segunda-feira, 6 de junho de 2011

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Resenha: Piloto de Guerra

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Livro: Piloto de Guerra

Autor: Antoine de Saint-Exupéry

Editora: José Olympio Editora

Nota: 5 estrelas

Esse livro, não é uma novela nem um poema. É a paisagem interior de um homem nascido para ver o mundo de cima para baixo, implantado naturalmente num céu terrestre para quem as luzes da cidade são como as estrelas que brilham no céu para o comum dos mortais.

Muito conhecem, Saint-Exupéry, escritor do clássico infantil que serve para todas as idades, O Pequeno Príncipe.

Mas poucos conhecem, uma outra parte desse gênio, que escreveu um livro que encantaria pessoas durante a vida inteira. Essas mesmas pessoas, tendem a dar as suas costas para os outros livros do autor, que focam mais na sua outra profissão: a de aviador.

Neste, escrito durante a 2° Guerra Mundial, Exupéry conta detalhes sobre a sua vida como Capitão Saint-Exupéry, e os perigos que ele corria ao tentar defender o seu país da ocupação Nazista ( Exupéry é francês).

O livro, muito bem escrito, não apega em detalhes técnicos, e é uma leitura proveitosa, até para quem nunca subiu em um avião. A fascinação de Saint-Exupéry pela sua profissão, e a certeza de que apesar de perigosa, cada missão era necessária. O livro narra várias etapas e provações, que ele e a sua equipe, passarão.

Adoro ler um bom livro de um autor e me encantar, mas amo quando leio um outro livro dele, que consegue ser melhor! Dá uma sensação de renovação e confiança no trabalho do mesmo, fora de série.

E com Piloto de Guerra, que a melhor obra do autor não reside em O Pequeno Príncipe, e sim nessa obra atípica, bela e real.

"Sacrifício não significa uma amputação, nem penitência. É essencialmente um ato. É uma dádiva de nós próprios, ao ser de que nos reivindicamos. Só conseguirá compreender o que é uma propriedade, quem lhe tiver sacrificado uma parte de si próprio, quem tiver lutado para salvar e sofrido, para lhe dar beleza. Nessa altura, ganhará amor à propriedade. Uma propriedade não é um somatório de interesses: esse é o grande erro. É o somatório das dádivas.”

Infelizmente Saint-Exupéry foi um dos que tiverem que sacrificar a sua volta por um bem maior. Ao levantar voo para uma missão, ele foi abatido, e durante décadas nem a localização de seu avião era conhecida.

Em 2004, foi encontrado os destroços do seu avião no fundo do mar, perto da costa francesa, mas o seu corpo nunca foi encontrado. Gosto de pensar que O Pequeno Príncipe, resolveu o levar na calda de um cometa para ver de perto as estrelas, que ele tanto adorava.

O DIA ‘D’

Dia D

Hoje comemoramos o Dia D.

Para quem fugiu da escola no dia dessa aula, O Dia D, foi o o Dia da Decisão, o dia em que tropas do mundo inteiro, decidiram atacar os Nazistas.

Usando o Canal da Marcha como acesso, os países aliados conseguiram colocar 150 mil soldados dentro do continente Europeu, e junto com as tropas, foi possível enviar tanques e armamentos.

Os soldados alemães foram pegos de surpresa, eles sabiam do ataque, mas não sabiam onde e nem como ocorreria.

O dia ficou para sempre na lembrança de todos, porque marcou o inicio do fim, da 2° Guerra Mundial.

Cerca de 12 mil soldados foram mortos, durante a invasão.

Abaixo vocês podem ver com detalhe, em vermelho, a marcação da ordem nos registros militares, sobre o Dia D.

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Esse livro fica exposto, no Museu dos Invalidez, que tem a coleção de armaduras, documentos, e roupas das guerras que os franceses tiverem que lutar. Começando pelas Cruzadas, e chegando nos diversos itens expostos sobre a 2° Guerra Mundial. Quem tiver oportunidade, vale uma visita!

Se você quer saber mais sobre o Dia D e a 2° Guerra Mundial acesse http://www.segundaguerramundial.com.br/sgm/

Ou se você prefere ver um filme, uma boa dica, é O Resgate do Soldado Ryan, que mostra com detalhes ( muitos detalhes) o ataque.

