora: Arqueiro

Nota: 4,0 estrelas

>> Leia um trecho AQUI

Busca e encontrarás!

Essa é a mensagem da bela senhora de cabelos prateados. Diante dela estende-se um mar de corpos agonizantes, alguns enterrados de cabeça para baixo até a cintura – uma cena bizarra, dantesca. Langdon tenta fazer contato, perguntar quem é ela, o que deve procurar... Mas então ele acorda. Desmemoriado, ferido, a milhares de quilômetros de casa.

E de posse de um objeto muito misterioso: um minitubo de metal, com lacre biométrico e o ícone de risco biológico gravado na lateral.

Decidido a não abrir o tubo, que pode conter algum material muito perigoso, o renomado simbologista entra em contato com o consulado, em busca de ajuda. Mas algo inesperado acontece: o governo de seu próprio país manda alguém matá-lo.

Quando já não sabe mais o que fazer, Langdon encontra a primeira pista que o ajudará a descobrir o que está acontecendo: a imagem do Mapa do Inferno, de Botticelli, uma famosa obra de arte inspirada no Inferno, de Dante Alighieri. Na companhia de Sienna Brooks, uma jovem médica superdotada, ele parte numa jornada alucinante pela Itália, até um dos lugares mais fantásticos do mundo.

“Os lugares mais sombrios do Inferno são reservados àqueles que se mantiveram neutros em tempos de crise moral.”

Os livros de Dan Brown, não são para todo mundo.

Só que ao mesmo tempo, podemos afirmar que como as suas estórias são cheios de mistérios e rodeados de informações históricas, os seus livros agradam uma grande parcela da população. Não é a toa o sucesso das suas estórias.

E eu, me incluo nessa grande porcetagem que ele agrada.

Assim como nos outros livros de Robert Langdon, nesse o mocinho tem que correr contra o tempo, e contra organizações poderosas, para impedir que a humanidade sofra.

O livro tem um mistério interessante, dessa vez, em cima do livro A Divina Comédia de Dante Alighieri (por isso o nome do livro, Inferno), e se passa quase em um sua totalidade na Itália, sobre tudo Florença, cidade em que nasceu e viveu Dante, pela maior parte da sua vida.

A estória flui muito bem, e você se pega não só interessado no mistério, mas em todas as informações que o autor despeja sobre a Florença  – Eu pelo menos, sou fascinada por história mundial, e sempre me pego anotando todas os pequenos detalhes.

Isso sendo falado, tive a impressão que nesse livro, Robert Langdon mostra que está perdendo o seu fôlego.

Se com O Símbolo Perdido, ele estava tão afinado como em O Código Da Vinci, nesse dá para sentir claramente, um personagem mais endurecido. Não há uma vontade em explorar as suas nuances.

E o mesmo acontece com a side-kick dele dessa vez, Siena Brooks.

Uma personagem enigmática no começo, mas que deixa mais perguntas do que respostas. Se percebe que há mais uma preocupação em contar a estória, do que em falar das pessoas que participam dela.

Pode não prejudicar o livro tanto assim, mas deixa uma sensação de vazio.

Mas assim como nos outros livros, a impressão que fica, é que o autor é um apaixonado e grande estudioso no assunto exposto.

No caso desse, e como li a pouco tempo O Inferno de Gabriell,  fiquei até desconfiada, se não seria Dan Brown o misterioso escritor do livro.

Não achei nenhuma prova disso, mas fiquei com isso na cabeça. HA!

Por fim, acredito que Inferno irá fazer sucesso entre os fãs do autor, e até pode agregar novos, já que ele não está causando nenhum inimigo, como a Igreja nos outros.

Só não dá para esperar um sucesso, no nível de O código Da Vinci, nem a qualidade de O Símbolo Perdido.

Fanny Ladeira

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Dan Brown é o autor de livros de suspense mais popular da atualidade. Seu mega-seller O código Da Vinci já vendeu mais de 80 milhões de exemplares em todo o mundo. Ele também escreveu Anjos e demônios, Fortaleza digital e Ponto de impacto. Dan é casado com a pintora e historiadora da arte Blythe, que colabora nas pesquisas de seus livros. Ele mora em New England, nos Estados Unidos.

sábado, 25 de maio de 2013

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Douglas Adams, o cara mais fantástico que já existiu

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Na página 138, do livro O Restaurante do Fim do Universo, da Série O Guia do Mochileiro das Galáxias, o autor Douglas Adams, descreve o seguinte tópico sobre a população mundial de uma maneira profunda, engraçada e esquisita:

“É fato que há um número infinito de mundos simplesmente porque há um espaço infinito para que esses mundos existam. Todavia, nem todos são habitados. Qualquer número finito divido por infinito é tão perto de zero que não diferença, de forma que a população de todos os planetas do Universo pode ser considera igual a zero. Disso podemos deduzir que a população de todo Universo também é zero, e que quaisquer pessoas que você possa encontrar de vez em quando são meramente produtos de uma imaginação perturbada.”

Muitos foram os escritores que me marcaram. Muitos foram os livros que me fizeram viajar e esquecer o mundo.

Douglas Adams e seus volumes da série O Guia do Mochileiro das Galáxias, não estão no topo da minha lista, mas de uma forma inconsciente e quase imperceptível, há vários aspectos dos seus livros, que fazem a minha vida, ser o que ela é.

O mais visível para quem frequenta esse blog, seria o nome dele. Quando eu criei, havia terminado de ler O Restaurante do fim do Universo, e estava tão envolvida com o livro que não havia outro nome melhor para presentear o meu primeiro e único blog.

No livro, O Restaurante do Fim do Universo, seria um local que as pessoas poderiam carregar as baterias, enquanto assistia o fim do Universo.

Aqui nós nem servimos comida e nem temos um espetáculo de fim do Universo, mas vocês entenderam a intenção, né? =D

Mas como explicar em poucas linhas o que a genialidade desse homem, proporciona para a humanidade? Mas a explicação disso, poderia se igualar a explicação para o universo:

“Existe uma teoria que diz que, se um dia alguém descobrir exatamente para que serve o Universo, e por que ele está aqui, ele desaparecerá instantaneamente e será substituído por algo ainda mais estranha e inexplicável”

Introdução, O Restaurante do Fim do Universo

Hoje é o dia da toalha, data organizada pelos fãs da série para homenagear o seu criado, Douglas Adams que faleceu no dia 11 de maio de 2001, aos 49 anos devido a um ataque do coração. A diferença de dias entre a morte e a homenagem, foi porque os fãs acabaram demorando um pouco para definir a homenagem no ano da morte. e nos anos seguintes, ela continuou no dia 25.

O dia é marcado pelo fato das pessoas andarem com uma toalha, ferramenta mais necessária segundo O Guia do Mochileiro das galáxias para um mochileiro, e por causa dessa demonstração, o dia também virou o dia do Orgulho Nerd.

E lógico que eu, e esse blog, não poderia deixar uma data tão importante passar em branco, e já (tentei) explicar o meu amor por Douglas Adams em touras ocasiões.

Para quem nunca leu as estórias fica difícil entender o porque esse escritor nascido Cambridge na Inglaterra, pode ter agregado para literatura, e porque ele fascina tanto.

Pessoalmente, Douglas Adams tem três qualidades que gosto muito. Ele é inteligente, engraçado e sabe contar uma estória.

É uma delas é a incrível, enigmática, diferente e louca como a de Arthur Dent.

Eu não estou aqui para afirmar que Adams é o maior escritor que já existiu, mas ele definitivamente entra na minha lista de uma das pessoas mais fantásticas que já existiu.

Ou é isso, ou ele é só um produto da minha imaginação perturbada. =D

Feliz Dia da Toalha e do Orgulho Nerd!

