domingo, 11 de dezembro de 2011

0

As Capas de Razão e Sensibilidade

0 comentários
Banner[18]
Razão e Sensibilidade, teve a sua primeira edição lançada em 1811. Jane havia escrito o livro quando tinha 19 anos, isso em 1794.
O livro foi lançado pela Thomas Egerton of the Military Library, que lançou o publicou em 3 volumes, sobre o pseudônimo de ‘A Lady’.
Austen teve que pagar o livro ser publicado, e ainda teve que dar uma comissão das vendas para a sua editora. O custo da edição atualizado, é de de quase 15 mil libras, que ela teve um lucro de pouco mais de 5 mil libras.
Foram feitos 750 cópias na primeira edição, que se esgotaram em julho de 2013. Em outubro do mesmo ano, uma segunda edição foi lançada.
FirstEditionSense&Sensibility
Uma cópia da primeira edição, que fica exposta na antiga casa de Jane, que virou um museu em Alton, Hampshire na Inglaterra.
Com duzentos anos de vida, e liberdade de publicação, Razão e Sensibilidade tem mais capas do que poderíamos imaginar. Algumas lindas, algumas nem tanto.
Outras seguem um estilo mais clássicos, enquanto uma parte adquiriu ares mais modernos! Se juntem a mim, e escolham a sua capa favorita!

Eu realmente gosto mais das clássicas, as outras versões também estão bonitas, mas as capas antigas são lindas! *__*
No Brasil, pode ser difícil encontrar capas tão diferentes e algumas especificas, por isso recomendo o site Book Depository que tem frete grátis para o nosso país!
Dá uma conferida lá, porque a diferença de preço pode ser muito grande.
Ah! E estou oferecendo o meu reino pelas edições comentadas.
Fanny Ladeira
0

Especial Jane Austen: Já Começou!

0 comentários

 

Eu já dei as minhas explicações, sobre o porque resolvi fazer outro especial focado em Jane Austen, e agora é hora de começar a curtir o especial em si!

Ontem, já tivemos a resenha de Memoir of Jane Austen, um livro de memórias que foi escrito pelo sobrinho de Austen, e que conta detalhes da vida dela.

E hoje, continuamos com as postagens especiais, que vão até o dia 16      (data de nascimento de Jane), todos os dias teremos um, ou dois, ou mais posts ( quem sabe?) focados nas obras e vida dessa maravilhosa autora inglesa.

O ano passado fizemos um especial sobre ela, e peço que para os que tem interesse, leiam as matérias postadas no ano passado, porque elas não serão repetitivas, ou abordaram outro aspecto.

Aproveito, e já peço desculpas adiantadas, porque não meço elogios para tecer a respeito de Jane, e posso acabar soando fanática em algumas passagens. =D

Espero que curtam bastante!

Beijos!

Fanny Ladeira

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

1

Resenha: Memoir of Jane Austen

1 comentários

Banner 

lost_memoir_cover Livro: Memoir of Jane Austen

Autor: James Edward Leigh-Austen

Editora: Cambridge University Press

Nota: 4 estrelas

Quando o sucesso de Jane, se transformou em algo grandioso, a família Austen sentiu a necessidade de montar um livro contando sobre a vida dessa maravilhosa escritora.

Aliando histórias sobre a família, relatos de cartas e familiares, o livro monta o relato mais próximo da realidade de Jane.

Não vou gastar um paragrafo inteiro, explicando porque eu estava louca para ler esse livro.Se você, leu as minhas outras postagens sobre a vida e obra de Jane Austen, você já devem ter uma ideia clara.

Se você é novo por aqui, fique sabendo: Eu sou apaixonada por Jane Austen.

Queria principalmente ler esse livro, porque foi escrito pelo sobrinho da Jane, James. Uma pessoa, que não só tinha valiosas informações sobre a família Austen, como também conheceu a própria. Apesar dele mesmo revelar, que era pequeno quando ela morreu, e por isso não poderia fornecer mais informações.

Jane, nunca se casou e não teve herdeiros, mas o legado que ela deixou no mundo, ofuscou todas as outras pessoas da sua família. Hoje 200 anos depois, Austen é quase pop. Há filmes, séries, livros de diversos assuntos relacionados com ela ou com as suas obras, e até mesmo feiras e convenções. Inclusive no Brasil, que aconteceu em Recife em Novembro.

Essa biografia escrita pelo sobrinho, pode trazer vários pontos interessantes e inéditos, para quem não conhece a história da autora, como por exemplo detalhes da sua infância, as relações afetuosas entre ela e seus pais, o carinho e conexão com a sua irmã mais velha Cassandra.

E até algumas passagens sobre a curta vida amorosa de Jane, o encontro entre ela e o Sr. Lefroy ( ponto que foi explorado no livro que virou filme, Amor e Inocência), o pedido de casamento feito por um cavalheiro honrado que ela acabou recusando, e por fim o começo de um romance com um cavalheiro misterioso que ficou muito amigo de Jane, durante uma temporada de férias na costa.