Fanny Ladeira

 

antoine.de.saint-exupery_7Antoine Saint-Exupéry nasceu em 1900 em Lyon, filho de uma família de nobreza rural, ele viveu uma boa vida, apesar de ter perdido o pai aos 4 anos. Morou em Le Mans, até sair para estudar em colégio interno. Saint-Exupéry, estudaria Arquitetura antes de ingressar para a Escola Militar onde iria fazer carreira como aviador. Sua morte é datada em 31 de julho de 1944, data que o avião em que pilotava foi abatido durante uma operação militar.

domingo, 5 de junho de 2011

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A verdade sobre o YA

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Bom dia galera,

Ontem no conceituado Wall Street Journal, jornal americano que não divide a fama do NY times, mas que tem o mesmo prestigio. Foi divulgado um artigo, que é no mínimo ( mínimo) contestável.

A autora Megan Cox Gurdon, resolveu falar sobre o caminho obscuro que os livros YA (ou seja, livros direcionados para o público adolescente) estão tomando. Eu não vou traduzir o artigo inteiro, por que simplesmente não é merecedor. Se você quiser ler o artigo é só clicar AQUI.

O Mundo Real

“…Tão obscuros que seqüestros, espancamentos, incestos e violência brutal são coisas que fazem parte do que o livro fala diretamente, em termos gerais, direcionados para crianças entre as idades de 12 à 18 anos.” Tirado do artigo acima.

Eu sei. Os pais querem, acima de tudo, que os seus filhos tenham uma vida tranquila, longe de preocupações. Mas há uma clara diferença entre, dar uma vida tranquila ao seu filho, e deixa-ló alienado de todo o resto.

A violência, e os abusos que a jornalista alardeou encontrados nas YA's não são nada mais, do que vários adolescentes vivem diariamente. Seus filhos vivem em um ambiente saudável? Parabéns! Mas nem todos tem essa oportunidade.

Muitos adolescentes tem que conviver, com mortes, suicídio, violência, seja dentro ou fora de casa, e em alguns casos, até mesmo abusos sexuais. É uma realidade triste? Sim, mas é uma realidade!

Quando eu tinha 12 anos, eu li um livro nacional que se chama, Depois Daquela Viagem. No livro, a personagem depois de fazer sexo irresponsável, acaba pegando HIV, e o livro, fala muito bem sobre todas as consequências, sobre o tratamento, e principalmente sobre o preconceito que ela passava. Não é um relato sobre uma vida de contas de fadas.

Aí, vão poder falar, “Mas você era tão nova, poderia te impressionar”. E me impressionou, mas não de uma forma ruim, muito pelo contrário. Aprendi que com DST não se brinca, e que se uma pessoa tem HIV ela não precisa (e nem deve) ser margilizada.

A Influência do YA

Eu não sou mais uma adolescente. Já tenho quase os meus 23 anos.

Eu estudei a vida inteira em escola pública, tive amigos que começaram a ter relações sexuais cedo, que experimentaram drogas, que já gostavam de beber com 14 anos, todos os tipos de colegas que os adolescentes tem em sua volta.

Não fui a número 1°, mas me esforçava. Não passei em federal, mas consegui bolsa para faculdade. Terminei a minha faculdade no tempo certo, sem nenhum percurso, e já trabalho desde a idade permitida.

Eu nunca nem experimentei drogas, e não gosto de nada com álcool.

Não que eu esteja falando que é ruim, mas é quem eu sou, e olha só! Li YA durante a minha adolescência inteira! Que coisa, não?

As pessoas, os parentes, os pais, tendem a colocar a culpa do comportamento dos filhos em tudo. Nos livros, nos filmes, nos jogos, mas honestamente a culpa está no ambiente que o adolescente vive, e na capacidade do adolescente se abrir com alguém.

Em casa, sempre tive liberdade para conversar sobre tudo. Pude perguntar tudo o que queria saber sobre sexo para os meus pais, sem que a minha mãe tivesse um ataque do coração. Nunca fui proibida de ler nada, nem mesmo o “cruel”, Harry Potter.