No Brasil, os livros da série O Mochileiro das Galáxias, é lançada pela Editora Arqueiro. Todos os volumes já se encontram no mercado, e AQUI você pode conhecer um pouco mais, sobre cada um deles.

Fanny Ladeira

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Feliz Dia da Toalha!

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O Restaurante do Fim do Universo, deseja a todos um feliz Dia da Toalha e do Orgulho Nerd!

Don’t Panic, pegue a sua toalha e venham festejar com a gente,

Open bar de Dinamite Pangaláctica para todos! =D

quarta-feira, 22 de maio de 2013

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Resenha: Morte Súbita

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clip_image002Livro: Morte Súbita

Autora: J.K. Rowling

Editora: Nova Fronteira

Nota: 5 estrelas

Quando Barry FairBrother morre inesperadamente aos quarenta e poucos anos, a pequena cidade de Pagford fica em estado de choque.

A aparência idílica do vilarejo, com uma praça de paralelepípedos e uma antiga abadia, esconde uma guerra.

Ricos em guerra com os pobres, adolescentes em guerra com seus pais, esposas em guerra com os maridos, professores em guerra com os alunos… Pagford não é o que parece ser à primeira vista.

A vaga deixada por Barry no conselho da paróquia logo se torna o catalisador para a maior guerra já vivida pelo vilarejo. Quem triunfará em uma eleição repleta de paixão, ambivalência e revelações inesperadas?

“Com toda a certeza, o espírito que animava aquele corpo incomparável só podia ser também algo fora do comum. Por que a natureza faria um frasco como aquele se não fosse para lhe dar um conteúdo ainda mais precioso?”

Primeiro, uma coisa deve ficar bem claro, para todos que pensam em ler esse livro. Não espere encontrar, nem uma ponta das estórias de Harry Potter, em nenhum momento.

Não é por nada que foi muito frisado que esse é o primeiro livro adulto de J.K. Rowling, porque é exatamente o que ele é. Esse não é um livro para, por exemplo, um garoto de 13 anos ler, mesmo que ele seja fã de Rowling.

Sendo falado isso, devo dizer que me peguei muito envolvida com a estória de Pagford do começo ao fim.

Enquanto os personagens são apresentados, fiquei um pouco perdida mais de acordo que a estória vai desenrolando, fui ficando cada vez mais curiosa com tudo o que acontecia no vilarejo.

O livro mostra de forma bem sutil ( Porque não é estilo de J.K. ficar dando lição de moral em suas estórias), que enquanto estamos preocupados com a nossa vida, e com os nossos segredos, as outras pessoas também estão preocupadas com a vida delas e com os seus próprios segredos e que tentar ameaçar a sensação de segurança delas, pode tornar tudo muito perigoso.

Além disso, com o seu A casual vacancy no original, Rowling mostra que até mesmo em uma pacata cidade, em que todos deveriam se importar com o bem da coletividade, isso não acontece. Não importa onde você vive, o importante é o que cada um tem por dentro, e pode ser a mais pacata ou a mais violenta cidade.

Não posso revelar mais nada sem contar spoilers, mas digo que como fã de Rowling, é um pouco estranho no começo ler um livro dela com referências pop e palavrões ( muitos palavrões).

Mas fiquei com a impressão de como foi o seu trabalho após a série Harry Potter, ela escolheu a estória mais tão crua e forte que tinha na manga, para mostrar ao mundo, que ela não escreve só estórias de bruxos.

O mais engraçado de tudo, é que mostrar do que as pessoas são capazes de fazer, esconder ou negar, é mais aterrorizante do que contar sobre um bruxo do mal, que quer aniquilar crianças.

A realidade é sempre mais assustadora que a ficção.

Fanny Ladeira

clip_image004J.K. Rowling, é a escritora atual mais poderosa da atualidade. Desde o lançamento do seu livro Harry Potter e a Pedra Filosofal, a autora cresceu em número de fãs e seguidores, e hoje criou uma inteira geração (inclusive, eu), que cresceu lendo as suas estórias. Hoje seus livros chegam a 200 países e foram traduzidos para mais de 73 línguas. A Morte Súbita marca a sua entrada no mercado dos livros adultos, e foi esperado com antecipação pelos fãs, mesmo sabendo que não seria uma estória ligada ao universo Potter.

domingo, 19 de maio de 2013

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Desafio Realmente Desafiante #4: Procura-se um Marido

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Esse ano estou participando do Desafio Realmente Desafiante proposto pelo blog Psiu que eu tó lendo, e estou eliminando alguns livros comprados, mas não lidos da minha estantes.

A minha escolha do quarto desafio foi:

Ligar para um amigo, ou mandar uma mensagem no face, e pedir uma indicação de livro! Se você não tiver o livro, NÃO VALE COMPRAR, peça emprestado.

Livro Escolhido:

Procura-se um marido de Carina Rissi

Acho que já falei aqui antes, mas em algum momento, sinto que terei que criar uma categoria no blog para os livros ‘indicados pela Thaís da Mata’, do Insane Little Things e minha amiga pessoal.

Apesar de ter várias pessoas que me indicam livros que adoro, a Thaís é a que mais se destaca de todas por: 1º -  Porque ela sempre indica livros bons; 2º - Porque ela sempre me apresenta escritoras ou estilos novos.

Mas ao olhar para trás e analisar como nos conhecemos ( na fila do Autografo da Meg Cabot, a quase 4 anos atrás), vejo que dei muita sorte em não só conhecê-la, mas também em termos conseguido manter o contato. 

Obrigado por tudo, Thaís!

Foi a mesma Thaís, que me indicou e me emprestou a sua cópia do livro Procura-se um Marido, da escritora brasileira, Carina Rissi.

Carina já havia lançado Perdida, e li algumas resenhas e como o livro fez sucesso na Alemanha, mas não consegui me interessar pela leitura.

Mas Procura-se um Marido foi tão bem recomendado, não só pela Thaís mais também por outras pessoas, que fiquei muito curiosa em conhecer o trabalho.

E não só estou devolvendo a cópia da Thaís, tendo amado cada instante do livro, como quero comprar a minha própria cópia.

A Estória do Livro:

Alicia sabe curtir a vida. Já viajou o mundo, é inconsequente, adora uma balada e é louca pelo avô, um rico empresário, dono de um patrimônio incalculável e sua única família. Após a morte do avô, ela vê sua vida ruir com a abertura do testamento. Vô Narciso a excluiu da herança, alegando que a neta não tem maturidade suficiente para assumir seu império – a não ser, é claro, que esteja devidamente casada.

Alicia se recusa a casar, está muito bem solteira e assim pretende permanecer. Então, decide burlar o testamento com um plano maluco e audacioso, colocando um anúncio no jornal em busca de um marido de aluguel.

Diversos candidatos respondem ao anúncio, mas apenas um deles será capaz de fazer o coração de Alicia bater mais rápido, transformando sua vida de maneiras que ela jamais imaginou.

“Max revirou os olhos e me pegou pela mão, abriu a porta do carro e me ajudou a entrar. Eu me sentia fria, gelada. Ficar na copiadora pelo resto da vida? Eu preferia o ônibus”

Me surpreendi não com a qualidade do livro (para quem conhece alguns dos novos escritores brasileiros, sabe que tem uma galera muito talentosa), mas com a leveza e a tranquilidade que a estória foi contado.

Não teve correria, não teve enrolação. Ela tinha uma estória boa para contar, e contou no seu próprio tempo, sem forçar nenhuma situação.

Alicia é uma mimada mas um doce, algumas vezes você quer pegar ela no colo e outras dar uns tapas nela. =D

Sem contar que Max é um personagem bem no estilo do Mr. Darcy, e eu me apaixono por qualquer um que tem algum traço de Darcy.