Segundo o livro, essa informação foi revelada por Cassandra, anos depois da morte da irmã.

Além disso, o livro mostra várias conexões, entre a vida e a personalidade de Jane e as similaridades com os livro.

Por exemplo sobre Razão e Sensibilidade, ficamos sabendo que:

“A personalidade de Cassandra pode representar a “Razão” de Elionor, mas Jane tinha muito pouco em comum com a “Sensibilidade” de Marianne. A jovem mulher, que depois dos vinte anos, podia ver tão claramente os erros de Marianne Dashwood, mal poderia ter a sua personalidade ligadas a eles.”

Como uma aficionada pela autora, não consegui muitas informações novas sobre a autora, entretanto é maravilhoso ler sobre Jane. Principalmente, por ter sido escrito por uma pessoa que realmente conheceu a autora. Chega a ser fascinante!

Minha vontade de entrar no tempo e poder conversar com a autora, como em Meia Noite em Paris, só ficou maior.

Eu vou revelar que chorei com uma parte do livro. Os livros de Jane eram admirados pelo Príncipe Regente, e por isso ela decidiu dedicar o livro para ele. Para isso ela precisava de uma autorização que era dado pelo Bibliotecário da biblioteca, nesse caso J.S. Clarke, o mesmo que havia indicado as obras da autora para o príncipe.

Em resposta a uma carta de Miss Austen, ele escreveu uma resposta que me levou as lágrimas. Chorei com as palavras tão bem escritas, que refletem o significado das obras de Jane, mesmo nos dias de hoje.

A narrativa de 'James' não flui muito bem, principalmente nas partes onde ele conta a história da família Austen. Ele é um autor que consegue passar a história, mas que não tem a habilidade de tornar ela muito atrativa. Nada que impeça a leitura, mas que nas mãos de um autor mais habilidoso, seria melhor utilizado.

Para os fãs, é um oportunidade de ver Jane Austen sobre outro ângulo, e para quem ainda não conhece, é bom começo para explorar um pouco a vida de Miss Austen.

O único ponto ruim, é que apesar de ser sobrinho da autora, e de ter um grande conhecimento sobre a sua vida, Miss Austen ainda continua um mistério. E essa que vos escreve, ainda continua querendo descobrir mais sobre ela.

This is very sad, indeed!

Fanny Ladeira

James Edward Leigh-Austen é o sobrinho de Jane Austen. A decisão de escrever uma biografia sobre a escritora, partiu da própria família, que queriam montar um registro mais preciso sobre a inglesa. Publicado orginalmente em 1869, o livro até hoje segue como um guia para conhecer mais sobre Miss Austen.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

0

Especial Jane Austen: Bicentenário de Razão e Sensibilidade

0 comentários

eBook_389_32723 

Alguns de vocês vão olhar para o nosso tema do especial, e pensar: "Mas você já falou sobre isso!" ou "Jane Austen de novo?". Ok, eu admito que poderia ter tirado o especial, para falar de outro escritor, tem tantos ótimos, então porque novamente falar de Jane Austen?

Confira o nosso especial do ano passado!

Mas tenho uma boa resposta para isso! Quando eu li Orgulho e Preconceito, não poderia imaginar o que isso faria com a minha vida.

Não poderia imaginar que ficaria fascinada pela estória, narrativa, personagens e etc. Virou o meu livro favorito. Anos depois, a vida de Jane Austen, as suas outras novelas, me atingiram e PRONTO!

A admiração que eu sentia por essa escritora inglesa que viveu entre 1775 e 1817, virou uma obsessão! Sim, obsessão.

Sempre quero ler mais sobre ela, sempre estou atrás de novidades e conhecer mais ainda sobre o seu tempo, para tentar entender de alguma forma.

Essa minha 'obsessão', vai evoluindo porque nunca poderei ter as minhas repostas para várias perguntas, perguntas que só Jane poderia responder. Por exemplo: tinha uma imagem de Emily Giffin, autora de Questões do Coração e O noivo da minha melhor amiga. Talvez pelo tom mais forte de seus livros, acredita que era um tipo de pessoa, baseado no que eu lia dela. Mas ao conhecê-la, vê-la responder as perguntas e descobrir alguns detalhes da sua vida pessoal contadas por ela própria, a imagem se desfez, e hoje tenho uma imagem completamente diferente dela. JaneAustenSilhouette

E era esse contato que queria poder de alguma forma desenvolver, mas que por razões obvias nunca conseguirei. E aí a obsessão continua e cresce cada dia mais.

Mas tirando essa parte de ser totalmente maluca, tem muito material!

Não consegui falar nem da metade do que gostaria, e tenho quase certeza, que vai sobrar material para muitos especiais ainda.

E terceiro, esse ano é o Bicentenário do lançamento de Razão e Sensibilidade, os fan sites do mundo inteiro já estão fazendo (ou fizeram) matérias específicas desde março, e lógico que o O Restaurante do Fim do Universo, não poderia ficar de fora.