Ao contrário, vendo a minha fascinação, meu pai resolveu ler também. Ele não fez comentários sobre as bruxarias, ele só me falou, que Harry estava sonhando com tudo aquilo para fugir da realidade que ele tinha que enfrentar dentro da casa dos tios. Interessante, não?

Em nenhum YA, há mensagens subliminares. Não há escondido dentro do livro, uma parte que o autor escreve “ depois que terminar de ler esse livro, vá lá, e faça sexo com o primeiro menino que aparecer”.

Não me lembro, de um livro sequer falando que bebida alcoólica era boa. Nenhum.

Até mesmo, o “Super Violento” como a Mrs.. Gurdon citou Jogos Vorazes, não tem nada de influenciador. Nele, a única coisa que Suzanne Collins é mostrar um futuro mais violento, nada mais que isso.

Há cenas fortes, mas nada que supere ao que a própria história do mundo já causou. Você sabia que na época das Cruzadas, foi organizada uma Cruzadas das Crianças?

Você sabia que nos Campos de Concentração durante a 2° Guerra Mundial, as crianças eram mortas em câmeras de gás, assim como os adultos?

Então não podemos recomendar “O Diário de Anne Frank” para nenhum adolescente, é isso? Porque tem violência, abusos, mortes e espancamentos?

YA SAVES

Sabe o que eu mais influenciada, lendo os livros da Série Harry Potter? Eu queria ser inteligente como a Hermione.

Os livros sempre foram meu porto seguro, e os YA sempre estavam no topo da lista. Quando os pais brigavam e você tinha ficar escutando tudo aquilo.

Quando os irmãos são uns chatos é só fazem te criticar, é só virar e ler ali, que os irmãos são chatos em qualquer lugar.

Quando a sua melhor amiga pisa na bola, diversas vezes, e você fica sofrendo, ainda bem que tem um livro ali.

E principalmente, quando aquela angústia bate, e todos aqueles sentimentos confusos, fortes e tão secos batem na porta, é tão bom ter um livro, que você pode recorrer.

YA Saves, não tentem negar isso. Não tentem fazer de contas que não passaram por isso. Passou, todos passaram.

Bullyng, anorexia, bulimia, pressão dos amigos e da sociedade para serem perfeitos. É muita coisa para um adolescente assimilar e conseguir viver bem.

Li um monte de Tweets falando que o YA ajudou a perceber que não precisamos ser perfeitos. Isso é tão verdadeiro.

Obrigado autores por pensarem nos jovens, por pensarem nos problemas, nas cobranças e na bagunça que a cabeça fica.

Obrigada por serem os amigos silenciosos, que nós ajudam!

Obrigada, Obrigada YA books!

Fanny Ladeira

sábado, 4 de junho de 2011

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Resenha: Pequena Abelha

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pequena_abelha  Livro: Pequena Abelha

Autor: Chris Cleave

Editora: Intrínseca

Nota: 5 Estrelas

Na capa do livro, a orientação da editora, no caso a Editora Intrínseca, é não revelar nada sobre a estória, e pede para caso recomendarmos esse livro para alguém, mantermos o mistério e a expectativa.

Como já faz algum tempo que esse livro foi lançado, e sei que algumas pessoas já podem ter lido, mas sei também que muitas ainda não tiveram a oportunidade, por isso vou seguir a orientação passada e revelar somente o necessário.

Fica difícil fazer a resenha, e não poder contar a estória, mas vou topar o desafio.

Em Pequena Abelha, ou Little Bee no original, escrito pelo inglês Chris Cleave, somos apresentados a personagem principal, que empresta seu nome para o título do Livro. Pequena Abelha, é uma refugiada da Nigéria, que há dois anos, mora em um Centro de Detenção para Imigrantes da Inglaterra.

Fugindo de muitos males, e tentando se reencontrar com uma pessoa importante da sua vida, ela vive entre as paredes do centro, tentando aprender os costumes da terra da Rainha, e tentando adivinhar quando ( e se) irá sair dali.

Na mesma cidade, e com vidas separadas, somos apresentadas a Sarah, uma mãe suburbana, que divide o seu tempo entre cuidar de uma revista feminina de grande circulação e tentar lidar com o suicídio do seu marido, Arthur, e tem que enfrentar a dificuldade, em fazer com que o seu filho, Charlie, se distancie do mundo da fantasia, e consequentemente da sua roupa de Batman.