Os personagens secundários também foram muito bem construídos e toda a estória tem um sentido, apesar da autora ter incluído uma pitada de confusão para bagunçar a vida da nossa protagonista.

Poderia comparar facilmente esse livro com um da Sophie Kinsella, mas Carina tem talento suficiente para ser ela mesma e não precisar ser comparada com ninguém. Podemos fechar que as duas escrevem para o mesmo público e com uma qualidade igualada e ficar assim?

Sem contar que todas as pontas foram muito bem amarradas e você se pega torcendo por Alicia e Max, mesmo um sendo mais teimoso que o outro (talvez por isso!).

Que Carina Rissi assim como tantos outros, sejam somente a pontinha do iceberg que a nossa literatura merece e que esses escritores que nos trazem estória tão bem construídas, e até melhores que alguns ‘enlatados’ estrangeiros, nos tragam sempre livros como esse: Imperdíveis!

Fanny Ladeira

 

Carina Rissi mora no interior de São Paulo, com o seu marido e a sua filha. Seu primeiro livro Perdida: um amor que ultrapassa as barreiras do tempo, foi também publicado na Alemanha onde entrou para as listas de mais vendidos. Procura-se um marido é o seu segundo livro, e foi publicado pela Editora Versus, e Perdida será relançado também pela Editora no mês que vem. Para conhecer mais sobre a autora, acesse o seu site: www.carinarissi.com.br

quarta-feira, 15 de maio de 2013

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Lendo e Ouvindo: Heart Of Nowhere do Noah and The Whale

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Essa coluna foi criada para falar especialmente sobre música, e é hospedada no blog, Nerds Leitores.     

É uma situação muito complicada quando uma das suas bandas favoritas lança um novo cd. Isso porque, você vai se encaixar em umas das três opções:

Amar

Gostar

Odiar

Só que quando aquele Cd que você esperava tanto cai na última opção, é triste demais porque nesse mundo de tantas incertezas, em vários momentos, a única certeza é que a sua banda não vai te decepcionar, e isso nem sempre acompanha.

Parte dessa decepção que alguns fãs podem sentir, nem sempre tem haver com o material apresentado, mas com a fase o estilo que a banda decidiu seguir no momento.

Um exemplo claro é o Noah and the Whale, que começou na cena londrina tocando um folk ‘fofinho’ no primeiro disco, e hoje a sua sonoridade fica um pouco distante do que poderíamos esperar, se só conhecêssemos o primeiro álbum. Mudança nem sempre é bom.

Mas no caso deles, é muito bom!!!

A cada novo CD, a banda vai se distanciando do nu-folk e hoje com o quarto CD, Heart of Nowhere, lançado no disco 5 de maio pelo selo Mercury, se restou algum fã esperando que eles voltassem a tocar ukelele, desculpa mas…. não sei o que você esperava!

Nos últimos tempo, o folk ( ou nu-folk como algumas mídias chamam) está na ‘moda’. Mumford and sons (que começou na mesma cena que o Noah and The Whale) virou headliner de festival e ganhador de Grammy por melhor álbum. O The Luminers têm música na novela das 7.

Mas ao escolher um caminho diferente, Noah and The Whale, não consegue somente se manter relevante, mas também ser um dos melhores por aí.

O AWESOME Heart Of Nowhere, não ficaria descolado em um filme da década de 80, mas o mesmo tem por trás um sopro de novidade para o som.

Não me interpretem mal, ninguém descobriu a roda com esse CD ou fez um som inovador, mas li em uma review (desculpa, não me lembro qual agora) que Heart of Nowhere se destaca na simplicidade, e concordo!

Cada música foi muito bem trabalhada, desde das letras, passando pelos acodes e utilizando todo o o potencial de todos da banda (ter um violino é, e sempre será, um diferencial para o N&TW), tornando cada música especial de forma única e com acordes bem distintos. Não passando aquela sensação de que você está escutando a mesma música quando você escuta um CD, pelas primeiras vezes.

O fato de a banda estar em uma mesma formação há um bom tempo, ajudou a terem liberdade de criar arranjos mais caprichados e também passagens mais bem construídas, e isso se refletiu no CD todo.

Expcional ao vivo, o cd foi gravado Live (que é quando eles gravam todos juntos, e não cada um a sua parte, e depois é juntado), o que mostra ainda mais como a técnica deles está muito afinada.

O cantor e compositor da banda, Charlie Fink (que essa que vós fala, acha uma gracinha e super talentoso),  teve a inspiração para escrever esse cd depois que um amigo da adolescência lhe contou que iria  se casar.

Li vários reviews antes do Cd estar disponível, e alguns falaram muito de como ele era muito novo (27 anos), para escrever músicas com aquela temática, do jeito que eles falavam, eu estava esperando encontrar músicas pretenciosas e sobre aposentadoria (HA!).

Mas não sei se foi uma percepção de pessoas mais novas ou mais velhas, mas me identifique em vários momentos!

Não tenho nenhum amigo casando no momento, mas é fácil imaginar recebendo ‘that call, it’s gonna be a lifetime’, que ele canta em Lifetime.

E para quem que como eu, e sempre focou mais nos estudos e na vida profissional, sempre permanece aquela sensação de que você está ficando para trás, como se todo mundo estivesse evoluindo menos você.

Então, se eu com 24 anos penso isso, posso dizer que as letras de Fink não são velhas demais para mim e acho que se encaixam perfeitamente para a geração dos 20 e alguma coisa.

Cada um tem uma percepção diferente, mas você sempre fica naquele ponto de ‘waiting for my life start’.

Descobri Noah and The Whale, há dois anos, por acaso, e esse foi o primeiro disco deles que fiquei na expectativa, e apesar de ter ficado com ela lá no alto ( eu tentei abaixar, mas não deu), eles não me decepcionaram!

Heart of Nowhere se agrega maravilhosamente para a discografia AWESOME deles, e ainda entra como um dos melhores cds ( e aí tem um problema, pq os caras só tem CD’s ótimo, tem o menos melhor, mas não um ruim.)

Minha única reclamação, é o fato do CD ser muito curto (um pouco mais de 30 minutos), mas os caras lançaram 4 Cds em 6 anos, então dá para perdoar.

Eu poderia ter esperado muitas coisas desse Cd, que talvez não conseguisse atingir a minha expectativa, mas depositei a minha confiança de que banda iria fazer um cd que iria ser a minha companhia por muito tempo. E olha só!

Eles conseguiram!

Song by Song

O Cd começa com uma instrumental, que já mostra a que veio e que virou meu novo ringtone . =D

Heart Of Nowhere, música que dá nome ao CD, é muito linda! E ainda chamaram Anna Calvi para cantar uma parte, que deixou a música ainda mais especial já que a Anna têm uma voz bem forte e grave que combinou com a voz forte e grave do vocalista e compositor da banda, Charlie Fink.

Tem tudo para ser um dos grandes hits do CD, e com um verso de morrer

If i don’t belong by you, i don’t belong anywhere, you know i would follow you to the heart of nowhere

All Throut the Time Night e Silver and Gold são boas, mas ainda não conquistaram tanto como as outras, apesar da primeira demonstrar toda a capacidade da banda e estar crescendo no meu conceito.

Lifetime eu também não tinha gostado tanto assim de cara, mas está me ganhando nesses últimos dias.

After all these times e There will come a time são músicas ótimas, sendo que a segunda tem tudo para ser o grande single do álbum, talvez por ser a mais animada e ‘care free’ de todas do CD, me lembra bastante o tom de Give it all back, do 3° CD.