Teremos vários posts específicos sobre Razão e Sensibilidade, mas vai ter espaço para falar dos outros livros também.

O especial começa sábado, dia 10 e vai até o dia 16, sexta-feira, dia do nascimento de Jane.

Espero contar com a participação (e comentários!) de todos!

Fanny Ladeira

sábado, 3 de dezembro de 2011

0

Resenha: O Segredo do Vale da Lua

0 comentários

Elizabeth Goudge - O Segredo do Vale da LuaLivro: O Segredo do Vale da Lua

Autora: Elizabeth Gougde

Editora: Martins Fontes

Nota: 2,5 estrelas

A jovem órfã Maria Merryweather chega ao Vale de Monacre, onde passará a morar no solar de um velho parente. Sobre aquele lugar paira a sombra da memória da Princesa da Lua e do misterioso cavalinho branco. Ao tentar decifrar sua história, Maria se vê envolvida numa intrincada rixa de família. E ela resolve devolver a paz e a alegria a todo o maravilhoso vale.

“Estávamos ficando muito velhos para aquelas brincadeiras de criança”,me respondeu ele. “Você se aborreceria com elas, e assim que começasse a se aborrecer, deixaria de acreditar em mim.”

Eu vou revelar que me encantei por esse livro pela capa e pelo título, e encontrar a recomendação de Rowling na capa fez o meu interesse aumentar ainda mais. Então, sem nunca ter ouvido falar da estória, ou da autora, resolvi embarcar nessa aventura.

E acredito que gostei mais, exatamente porque as expectativas não eram tão altas assim, já que o livro passa longe de fazer jus, aos outros livros de literatura fantástica inglesa que já li.

A estória é interessante, mas mistura muito realidade, sonhos e fantasias, tanto que chega uma hora, em que não é possível definir o que é o que. Apesar disso, temos uma personagem principal encantadora, aparições secundárias incríveis que fazem a curiosidade para saber o que acontece aumentar a cada página. Assim como Maria, você quer saber os detalhes da vida de cada um.

Entretanto, as particularidades da estória não é o suficiente para desviar do maior problema do livro, a narração.

“O mar! Pela primeira vez na vida, Maria via o mar. Seu coração disparou, e suas bochechas ficaram ruborizadas. Estava contente agora de não ter visto o mar no dia em que encontrará Serena.

Era melhor vê-lo pela primeira vez assim, a distância. As melhores coisas da vida são vista pela primeira vez a distância.”

Eu não sei se foi alguma dificuldade com a tradução, ou se o texto original é assim mesmo, mas a estória não flui tão bem como deveria, e em alguns momentos se torna até confusa e fora de curso, por causa disso.

Como disse antes a fantasia toma conta, e é bom esperar soluções mirabolantes e planos estranhos, que em alguns momentos tiram a beleza do texto por serem 'estranhos demais'.

O livro é bom, e merece ser lido principalmente para os amantes da literatura fantástica inglesa, e porque, por trás da sua estória, trás lições importantes e bonitas, como a importância da fé, do perdão, da compreensão.

É um livro para pessoas que leem e pensam: "Um coelho saindo da cartola? E agora pra onde ele vai?" e não para quem lê pensando: "Um Coelho? Saindo de um cartola? Que coisa de maluco!!!"

Fanny Ladeira

EElizabeth_Goudgelizabeth Goudge (1900 – 1984) é escritora inglesa, cresceu com um pai que era professor de teologia, e devido ao prestígio dele, teve a oportunidade de estudar em colégios importantes. Nem todos os seus livros tiveram um sucesso imediato, mas O segredo do Vale da Lua, não está nesta lita, e já foi lançando anteriormente no Brasil, com o título de “O cavalinho branco”. Escritores importantes, como J.K. Rowling, já revelaram que cresceram lendo e amando os livros de Goudge.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

0

Sessão Cinema no Restaurante adiada

0 comentários
Olá pessoal,


Infelizmente, essa semana não será possível postar a coluna Cinema no Restaurante.

Minha programação estava seguindo bem, até que um cabo em algum lugar do Brasil estourou, e me deixou com a internet mais lenta do que dos meus tempos de internet discada.

Para ter idéia, nem o google eu conseguia carregar direito. Os únicos sites que abriam normalmente eram o Facebook e o Twitter. =/

Sendo assim, muita coisa que tinha planejado ficou para trás, e no momento, a sessão foi o que resolvi sacrificar para conseguir colocar em ordem o que preciso.

O blog vai entrar no clima natalino, e na próxima semana começamos o nosso segundo especial sobre Jane Auten, em comemoração pelos 200 anos do lançamento de Razão e Sensibilidade. Por isso, peço que possam entender o que tive que fazer.

De qualquer maneira, o filme para a próxima semana continua o mesmo, e caso fique algum filme natalino de fora, faço uma sessão extra.

Próxima sessão: Anjo de Vidro

http://www.youtube.com/watch?v=XfwW3w-vsvM&feature=related


Obrigado a todos,

Fanny Ladeira