“A morte, claro, é um refúgio. É para onde você vai quando um nome novo ou uma máscara e uma capa não conseguem mais escondê-lo de si mesmo. É para onde você corre quando nenhum dos principados da sua consciência lhe concede asilo.”

O mundo das duas não poderia ser mais diferente, mas elas já se cruzaram um dia, e irão se cruzar de novo.

Pequena Abelha, é um livro que aborda muito amplamente as dificuldades dos imigrantes, até mesmo aqueles que fogem de situações completamente violentas. Em um mundo civilizado, somos alheios a todos que precisam de ajuda.

E uma parte do livro, um dos personagens é questionado se não devemos ajudar os outros, ele responde que sim, mas desde que não afete as nossas vidas. Assim fica fácil, né?

O livro é maravilhoso, e nós coloca no nosso devido lugar. Somos parte de uma sociedade como um todo, cabe a nós correr atrás para que possamos viver em um mundo melhor, e Pequena Abelha ( a personagem) e a personificação de uma pessoa, que vale a pena lutar.

Nem todos somos santos, nem sempre estamos certos, mas também nem sempre estamos errados. Somos todos seres humanos, e esse livro abre a nossa mente essa verdade e para várias outras questões.

O livro só não ganhou um Selo de Excelência, porque o final ficou muito aberto, quer dizer você sabe o que acontece, mas o autor quis dar uma roupagem mais filosófica para as cenas finais, enquanto eu esperava um relato mais seco, para poder dar um impacto melhor.

E dentro das 272 páginas, Cleave ainda encontrou tempo para escrever sobre uma das minhas bandas favoritas:

“ Na minha primeira semana no centro de detenção, o U2 também era o número um lá. Isso é uma coisa interessante sobre este mundo, Sarah. Ninguém gosta de outros, mas todos gostam do U2.”

Tenho que concordar com isso.

Super Recomendo!

 

Fanny Ladeira

 

Chris-CleaveChris Cleave tem 36 anos e mora em Londres com a sua mulher e seus dois filhos. Ele já foi barman, professor, instrutor de navegação e jornalista. Seu primeiro livro publicado foi Incendiary, mas foi com o lançamento de Pequena Abelha, que ele conseguiu um lugar destaque nas listas dos mais vendidos.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

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Cadê a Coluna que fala de cinema?

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Olá pessoal!

Quem acompanha o blog sabe que toda semana, ás Sextas, posto a coluna Cinema no Restaurante.

Mas já faz algumas semanas que ela não dá a cara, porque?

Bom, apesar de gostar de falar de filmes desconhecidos, e que pode ser difícil de encontrar, não gosto de falar de filmes que nem eu consigo encontrar a distribuidora no Brasil.

Pois é, há algumas semanas, assisti a um filme maravilhoso, e ia falar dele aqui, mas advinha só? Não consegui encontrar nem um trailer decente no Youtube dele. Triste? Sim, muito!

Fiquei tão abobalhada que fui esticando a publicação da coluna para colocar esse filme, mas com isso fui atrasando a coluna em si.

Portando, vou pular esse filme, e volto nele quando tiver encontrado alguma coisa mais concreta sobre ele.

Essa semana, ainda continuamos sem a Coluna, mas semana que vem ela volta com força total e vamos falar de um filme ótimo que revelou uma penca de talentos da nossa geração. Qual? Aqui vai uma pequena dica…

Próxima Sessão: 10 Coisas que odeio em você

Esse filme marcou a minha adolescência, e vou aproveitar que semana que vem é final de semana do Dia dos Namorados, e estarei sozinha, para falar tudo sobre esse filme.

Vamos falar do filme em si, e da carreira de metade do elenco que deslanchou, prepare para rir e chorar.

Beijos e Até semana que vem!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

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Resenha: Os Homens que não Amavam as Mulheres

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os-homens-que-nao-amavam-as-mulheres-stieg-larsson Livro: Os Homens que não amavam – Millennium 1

Autor: Stieg Larsson

Editora: Companhia das Letras

Nota: 4 Estrelas

Os homens que não amavam as mulheres é um enigma a portas fechadas - passa-se na circunvizinhança de uma ilha. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada - o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Ou ser morta. Pois Henrik está convencido de que ela foi assassinada. E que um Vanger a matou.