One More Nigth, entrou para o hall de Mary do 1° CD e The Line do 3°, que apesar de serem músicas que o pessoal nem liga muito, mas eu acho maravillhosas. Já escutei umas 30 vezes, mas toda vez tenho que parar para apreciar ela. P*** MÚSICA LINDA!

Now Is exactly the Time, tem uma letra muito boa e gosto muito da segunda parte e do refrão, mas ler reviews antes do CD lançar pode te fazer um pouco esperançosa, às vezes com razão. O review da NME UK, falou que essa música era possivelmente uma das melhores do Noah and the Whale já tinham escrito. É muito boa, mas também não é, sabe? 

Quem não conhece o trabalho da banda pode não entender, mas a pior letra do Noah the Whale, ainda é melhor do que a discografia de muita banda por aí, por isso tem que ter cuidado quando fala umas coisas assim! LOL

Not Too Late, fecha o cd, de apenas 10 músicas, com chave de ouro!

“I Don’t now what i can offer, but i will offer to you”

Eu já falei sobre os outros Cd’s da banda aqui e aqui.

Conheça mais sobre o Noah and the Whale no Site Oficial da banda;

No Facebook, No Twitter e no Canal do YouTube.

Você ainda, pode adicionar a banda ao seu Lastfm.

Fanny Ladeira

quinta-feira, 9 de maio de 2013

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Resenha: Laços Inseparáveis

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Livro: Laços Inseparáveis

Autora: Emily Giffin

Editora: Novo Conceito

Nota: 3,5 estrelas

Marian Caldwell é uma produtora de televisão de 36 anos, vivendo seu sonho em Nova York. Com uma carreira bem-sucedida e um relacionamento satisfatório, ela convenceu todo mundo, inclusive si mesma, que sua vida está do jeito que ela deseja. Mas uma noite, Marian atende a porta... para apenas encontrar Kirby Rose, uma garota de 18 anos com a chave para o passado que Marian pensou ter deixado para trás para sempre.

Desde o momento que Kirby aparece na sua porta, o mundo perfeitamente construído de Marian — e sua verdadeira identidade — será chacoalhado até o fim, fazendo ressurgir fantasmas e memórias de um caso de amor apaixonado que ameaça tudo para definir quem ela realmente é.

Para a precoce e determinada Kirby, o encontro vai provocar um processo de descobrimento que a leva ao começo da vida adulta, forçando-a a reavaliar sua família e seu futuro com uma visão sábia e doce. Enquanto as duas mulheres embarcam em uma jornada para encontrar o que está faltando em suas vidas, cada uma irá reconhecer que o lugar no qual pertencemos normalmente é onde menos esperamos — um lugar que talvez forçamos a esquecer, mas que o coração se lembra eternamente.

Giffin gosta de escrever os seus livros baseados em pessoas normais, das escolhas que elas fazem na vida, e de como isso afeta ou afetará a sua vida e das pessoas a sua volta.

Com laços inseparáveis, acontece a mesma coisa.

A estória que na mão de um escritor mais romântico, como o Nicholas Sparks, iria virar uma transformação e superação das relações, aqui vem mostrar as cicatrizes e a crueza que algumas das decisãoes que tomamos, podem gerar.

E aí fica difícil não se comover mais por um lado, do que por outro. Lógico que ao mostrar as várias nuances do personagens e mostrar que eles que todos podem errar, conseguimos ir lendo a estória sem julgar uma única pessoa.

Porém no caso desse livro, não consegui gostar, nem compreender totalmente as atitudes de Marian com a Kirby.

Sim, Kirby teve sorte e foi criada por uma ótima família, mas e se não tivesse sido assim?

As decisões tomadas por Marian por vergonha, acabou gerando mais feridas em todos os envolvidos, do que se ela tivesse simplesmente aberto o jogo.

E o fato disso ter se estendido por quase 18 anos, dela ter tentado cobrar do namorado uma posição final, e o fato de no final ela ter de certa forma ter conseguido ficar ainda em paz com o que aconteceu, me fez gostar ainda menos da pergonsagem.

Enquanto isso, do outro lado temos Kirby a verdadeira heroína do livro!Apesar da atitude às vezes revoltada, consegue ter mais seriedade e uma cabeça melhor do que a Marian.

Emily consegue criar uma narrativa interessante e rápida de ler, mas faltou um pouco da pitada que os seus outros livros trazem.

Talvez por esse se focar em uma realção tão frágil. Mas ainda assim, é um must read livros para os apreciadores do trabalho dela.

Só mudaria uma coisa: a última frase do livro pertenceria a Kirby.

Fanny Ladeira

Emily Giffin é formada pela Universidade de Wake Forest e pela escola de Direito da Universidade de Virgínia. Depois de trablhar por vários anoscomo advogada, mudou-se para Londres, a fim de escrever em tempo integral. Ela é a autora best-seller de vários livros incluindo O Noivo da Minha Melhor Amiga, Presentes da Vida e Questões do Coração. A autora é uma da atrações de Bienal do Livro do Rio de Janeiro desse ano.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

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Cinema no Restaurante: Doctor Who

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De tempos em tempos, eu encontro uma série favorita. E se não é uma que me faz rir muito, vai ser pelo menos uma que vai me fazer usar a cabeça um pouco. =P

Que diga os 7 anos que fiquei em Lost  praticamente para nada. 

Eu gosto de assistir sitcoms, mas às vezes também gosto de ver coisas que me faz refletir e pensar.

Com séries como Lost, você fica quebrando a cebaça com os enigmas, que muitas vezes não tem um fundo para sustentar e acaba te deixando mais com raiva do que tudo.

Ou são séries como Gilmore Girls, que trazem muita informação, mas vem acompanhado de uma pitada de drama e no final é isso o que mais pesa.

Lá estava eu assistindo aos capitulos da primeira temporada de uma série inglesa, que algumas comentaram e eu decidir ver se ‘era bom’: Doctor Who.

Doctor Who é uma série de sobre o último Senhor do Tempo do universo, no caso o Doutor, que tem a capacidade de viajar através do tempo e do espaço. Ou seja, ele pode ir para qualquer lugar o univeso, em qualquer ano possível.

A bordo de sua nave especial, a Tardis, que tem a forma de uma cabine de polícia por fora, mas é uma grande espaço nave por dentro, o Doutor vive vária aventuras, enquanto tenta ajudar várias raças, sendo a mais comum ameaçada, os humanos.

Ser o último Senhor do Tempo é uma posição muito solitária, ele geralmente é acompanhado de companhias, na sua maioria jovens mulheres, que lhe ajudam a resolver as mais diversas situações.

A série completa 50 anos nesse ano. O primeiro episódio foi ao ar em 1963 e ficou no ar até 1989. Depois, em 2005, a série voltou novamete ao ar como uma continuação da anterior.

Continuação mesmo! Com cerca de 900 anos de idade, o Doutor ‘muda’ de forma cada vez que sofre um ferimento muito grave para qualquer espécie do universo, e assim acontece a ‘transformação’.

 

“The way I see it, every life is a pile of good things and bad things. The good things don’t always soften the bad things, but vice versa, the bad things don’t necessarily spoil the good things, or make them unimportant.”

The Doctor

É a mesma pessoa, mas com uma personalidade diferente e um rosto diferente. Por causa disso, já se passaram 11 atores interpretando doutores na série.

E porque a série se tornou uma das minhas favoritas?

Além de ser divertida, diferente de tudo que tem por aí, e com um episódio mais vibrante que o outro, a série também tem um grande atrativo: Ela nos faz pensar!

Pensar na nossa existência, na imensidão do universo, nos lugares possíveis e impossíveis que podem existir, e claro, no futuro da raça humana.

Se pudesse definir essa série com só adjetivo, seria inteligente.

Toda vez que uma nova companhia para o Doctor sobe a bordo da Tardis para viajar com ele, a pergunta é sempre a mesma “Para onde você quer ir?”.

Poucas tem dar uma resposta definitiva, elas sempre deixam para o Doutor decidir ou acabam aceitando uma das sugestões dele, não porque são pessas sem opinião, muito pelo contrário, o Doutor sempre tem em suas companhias pessoas de personalidade forte.

Porém, imaginem você em uma nave espacial, podendo ir para QUALQUER lugar, entre o tempo-espaço?

“Everywhere and Anywhere.

Every star that ever was.

Where do you wanna start?”

Alguém pode ter a resposta na ponta da língua, mas no meu caso eu só olharia para o Doutor e como todas as outras,  não saberia o que dizer, deixaria ele escolher!

Porque assim como acontece em cada episódio da série, a possibilidade de você cair em um lugar incrível e muito perigoso (mas isso é detalhe), são muito grandes.

Além disso, a série nos ensina sutilmente uma lição importante: Mudar é importante.

Eu sou daquelas que praticamente choro ao pensar em um personagem importante pode sair de uma série, ou que um ator tem que ser substituído, mas Doctor Who, nos ensina sultimente que nem todas as mudanças são ruins.

A cada nova companhia e a cada novo Doutor, achamos que não vamos nos adaptar, até que em alguns episódios. BAH! Você já está amando!

Não só isso! A mudança constante de companheiros, acaba deixando a série mais dinâmica e evita repetições de situações e de relacionamentos.

Sim, eu tenho um Doutor favorito, uma companhia favorita, e posso não gostar tanto de alguma (Rose isso foi com você!), mas isso não significa que as outras também não sejam boas.

Eu queria poder falar de vários aspectos da série, e várias coisas que acontecem, mas aí seria muito spoiler para um post de apresentação da série para quem ainda não viu!

Mas segue um resumo básico da minha relação com a série:

  • A versão de Matt Smith ganhou o meu coração, apesar de ter chorado com a saída de David;
  • Adoro Amelia e Rory (mas minha cia preferida ainda é a Donna),
  • Achei a 5° temporada a melhor até agora;
  • Morro de medo nos episódios dos anjos lamentadores, mas acho incrível o poder deles;
  • Fico quebrando a cabeça tentando montar uma cronologia para as aparições da River Song.
  • Odeio os episódios com os Daleks, e quero dar um chute no roterista toda vez que eles aparecem;
  • EU AMO ESSA SÉRIE!

E Vocês? Já conhecem essa série, ou tem uma série que amam de paixão por ser inteligente?

Fanny Ladeira

 

Próxima Sessão: As Horas

Porque as maiores lições e aprendizados da vida, vem de onde você menos espera.

domingo, 28 de abril de 2013

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Resenha: O Teorema Katherine

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http://veja.abril.com.br/blog/imperdivel/files/2013/03/o-teorema-katherine-john-green-literatura-r7-450.jpgLivro: O Teorema Katherine

Autor: John Green

Editora: Intrínseca

Nota: 5 Estrelas

Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada.

Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.

Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.

“’Eles estão é com inveja’, ela dizia. Mas Colin sabia que não era isso. Não estavam com inveja. Ele simplesmente não era ‘gostável’. Às vezes é simples assim.”

Deixa eu falar um coisa sobre o autor desse livro, John Green. O cara é um gênio de sua especialidade, porque só isso para explicar a genialidade excessiva que encontramos no seu livro,  the abundance ne katherines no original.

Não somente a genialidade do personagem principal, Colin, que tem um dom que invejo muito, ser autodidata. Não a genialidade de Hassam, que apesar de não ter tão inteligente quanto o seu amigo, ainda consegue ser acima da média e acompanhar o pensamento rápido de um menino prodígio.

A genialidade do livro está em ele contar uma estória relativamente comum e até um pouco clichê (menino que leva o chute da namorada e atravessa o país para viver uma aventura), mas juntando elementos únicos, e uma destreza monstro, ele dá a esse livro um toque leve e gostoso.

Para quem leu A culpa das estrelas, pode ficar com medo de chorar litros de novo, mas fiquem tranquilos, aqui o choro vai vir é das risadas.

O diálogo dos dois personagens, Colin e Hassam são tão divertidos, que já até separei o livro para reler em um futuro próximo.

Tem uma sequência mais para o final que envolve uma tarde em floresta, uma fuga de javali e uma luta. Eu li na rua, mas não consegui me controlar e devo ter parecido uma louca rindo para um livro, mas não me segurei.

“__ Medo, Colin fez uma piadinha. Esse lugar é mágico para você. Só é uma pena o jeito como vamos morrer aqui. Tipo, falando sério. Um árabe e um meio-judeu entram numa loja no Tennesse. É o começo de uma piada, e no final vai ter a palavra ‘Sodomia’.”

E palmas por em um mundo tão sem amor ao próximo, ter colocado um mulçumano e um meio-judeu como amigos.

As Katherines também tem um papel importante, ao mostrar que todos estão abertos a serem dispensados por qualquer um por um motivo idiota. =P

Sem contar que a destreza de John Green também se resume em se mostrar tão dentro da situação, e tão atento  tantos pontos que até pensamos em vários momentos, de se tratar de uma estória em parte auto-biográfica.

“Mas Colin sempre podia contar com os livros. Os livros são o melhor exemplo de Terminado: deixe-os de lado e eles  esperarão para sempre; dê-lhes atenção e sempre retribuirão seu amor.”

Foi assim como Quem é você , Alasca?, foi assim como Paper Town, e só não foi assim com A Culpa é das estrelas, porque a personagem principal é uma menina. E acontece a mesma coisa com esse.

No final, o resultado do Teorema é mostrar que qualquer estória na mão de uma pessoa genial, pode tornar um livro em um momento eureka.

Eureka, John!

Fanny Ladeira

John Green é um dos escritores norte-americanos mais queridos pelo público jovem e igualmente festejado pela crítica. Autor best-seller do The New York Times, premiado com a Printz Medal eo PrintzHonor da American Library e com Edgar Award, foi duas vezes finalista do prêmio literário do LA Times,além de ser envolvido em vários projetos, como o The Lizzie Bennet Diaries.  Mora com a mulher, Sarah, e o filho em Indianápolis, Indiana.

domingo, 21 de abril de 2013

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Resenha: O Inferno de Gabriel

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Livro: O Inferno de Gabriel

Autor: Sylvain Reynard

Editora: Arqueiro

Nota: 4 Estrelas

Enigmático e sedutor, Gabriel Emerson é um renomado especialista em Dante. Durante o dia assume a fachada de um rigoroso professor universitário, mas à noite se entrega a uma desinibida vida de prazeres sem limites.

O que ninguém sabe é que tanto sua máscara de frieza quanto sua extrema sensualidade na verdade escondem uma alma atormentada pelas feridas do passado. Gabriel se tortura pelos erros que cometeu e acredita que para ele não há mais nenhuma esperança ou chance de se redimir dos pecados.

Julia Mitchell é uma jovem doce e inocente que luta para superar os traumas de uma infância difícil, marcada pela negligência dos pais. Quando vai fazer mestrado na Universidade de Toronto, ela sabe que reencontrará alguém importante – um homem que viu apenas uma vez, mas que nunca conseguiu esquecer.

Assim que põe os olhos em Julia, Gabriel é tomado por uma estranha sensação de familiaridade, embora não saiba dizer por quê. A inexplicável e profunda conexão que existe entre eles deixa o professor numa situação delicada, que colocará sua carreira em risco e o obrigará a enfrentar os fantasmas dos quais sempre tentou fugir.

“Às vezes as pessoas conseguem ouvir sozinhas quanto são odiosas. Às vezes, a bondade é suficente para expor o mal como ele realmente é.”