Quase quarenta anos depois, o industrial contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra o financista Wennerström, preocupa-se com a crise de credibilidade que atinge sua revista, a Millennium. Henrik lhe oferece proteção para a Millennium e provas contra Wennerström, se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Mikael descobre que suas inquirições não são bem-vindas pela família Vanger, e que muitos querem vê-lo pelas costas. De preferência, morto.

Com o auxílio de Lisbeth Salander, que conta com uma mente infatigável para a busca de dados - de preferência, os mais sórdidos -, ele logo percebe que a trilha de segredos e perversidades do clã industrial recua até muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet. E segue até muito depois.... até um momento presente, desconfortavelmente presente.

Eu já tinha ouvido falar dessa série a muito tempo, mas nunca surgiu uma oportunidade e nem um grande interesse da minha parte por ela. A única coisa que sabia de concreto é que a protagonista era uma menina cheia de piercings e tatuagens, e que lutava contra os abusos sexuais dos homens.

Ou seja, apesar de passar perto de alguns aspectos do livro, como o fato de Lisbeth, realmente ter o corpo coberto de tatuagens e piercings, eu peguei esse livro sem saber muito de nada, o que contribuiu para uma leitura mais limpa e com baixas expectativas.

Não que o livro, não possa ser qualificado como uma grande surpresa, ou uma ótima obra, pelo contrário.

Larsson, conseguiu montar uma obra magistral, que prende o leitor desde o começo, você simplesmente não consegue largar o livro, e nas vezes que o deixa de lado, a estória roda pela a sua cabeça, até o momento que você volta de novo a leitura.

Os mistérios, os personagens e até mesmo a temática, que aborda de abusos sexuais, passando por politicas econômicas, espionagem corporativa, não deixa o livro sobrecarregado.

Sim, é uma leitura intensa, mas é possível perceber o porque de cada assunto abordado e a sua ligação com a estória toda.

Os protagonistas Mikael e Lisbeth são personagens interessantes, principalmente Lisbeth, que chega para derrubar qualquer teoria sobre aparências.

Mas foi justamente nos protagonistas, que senti o ponto fraco do livro. Os dois parecem tão desligados de qualquer moral de comportamento e padrão, que fica difícil definir o que eles são.(talvez fosse essa a ideia do autor?)

Lisbeth, já fica claro que sofreu algum trauma de infância ou qualquer coisa do tipo, mas a única coisa aparentemente normal na sua vida, é um raro contato com a mãe, e no final do livro temos mais dúvidas sobre ela do que antes.

Já Mikael, pelo visto só é bom em escrever artigos e em sexo, já que todas as mulheres interessantes que aparecem mais de dois capítulos no livro se jogam para cima dele, o que faz sentido terem escalado Daniel Craig para a versão para o cinema dos livros.

Não recomendo essa leitura para menores de 16 anos, e se resolverem ler, por favor, leiam com cuidado, há muitas cenas fortes e até mesmo doentias, portanto fica aqui o meu alerta.

E para o resto, uma ótima leitura!

Fanny Ladeira

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Nasceu em Skelleftehamn, na Suécia, em 1954. Foi um dos mais influentes jornalistas e ativistas políticos de seu país e trabalhou na destacada agência de notícias TT. À frente da revista Expo, fundada por ele, denunciou organizações neofacistas e racistas. É co-autor de Extremhögern, livro sobre a extrema direita em seu país. Por causa de sua atuação na luta pelos direitos humanos, recebeu várias ameaças de morte. Em 2004, aos cinqüenta anos, pouco após entregar aos seus editores a trilogia Millennium, morreu, vítima de um ataque cardíaco.

*Sinopse e resumo do autor tirado do site da Companhia das letras

sábado, 28 de maio de 2011

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Resenha: Destino

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Livro: Destino - Série Matched
Autora: Ally Condie
Editora: Suma das Letras
Nota: 2 estrelas

readLeia um Trecho

Cassia tem absoluta confiança nas escolhas da Sociedade.