A primeira pessoa que comentou sobre esse livro comigo, foi a Natália Rivero (@natirivero) há um tempo atrás. Ela havia acabado de ler, e estava super empolgada com a estória, e me sugeriu a leitura.

Acabei demorando mais do que deveria para ler, mas hoje, após ter terminado o primeiro livro da trilogia criada pelo enigmatico Sylvain Reynard, totalmente entendo o motivo desse livro ter fascinado tantas pessoas.

Gabriel é um homem atormentado. Por isso, não é de uma hora pra outra que vai mudar, então gostei como o seu sofrimento, foi tratado com a profundidade e o tempo que ele merecia.

Assim como o da Julia. A pessoa não se torna atormentada com coisas que podem ser resolvidas em alguns passos, então mostrarcomo o processo é doloroso e continuo, foi um ponto positivo para a trama, apesar de termos duas estórias distantas,  pode acabar cansando quem quer romance, romance e romance.

O dos nosso personagens principais, não é fácil de ser realizado, apesar da tensão sexual existir, há várias obstaculos pelo caminho.

As leis da faculdade são as que eles mais usam como desculpa, mas tem muito mais por trás disso, as feridas abertas e o medo de se entregar para qualquer relação que tenha significado, também acompanha esse casal.

É impossível não comparar o livro com outros do gênero, e é impossível não compará-lo com o mais famoso atualmente, Cinquenta Tons.

Assim como o seu grande concorrente, esse livro também tem a sua parte sensual, apesar dela ser bem mais controlada e focada em outros aspectos.

Do tratamento de Gabriel para Julia, passando pelo livro em que a estória se relaciona. Sylvain decidiu mostrar que se é para basear uma estória em algum livro, que seja um tão poderoso quanto a Divina Comédia ( que eu ganhei mês passado, e espero ler ainda esse ano!).

E foi da boca de Paul, estudante de doutorado, e pretendentede Julia que saiu a frase que me confirmou o pensamento do autor:

“Acho que, se você se importa com uma pessoa a ponto de fazer sexo com ela, deveria respeitá-la, e não tratá-la como um objeto. Deveria ser responsável, cuidadoso e nunca, nunca machucá-la. Mesmo que ela seja perturbada o bastante para implorar que você faça isso.”

E não é só uma ligação rasa, seja Sylvain um homem ou uma mulher ( a identidade real do autor é um mistério) tenho certeza que a pessoa é um grande apreciador do trabalho de Dante, porque o cuidado com a obra é supreendente.

Apesar disso tudo, achei que Gabriel consegue ser muito pretencioso em várias situações, o que não acontece com os outros personagens do livro, então tenho certeza que foi proposital do autor, construir o personagem assim.

É legal em algumas partes, mas em outras se torna tão monótono e chato, como as associações da ‘deusa interior’ da Ana em Cinquenta Tons.

O livro faz várias citações a músicas e bandas, mas fiquei super feliz em ver uma referência o The Killers, com uma música do B–side deles, All the Prtetty Faces. ( Não sabia que eu sou fanzona do Killers?). =D

É um livro muito bem construído, apesar de não ter me deixado tão fasinada pelo Gabriel como deveria.

Mas adorei como podemos fazer uma analogia das suas ações e do que ele trabalha com a obra de Dante. Em um momento ele diz: “Quando uma pessoa abandona esse propósito natural, fere a si mesma, pois faz algo que não foi criada para fazer. Entra em guerra consigo e com sua própria natureza.”

Essa única frase revela mais sobre o porque ele vive em uma relação tão próxima com o pecado, do que deveria. Ele faz isso, porque acredita que é essa é a sua natureza, e que qualquer tentiva de sair desse círculo, irá tornar a sua vida uma mentira.

Ele acha que é um ser desmerecodor para a doce Julia, e apesar de não ter lido A Divina Comédia ainda, acredito que nos próximos livros, poderemos ver várias facetas desse Gabriel, e assim podermos conhecer ainda mais sobre esse personagem.

Eu acho ele pretencioso sim, mas isso não quer dizer que também não ahce que ele sabe tratar uma mulher, no caso a Julia, muito bem.

Agora quero saber mais o que tem ali.

 

As Ilustrações citadas em O Inferno de Gabriel

 

Para quem leu, ou para quem está interessado em ler, o livro faz diversas referências a obras de arte.

Sei que acontece, às vezes lemos um livro e falamos que depois vamos ver o que foi citado, mas o tempo passa e acabamos esquecendo, por isso abaixo segue as mais obras importantes citadas em O Inferno de Gabriel:

Dante e Beatriz de Henry Holiday

Henry Holiday - dante and beatrice

Pintura de 1884, se encontra atualmente na Walker Art Gallery em Liverpool

 

As Ilustrações de A Divina Comédia de Sandro Botticelli

Como são muitas, no link abaixo, vocês poderão encontrar todas, dispostas em ordem cronologia.

http://www.worldofdante.org/gallery_botticelli.html

A Primavera de Sandro Botticelli

A pintura de encontra atualmente na Galeria Uffizi em Florença

O Beijo de Auguste Rodin

*Não lembro se esse detalhes é citado no livro, mas como é de se imaginar, essa escultura foi inspirada em A Divina Comédia.

Atualmente no Museu Rodin em Paris

O Retorno do filho prodigo de Rembrant

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A pintura faz parte do acervo do Museu Herritage de São Petersburgo

 

Fanny Ladeira

 

Quase nada foi divulgado sobre a verdadeira identidade por trás do pseudônimo de Sylvain Reynard.  Sabemos que ele é canadense, já escreveu vários livros de não ficção e tem um profundo interesse pela arte e pela cultura renascentistas. Mas, embora declare ser do gênero masculino, seus fãs têm uma forte suspeita de que na verdade S.R. seja uma mulher. Para saber mais sobre as suas obras, acesse: http://www.sylvainreynard.com/

quinta-feira, 18 de abril de 2013

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Cinema no Restaurante: Now Is Good

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*Filme ainda não lançado no Brasil

Em um mundo perfeito, todas as adaptações de livros que eu gosto, seriam feitas com o cuidado que merecem.

Seriam feitas, não levando em conta só a necessidade de ser fiel aos mínimos detalhes da estórias, mas passariam aquele sentimento que o cada livro trás.

Sou fã, mas não sou xiita. Aceito que alterem detalhes, pelo bem da adaptação, desde que não seja uma coisa que altera a estória em si.

Por exemplo, em Harry Potter, não liguei de terem trocado a cor do vestido da Hermione no baile Tribruxo. Mas se tivessem trocado a cor do olho do Harry, afetaria toda a estória. (Mesmo com o próprio HP tendo o olho verde mais azul desse mundo, pelo menos eles entraram na onda!)

Com a adaptação de Antes de Morrer, não cheguei a ficar no meu mundo perfeito, mas ele ficou bem perto.

Falamos sobre o livro semana passada, e a estória é triste, tocante e cheia de momentos bonitos.

Tessa está morrendo de câncer, mas nem por isso ( e talvez ainda mais por isso), ela quer viver o máximo que conseguir.

Ela monta uma lista de coisas que quer fazer, e ao lado da sua Zoey(Kaya Scodelario), ela vai lutar contra os dias que lhe resta, e o seu protetor pai (Paddy Considine), para conseguir terminar a sua lista.

E quem sabe, até o seu novo vizinho, Adam (Jeremy Irvine), pode ajudar a cumpri-la?

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Que uma coisa fique clara: Now Is good não veio para revolucionar o cinema, muito pelo contrário. O tema é até um pouco batido, porém ele não deixa de ser menos importante, só porque ele veio depois.

Como disse, gosto quando o filme capta a essência do livro, consegue passá-lo para a tela, e esse filme conseguiu a improvável capacidade de conseguir encaixar, em menos de duas horas, um livro maravilhoso.

now-is-good-image-dakota-fanning-jeremy-irvineO roteiro não chegou a ser muito bem adpatado, mas as boas passgens do livro estão ali e auxiliam a deixar o texto mais bonito.

A direção de Ol Parker é precisa, e deu para perceber que ele teve bastante liberdade para trablhar ao redor do livro.

Apesar disso, achei algumas mudanças um pouco desnecessárias, e outras que mostrama melhor o drama e a falta de aceitação de Tessa da sua própria morte.

Dakota Fanning, interpreta uma boa Tessa (embora já tenha visto melhores atuações dela), enquanto achei Jeremy um pouco ‘preso’ em seu personagem, mas o casal tem um pouco de química o que ajuda.

937593_105O melhor aqui, é o pai de Tessa interpretado por Paddy Considine, que dá um show em todas as cenas, principalmente as tristes.

Ter lido o livro primeiro, ver o filme e depois reler o livro, me deu uma nova perspectiva de tudo.

Primeiro das cenas mais ‘sangrentas’ e dos tratamentos, ter visto as cenas e depois ter lido as descrições novamente, as tornaram ainda mais reais.

Além disso, tinha uma estranha ideia de que o livro se passava em Londres e eles mudaram para o filme, mas adivinha? Nunca é citado Londres no livro! *Fanny louca*

Só que sei que também não era uma cidade litorânea, devido a uma cena do livro, então fica tudo certo.

A cena mais bonita fica para o final, quando Tessa está terminando a sua jornada.

Chorei feito uma criança e realmente me deixei levar pela estória.

No meu mundo perfeito, essa adaptação teria sido um pouco diferente? Sim.

Mas é boa, muito boa.

Não é melhor que o livro, mas hey!

Quem falou que precisa ser?

 

Fanny Ladeira

 

Próxima Sessão: Minha nova paixão vai chegar aqui…

Simm! DOCTOR WHO!

Semana que vem, você vai conhecer as várias razões que tornam essa série sensacional!

terça-feira, 16 de abril de 2013

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Lendo e Ouvindo: Regina Spektor

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Sabe uma coisa que eu amo no universo? Como parece que ele prepara detalhes para nos surpreender!

Desde que What we saw from the cheap seats ( disco mais novo da Regina) foi lançado ano passado, eu fiquei totalmente apaixonada pelo trabalho dela.

Já era desde que havia ouvido a sua música no filme 500 dias com ela, mas depois desse CD, a paixão aumentou mais.

regina-spektor-youtubeEntão depois de um ano inteiro, ela resolveu marcar a sua vinda para o Brasil, justo quando eu não podia gastar com outras coisas.

Desejei muito que pudesse ir, mas não pudia e por mais que fosse dificil, entendi.

Aí o Universo (com uma ajundinha minha também), me fez ganhar uma promoção (do site Scream and Yell) ,valendo um ingresso para o show da Regina! YEAHHH!

Fiquei tão feliz por isso, mas nem poderia imginar o que encontraria no show dela.

Após esse show M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O, voltei ainda mais fã!

Regina Spektor, é um russa radicada em Nova York, de 33 anos e no alto de seu 1,58 metros de altura (é meu mesmo tamanho, então sem gracinha!).

As suas músicas, não podem ser classificadas como jazz, nem pop, talvez um anti-folk? E Deus sabe como eu adoro um tipo de músico sem muito classificação, mas que sem um nome melhor, encaixaria melhor em anti-folk (HA!). *Piada interna, desculpa* =P

Regina-Spektor-midcoast-9771

Adoro como as suas músicas pedem uma intimidade única, tanto para escutar o cd e triplicado como para o show.

Mesmo no Credicard hall, com espaço para a 7000 pessoas, senti que o show dela e o tipo de proximidade que o show precisava, requeria um público menor.

Mas aí o ingresso por R$ 600,00 reais para 1000 pessoas não rolaria. Isso porque a melodia e as letras, tem tantos momentos pessoais, tão pra abrir o coração, que eu só me imaginava sentanda no chão de uma sala com os amigos mais próximos, e escutando esse anjo cantando e tocando piano.

Anjo mesmo, porque a voz dela é impecável. Não tem diferença ao vivo e no Cd, e mesmo estando um pouco com tosse, ela conseguia cantar como ninguém.

O show acabou sendo cortado por causa de uma corda que se soltou, e ela saiu sem cantar um dos seus maiores hits (Fidelity), mas não fez tantaaa falta assim.

regina spektor bioTalvez por ter pontuado com músicas variadas e tocado as minhas prediletas (só faltou Firewood, que acho que viria no encore junto com fidelity).

Ou talvez porque ela cantou uma das minhas músicas favoritas de todos os tempos, música ue nem tive esperança que fosse tocada.

The Call (escute lá embaixo), tema de As crônicas de Narnia - O príncipe Caspian.

A música é simples, bem estruturada, tem uma letra maginifica e que fala muito bem sobre os sentimentos de Nárnia.

Poder estar no mesmo recinto, escutando esse anjo cantar essa música, valeu a viagem de Jundiaí até o Credicard hall. E valeria se tivesse comprado o ingresso.

Valeria até mesmo se fossse a session por R$ 1000,00 com poucas pessoas.

E assim, coma sua delicadeza própria, Regina Spektor, essa pequena russa, veio mostrar ao Brasil, e a mim, que o seu disco tem razão estar entre os melhores do ano passado.

Porque foi feito, por uma das melhores cantoras da atualidade.

Abaixo, segue algumas músicas para vocês também se apaixonarem: 

Fidelity

Better

If I kiss you where it's sore

Will you feel better, better, better

Will you feel anything at all?”

 

Don’t Leave Me

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

US

 

The Call

<3

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fanny Ladeira

domingo, 14 de abril de 2013

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Resenha: Fiquei com o seu número

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111766586SZ Livro: Fiquei com o seu número

Autora: Sophie Kinsella

Editora: Record

Nota: 5 estrelas

A jovem Poppy Wyatt está prestes a se casar com o homem perfeito e não podia estar mais feliz... Até que, numa bela tarde, ela não só perde o anel de noivado (que está na família do noivo há três gerações) como também seu celular. Mas ela acaba encontrando um telefone abandonado no hotel em que está hospedada. Perfeito!

Agora os funcionários podem ligar para ela quando encontrarem seu anel. Quem não gosta nada da história é o dono do celular, o executivo Sam Roxton, que não suporta a ideia de haver alguém bisbilhotando suas mensagens e sua vida pessoal.

Mas, depois de alguns torpedos, Poppy e Sam acabam ficando cada vez mais próximos e ela percebe que a maior surpresa da sua vida ainda está por vir.

Eu teria várias formas de descrever esse livro: Fofo e lindo, é uma das que me vem mais a cabeça!

Sou meio suspeita para falar de qualquer livro da Sophie, porque amei cada um dos que li até agora, mas são tão legais! =D

Poppy é a mocinha perfeita! Engraçada, destemida, mas ao mesmo tímida e com um passado triste.

Enquanto Sam é um pouco seco no começo, vai se soltando a medida que o ‘relacionamento’ com Poppy vai ficando cada vez mais estreito.

Digo ‘relacionamento’, porque Poppy tendo tomado a missão quase de  sua assistente pessoal por alguns dias, vai tentando quebrar a imagem distorcida que as pessoas tem dele no trabalho, a medida que vai pondo ele em várias confusões.