Ter o destino definido pelo sistema é um preço pequeno a se pagar por uma vida tranquila e saudável, um emprego seguro e a certeza da escolha do companheiro perfeito para se formar uma família.

Ela acaba de completar 17 anos e seu grande dia chegou: o Banquete do Par, o jantar oficial no qual será anunciado o nome de seu companheiro.
Quando surge numa tela o rosto de seu amigo mais querido, Xander - bonito, inteligente, atencioso, íntimo dela há tantos anos -, tudo parece bom demais para ser verdade.

Quando a tela se apaga, volta a se acender por um instante, revelando um outro rosto, e se apaga de novo, o mundo de certezas absolutas que ela conhecia parece se desfazer debaixo de seus pés.

Agora, Cassia vê a Sociedade com novos olhos e é tomada por um inédito desejo de escolher. Escolher entre Xander e o sensível Ky, entre a segurança e o risco, entre a perfeição e a paixão. Entre a ordem estabelecida e a promessa de um novo mundo.

Quando decidi ler Destino, ou Matched no original, primeiro livro da Trilogia de mesmo nome, lançado pela Suma das Letras no Brasil, as expectativas em torno desse volume estavam muito altas. Foram tantas resenhas, comentários e ti-ti-ti sobre essa série, que mesmo tendo feito uma promessa de ficar um pouco longe de séries literárias, não resisti e resolvi ler.

Destino, tem uma estória incrível, e uma idéia muito ( muito mesmo) boa, o livro realmente tinha tudo para se tornar, uma ótima leitura, fã da série Jogos Vorazes e Feios, mal podia esperar pela oportunidade de ler outras séries distopias, mas me peguei tendo dificuldade para até mesmo terminar de ler, e mesmo quando faltava pouco para o final, estava desaminada com a meta de acabar logo.

Como disse, o livro tem sim, uma estória muito boa, e Condie, tem uma longa carreira como escritora, se tiver sempre boas ideias como essa, só que não consegui me encantar com o livro.

Cassia, é inteligente e está disposta a quebrar algumas regras da Sociedade - como é chamado o governo -, entretanto fiquei com o sensação que é mais uma rebeldia sem causa, do que uma resolução própria de mudança. Sim, ela começa a questionar vários pontos da Sociedade, e alguns são bem válidos e interessantes, como a morte em uma determinada idade, e algumas artimanhas da Sociedade para controlar a vida da população.

Apesar de ter todas as suas atitudes serem de boa vontade, fiquei um pouco atrás, já que tudo que ela quer fazer se resume apenas, em conseguir dar liberdade ao seu amado, Ky.

E aí, chego em outro ponto que não gostei. O sistema de Par, criado pela Sociedade, é no mínimo cruel, já que você tem que se casar com a pessoa que aparece na tela, mas enquanto a maioria tem que casar com pessoas que nunca conheceram, Cassia tem como o seu par o seu melhor amigo e pequeno amor, Xander.

Ou seja, ao contrário de todos, Cassia tem a oportunidade de ficar com quem ela sempre quis. Mas, não! Como apareceu na tela a foto de outro garoto, outro garoto que ela, praticamente nunca conversou, tudo muda de figura e ela simplesmente esquece de Xander, e vai atrás de Ky. Em um momento de confrontação Xander chega a falar para

Cassia "Apareceu os nossos dois rostos, mas você preferiu ver só Ky."
Não que Cassia, demonstre ter uma conexão muito grande com nenhum dos dois. Falta química, falta aquela vontade de torcer por qualquer casal, seja Cassia e Ky ou Cassia e Xander.

Ainda não desisti da série e pretendo ler a continuação, Crossed, que será lançado no final do ano.

Entretanto, para mim, a Série Matched, já começa com um pé esquerdo.


Fanny Ladeira


AllCondie._V200580265_ Ally Condie era professora de Inglês em uma High School, ela mora em South Lake City ( todas as escritoras mora lá, né?) com o sue marido e três meninos. Ela mantém um blog que atualiza duas vezes por semana, onde fala de seus eventos, livros e um pouco da sua vida. Acesse e conheça um pouca dessa autora: Http://www.allysoncondie.com/