Mas é impossível não gostar de uma protagonista que realmente faz as coisas porque quer ajudar, e não essas mocinhas burras que vemos em alguns livros. Ela é tão fofa, que em um momento diz:

“Independente de que fosse, se conhesse ou não, se pudesse ajudar de alguma forma, eu ajudaria. Eu penso, se você pode, deve ajudar. Você não acha?”

Adoro quando pego um livro contemporaneo ( principalmente um chick-lit) e consigo sentir como se fosse uma estória que pudesse acontecer com qualquer uma de nós!

Autores, e o seu chick-lit chegou nesse estágio, parabéns!

Porque desculpem se estou errada, ou se você têm uma ideia diferente da minha, mas lemos livros como Fiquei com o seu número, da Sophie Kinsella, e queremos uma vida assim!

Não exatamente como acontece no livro, mas eu hoje com 24 anos, não estou a espera do homem perfeito,  nem da vida perfeita.

Quero um homem bom e legal, mas sei que ele vai ter algum defeito que vou ter que superar e pode ter outros defeitos que não vou conseguir continuar ignorando (como ser galinha), assim como eu tenho a minha listinha própria de defeitos.

Mas nós não queremos um conto de fadas, queremos uma história de amor.

Tipo a desse livro.

Fanny Ladeira

Sophie Kinsella é escritora e ex-jornalista de economia. É autora da coleção que conta as aventuras de Becky Bloom, que virou filme estrelado por Isla Ficher. Seus livros já foram traduzidos para mais de 30 idiomas. No blog você pode encontrar as resenhas de Lembra de mim? e O Segredo de Emma Corrigan

sexta-feira, 12 de abril de 2013

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Desafio Realmente Desafiante #3: Antes de Morrer

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Esse ano estou participando do Desafio Realmente Desafiante proposto pelo blog Psiu que eu tó lendo, e estou eliminando alguns livros comprados, mas não lidos da minha estantes.

Mas um dos tópicos tinha uma proposta diferente, e é a minha escolha da vez:

Re-ler e resenhar um livro que você leu a muito tempo e nunca resenhou

Livro escolhido: Antes de Morrer

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEij1cRLTAELRE9HzuqYEirBgsoW1jHujMbFD38YEtP0NK2HyVDDO7Gz-DS9BcZ_UfcARqB9ZTDmEXBjPg9mTQt9F6AVIcgBcNfnmClR-NVBCMLXf192rbWBQ6zkopoMWp-K71PEC1miF4Y/s1600/Antes+de+morrer.jpg

“À nossa volta, todas as coisas se juntam para nos encarar. As coisas perdidas novamente encontradas”

Eu comprei esse livro em 04/01/2009 (sei disso porque ainda marcava a da tade de compra neles). Li, após ver um trecho em um blog (tá vendo a importância?) e ficar totalmente impressionada e desesperada para ler.

Li, e o livro superou as minhas expectativas! Emprestei para as amigas, e quando anunciaram o filme baseado no livro, com Dakota Fanning como a protagonista, fiquei receosa, mas ao mesmo tempo animada(até fiz um post sobre isso).

Apesar de gostar tanto do livro, tinha passado tanto tempo que havia lido ( e como havia lido somente uma vez), não conseguia precisar de forma clara, o que tornou esse livro tão especial pra mim.

Até que por causa do desafio, tive a oportunidade.

E devo dizer: não estava errada sobre a qualidade desse livro.

A estória pode ser um pouco batida, menina doente quer realizar todos os seus desejos antes de morrer ( para quem cresceu assistindo Um Amor para Recordar, sabe do que estou falando), mas a medida que o drama vai desenvolvendo, a estória criada por Jenny Downham vai de distanciando do que temos por aí.

Sabe aquele ditado: o importante não é o local de chegada, mas sim o caminho?

Eu tenho uma pensamento com uma abordagem parecida para livros, séries, músicas e afins. Acredito que tem 1000 jeitos diferentes de contar uma estória, e que cada pessoa fará de um jeito.

Só porque alguém já contou uma estória sobre uma adolescente morrendo, não quer dizer que outros também não possam fazer.

Lógico que sempre tomando cuidado para não cair em um caso de plágio. Afinal, há algumas abordagens que são únicas.

Por exemplo, você pode escrever um livro sobre um menino bruxo desenvolvendo as suas habilidades, enquanto enfrenta um inimigo poderoso.

Mas escrever uma estória sobre um menino bruxo, chamado Harry Potter, que mora na Inglaterra e frequenta a escola de Hogwarts, é perda de tempo (além de plágio, você vai ser processado! LOL), porque essa estória já foi contada.

Percebem a diferença?

Felizmente, no caso do tópico levantado por Jenny, há muitas variantes e nuances a se explorar, o que ela faz lindamente nas 289 páginas de Before I die, no original.

A estória do livro:

“Não quero morrer assim, não antes de ter vivido de verdade. Isso me parece claro. Sinto-me quase esperançosa, o que é uma loucura. Quero viver antes de morrer. É a única coisa que faz sentido.”

Tessa é uma menina de 16 anos que tem uma doença incurável.

Diante de seu imutável destino, ela organiza uma lista com o que gostaria de fazer antes de sua morte e parte em busca de realizá-la: se apaixonar, ter a primeira relação sexual, dirigir escondida, roubar coisas numa loja... viver o tempo que resta.

Apesar do livro ser focado no que Tessa está passando, vários personagens fazem parte dessa jornada, como o seu pai, um homem de fibra que largou tudo para cuidar da filha, sua mãe que saiu de casa quando era nova, mas agora voltou para o convivío da família, além de Cal, seu irmão caçula e a sua amiga, Zoey. Cada um tem um papel importante e tocante nessa jornada até o fim da Tessa.

Outro que tem uma parte importante é Adam, o vizinho bonito que acaba se aproximando cada vez mais Tessa do seu objetivo de aproveitar o resto de vida que lhe resta.

O livro é muito bem contruído, e ler novamente me ajudou a perceber como autora utilizou elementos, descrições e sugestões inteligentes e tocantes, para nos fazer mergulhar na trama.

“A cada sete anos nossos corpos mudam, cada célula. A cada sete anos nós desaparecemos.”

Tessa tem alguns pensamentos sombrios, e em alguns momentos muito maduros para a sua pouca idade, mas ela é uma menina passando por uma situação tão fora do que poderíamos imaginar, que eles se tornam não só palusível, como 100% corretos para a estória que está sendo contada.

É um livro triste? Sim, mas é um livro que te faz avaliar várias coisas. E Abrindo o olho para as coisas que realmente importam, como a mediade que o final vai chegando, você vai percebendo a mudança dos pedidos que Tessa faz.

É um livro, meio ‘De partir o coração’, mas alguns dos pontos levantados são necessárias para o nosso crescimento.

Para finalizar de falar desse livro maravilhoso, e que tem muitas razões de estar na minha lsita de favoritos, fica aqui o poema solicitado pela própria Tessa para ser lido em seu funeral:

Soneto 12 de William Shakespeare

Quando a hora dobra em triste e tardo toque
E em noite horrenda vejo escoar-se o dia,
Quando vejo esvair-se a violeta, ou que
A prata a preta têmpora assedia;
Quando vejo sem folha o tronco antigo
Que ao rebanho estendia sombra franca
E em feixe atado agora o verde trigo
Seguir o carro, a barba hirsuta e branca;
Sobre tua beleza então questiono
Que há de sofrer do Tempo a dura prova,
Pois as graças do mundo em abandono
Morrem ao ver nascendo a graça nova.
Contra a foice do Tempo é vão combate,
Salvo a prole, que o enfrenta se te abate.

Fanny Ladeira

P.S.: Semana que vem o Cinema no Restaurante, volta a sua frequencia normal, com o filme Now is Good, baseado em Antes de Morrer: