quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

0

Especial Jane Austen: Explicações!

0 comentários
Olá Pessoal!

Eu sei, eu sei! O Especial iria do dia 10 até o 16 então porque não teve postagens todos os dias?

Apesar de sempre se referir a "Nós", não existe nós aqui, é só a Fanny cuidando de tudo, e acontece de ter semanas muito turbulentas no trabalho, e essa, foi uma.

Mas não temam, só teremos um pequeno desvio, ao invés de terminarmos hoje, manterei o Especial até domingo, e ainda tem tanta coisa!

Amanhã vamos falar de Jane Austen no Cinema e na TV e uma super resenha do meu livro favorito de todos os tempos, Orgulho e Preconceito.

Sábado, é o dia da resenha de Razão e Sensibilidade e uma olhada nos costumes da epóca.

E para encerrar, vai uma analise da influência de Jane e o que ela representa para nós, se conseguir terminar até lá, também vai ter a resenha de Emma.

A Promo de Top comentárista valendo um DVD de Orgulho e Preconceito ou Amor e Inocência continua!

Vale comentar sobre a resenha, escrever a sua própria opinião sobre o assunto, incitar discussões e revoltas!

As meninas vieram comentar bastante, e se continuar assim vamos conseguir manter a Promo!( os comentários nesse post não valem para a contagem, mas podem comentar!)

Aniversário

Se fosse viva, ela seria a mulher mais velha do mundo, mas ainda assim hoje seria o aniversário de 235 anos de Jane Austen.

A 235 anos, em uma época sem internet, telefone, twitter e blog, nascia a escritora que mais me influenciaria.


Parabéns Jane, aonde você estiver!


Fanny Ladeira
2

Resenha: Persuasão

2 comentários

Livro: Persusão
Autora: Jane Austen
Editora: Wordsworth Editions
Nota:2,9 Estrelas

Anne Elliot é um menina de 19 anos, que se apaixona por uma incrível rapaz, Frederick Wentworth, mas ele é pobre e por isso um casamento seria muito insatisfatório para a família, depois de ouvir os conselhos de uma querida amiga e vizinha, Lady Russell, ela resolve terminar com Wentworth.

Magoado ele vai embora, porém 7 anos depois, já com 27 anos e ainda solteira, Anne Elliot começa a ser um fardo para a família, o pai tentado manter as aparências muda para outra cidade, indo morar em uma casa relativamente menor e pondo a sua casa para alugar.

Anne vai morar com a outra irmã na mesma cidade e acaba descobrindo que quam alugou a casa foi a irmã de Wentworth, agora Capitão Wentworth, que durante esses anos acumulou posses e status. Anne agora terá que enfrentar frente-a-frente as suas decisões.

Eu li esse livro a alguns anos, e é o único de Jane que li somente uma vez e não porque ele seja ruim, mas a minha edição é inglês e vem mais 5 livros junto, quer dizer, o livro é enorme. Sério! Dá para matar uma pessoa com ele.

É tão revoltante perceber, o quanto os conselhos das pessoas só fazem com que Anne seja afastada de quem ela realmente ama. Mas vamos se pensar que a estória se passa no século 18, e claro nessa época outras coisas, fora o amor, eram levadas em conta na hora de se selar um matrimonio.

Mas no caso de Anne esse pequeno empurrão na direção considerada "certa" afasta ele do homem que ela mais ama e que ama ela do mesmo jeito. Quando Wentworth volta, e os primeiros momentos dos dois, dá para perceber que o ressentimento de Wentworth é muito grande.

O que mais me deixa revoltada nessa estória toda, é que enquanto um morria de amor de um lado, o outro fazia a mesma coisa do outro lado, sem saber da dor de cada um.

Sem querer estragar nada pra ninguém, tem uma cena em que Wentworth explica para Anne, que além de tudo, ele ficou muito magoado por perceber que uma menina tão inteligente e centrada pudesse seguir os conselhos dos outros.

Como disse, entendo o lado dos dois, principalmente o de Anne, ainda nova e tentando que fazer uma escolha que podia magoar a sua família, porém a sua decisão fez dela uma pessoa infeliz, e aí a coisa pega!

Segundo relatos, Jane escreveu esse livro para a sua sobrinha mais querida, Fanny ( ahhhh que nome mais lindo!!!), que estava em um longo noivado com um e não queria persuadir a sobrinha de forma erronea, na verdade de nenhuma forma.

Porém com esse livro, Jane quis mostrar é a faz parte das pessoas essa persuasão, embora ela possa ser feita de forma certa ou errada. Durante a narrativa, Jane tenta mostrar isso de diversas formas.

No final, para o bem ou para o mal, a uma boa conversa entre Anne e Wentworth que deixam várias coisas claras, porém só isso será o bastante em relação aos 7 anos distantes e as decepções vividas?

O livro

Persusão, foi escrito em 1816, um ano antes da morte de Jane e foi publicado logo após a sua morte, alguns historiadores clamam que o nome que Jane tencionava dar para o livro era, "The Elliots", porém como o livro foi publicado póstamente, foi a família que decidiu o nome.

Persuasão já foi publicado no país.


Fanny Ladeira
1

Especial Jane Austen: As Guerras de Jane

1 comentários


Desde o momento que terra esfriou, e no fim com os macacos descenram da árvore, a história de rivalidade entre Ingleses e Britânicos, começou.

Durante décadas, essas duas potências mundiais duelaram e perderam várias vidas, por causa de ouro, posses e claro, Poder.

No tempo de Jane, essa realidade não era diferente, muito pelo contrário, durante parte da sua vida, os países viviem em estado de tensão, porém talvez por uma decisão tomada com o intuito de realmente afastar os seus leitores de toda a preocupação com as batalhas, é citado muito pouco disso nos livros.

É Persuasão, o livro com mais finco nesse assunto, e mesmo assim ele não pode ser considerado nem um pouco político, na verdade a única referência é que o mocinhom faz parte da Marinha.

Em 1807, houve até mesmo uma tentativa de invasão, por parte dos franceses. Ainda no século 18, a divisão mais cobiçada era uma posição na Marinha, mas se engana que qualquer pessoa conseguisse encontrar um lugar dentro de um regimento.

Era necessário até mesmo nesse caso, ter uma posição social, para conseguir destaque e crescer dentro do regimento, mas devido as inumeras perdas, havia lugares disponíveis para quase todos, desde que estivessem dispostos a fazer qualquer coisa.

Jane também conheceria ( não, pessoalmente) o maior líder francês, Napoleão Bonaparte, e acompanharia todas as fases das guerras Napoleônicas e as inumeras batalhas travadas, inclusive a mais famosas dela, a Batalha de Trafalgar, em 21 de Outubro de 1805, quando as forças francesas queriam tentar invadir a Inglaterra através de um pequeno cabo ligando aos países Ibéricos.



Devido a uma estratégia montada pelos ingleses, a tomada foi impedida e Napoleão sofreu muito com essa perda e começo a invadir outros países, como Portugal, e fazendo com que a família real Portuguesa, saíse de lá e viesse para o Brasil.

Jane, pode ser considerada uma grande admiradora dos Oficiais Ingleses. Em todos os seus livros a alguma referência e personagem importante, como o Sr. Wickman em Orgulho e Preconceito qu pertencia ao Exército e o mocinho de Persuasão, Captain Frederick Wentworth.

Também não é de admirar, com a Marinha mais antiga e bem equipada, esse regimento é o mais admiravel, e durante a Segundo Guerra Mundial, foi o líder nessa área, e essa modernização e elevação foi conquistada na época de Napoleão, na época de Jane.

Fanny Ladeira

domingo, 12 de dezembro de 2010

6

Especial Jane Austen: Resenha - Mansfield Park

6 comentários
Livro: Mansfield Park
Autora: Jane Austen
Editora: Penguin Classic ( minha cópia)
Nota: 3,0 estrelas

Tudo começa quando três irmãs tem casamentos distintos, a primeira se casa com um rico cavalheiro, que tem negócios no exterior, a segunda com uma cavalheiro de poucas posses, as com cuidado e sem filhos eles conseguem ter uma vida agradável. Já a terceira irmã, se casa com um pobre e para completar teve 9 filhos.

Quando elas recebem uma carta com um pedido de ajuda da irmã, Mrs Norris e Lady Bertram decidem que chegou a hora de ajudar e resolvem acolher uma das filhas da irmã, para que o seu fardo diminua. A escolhia é Fanny Price, uma menina magra, pequena e tímida, que vai morar com Lady Bertram.

Desde o primeiro momento, as filha de lady Bertram, Maria e Julia, além do menino Tom, tiram sarro de Fanny e resolvem a deixa-la de lado. Com a distância das primas e tendo que sobreviver no ambiente de Mansfield Park, Fanny acaba encontrando consolo no único primo que lhe é gentil, Edmund.

Anos se passam, e todos agora já estão adultos, porém quando o Sir Thomas, marido de Lady Bertram, resolver viajar para resolver negócios no exterior, Mansfield Park, será transformada em uma ambiente não muito familiar. Com a ajuda de um casal de irmãos, Mary e Henry Crawford, os filhos serão desviados, inclusive Edmund.

Chega a hora de Fanny fazer as suas próprias decisões, e com os olhos de uma observadora, ela conseguirá seguir o caminho certo?

Quando comecei a ler Mansfield Park não tinha a menor ideia que iria ler um dos livros mais tristes de Austen. Fanny Price ( que nome mais lindo para uma heroína!) é tão mal tratada em Mansfield que chega a dar raiva dos personagens.

Os dois irmãos Mary e Henry, trazem todo o mal pra dentro da mansão, não que ele já não esteja lá, mas ele vai ficando cada vez mais aparente, a medida que os dois vão conquistando a confiança da família, menos de Fanny, é claro. Ela desde o principio consegue perceber que existe alguma coisa de errada com os dois.

A influência dos dois é tanta, que eles conseguem fazer a família montar uma peça a ser encenada no retorno do Sr. Thomas.

Henry, até mesmo fica flertando com Maria, a prima de Fanny, que já está noiva por obrigação, ela começa a tratar o noivo de forma fria, depois da aproximação de Henry. Já Mary, joga o seu charme para Edmund, que responde de forma rápida e já fica todo animado com a companhia.

As duas tias, as primas, e de um jeito totalmente sem piedade, o próprio tio, mais para o final do livro. O único que dá mais atenção para Fanny, é Edmund, e olha que isso não é lá grande coisa.

Sim, ele dá mais atenção e tenta defender a prima sempre que pode, mas quando Mary Crawford está por perto, a prima é colocada de escanteio novamente. Sem querer estragar o final de todo mundo, mas o Edmund é o pior dos mocinhos, dos livros de Jane.

Se alguém leu e viu alguma outra coisa nele, pode até defender a sua opinião abaixo nos comentários, mas a única coisa que percebi nele é uma pessoa mesquinha e que se deixa levar facilmente... Aí alguém pode falar, mas ele foi contra muitas coisas inclusive contra a peça.

Sim, ele foi, no começo, mas só foi ser convidado para fazer um papel que seria interesse amoroso de Mary para mudar de idéia no mesmo momento, enquanto Fanny fica resoluta na sua posição.

Ele ainda por cima vem falar, dos seus sentimentos sobre Mary para a Fanny! Como diria a minha chefe, É pra acabar!

Depois há uma reaproximação de Fanny com o irmão mais velho, William, e depois com a família, que ela não tem o menor contato.

O livro tem uma estória um pouco mais forte, porém o estilo de Jane está ali, embora seja um pouco mais fechada e séria que seus outros romances. O livro se estende um pouco demais, mas nada que estrague a graça de quem quer sempre mais de Austen.

Fanny entra no hall das heroínas, com um pouco mais de recato e timidez, do que as outras, mas mesmo assim ainda tem um lugar de destaque.

Aprovado!

Fanny Ladeira

P.S.: Eu ainda preciso de mais, muito mais comentários, nos post sobre o Especial para rolar o Prêmio de Top Comentarista!
4

Especial Jane Austen: A sua Inglaterra

4 comentários


Hoje em dia, temos a acesso a diversas culturas e países e conseguimos até identificar algumas coisas que são clichês.

Mas no século 18, viajar era para poucos, e o único acesso era através de livros de relatos. Para Jane, a vida sempre foi dentro da Inglaterra e seguindo isso os seus livros acompanharam isso. Mas como que era cada cidade que Jane morou?

Será que de alguma forma esses lugares e viagens por dentro do país impressionaram ela a criar algumas cenas? Provavelmente, sim! E agora vocês poderão conhecer um pouco.

A Inglaterra de Jane



Steventon, cidade em que Jane morou durante 25 anos de sua vida, fica entre a rota de duas importantes estradas, que liga o norte á Londres. A cidade sempre foi usada para descanso durante a jornada, por isso até hoje possui diversos B&B que mantém em pé a tradição, embora hoje a jornada seja mais rápida.

A cidade mais importante perto é Oxford, porém é sabido que assim como as irmãs Bennet, Jane adorava caminhar até um vilarejo perto Popham Lane, aonde enviava as suas cartas.

A casa aonde Jane morou em uma casa, tinha 7 quartos, em possuía um pequeno celeiro, e uma cerca viva. Anos depois eles, acrescentaram uma pequena passagem que ligava a casa a Igreja, aonde seu pai era clérigo.


A casa passou para irmão de Jane, quando o pai se mudou com a família para Bath, depois da aposentadoria.

Porém alguns anos após a morte de Jane, a casa foi demolida.

O lugar da construção permanece intocado.






Porém a Igreja, que seu pai era ministro, permanece em pé até hoje.

Dentro dela há algumas relíquias da família.


Morando em Steventon, a maioria parte da sua vida, ela escrever A Abadia de Northanger, Razão e Sensibilidade e Orgulho e Preconceito.

Ela tinha uma vida social bem agitada, e manteu até o final da vida várias amizades conquistadas nesse lugar. Aqui também ela conheceria Tom Lefroy, que é considerado o grande amor da sua vida.


Estudando fora de Casa


No final do século XVIII, a educação poderia ser ministrada de três formas:

- Por uma tutora, que ensinava todas as matérias, além de também praticar outras coisas como piano, pintura e etiqueta. Os mais ricos levavam essas tutoras para morar em suas residências, e elas davam aulas para todos os filhos.

- Em um internato, que era uma escola normal, aonde a criança morava durante o ano letivo, e só voltava para a casa nas férias, e nas festas de final de ano.

- Sendo educadas em casa, a família, aproveita todo o conhecimento guardado para poder ensinar as filhas, essa tarefa era dedica a mãe, porém em alguns casos o pai e o irmãos mais velhos também auxiliavam.

Jane experimentou as três.

Quando ainda era uma criança, foi enviada junto com Cassandra, para ter aulas com uma tutora em Southhampton, nos arredores de Oxford.

Oxford era é conhecida até hoje, principalmente pela sua grande rede de intelectuais, fornecida principalmente pela Universidade de Oxford, que fica na cidade.

Nessa cidade ainda viveria, além do tempo de Austen, Lewis Carroll ( matemático formado na Universidade e autor de Alice no país das Maravilhas), J.R.R. Tolkien ( Autor da série O senhor dos Anéis) e C.S. Lewis ( Autor de As crônicas de Nárnia).

Para quem é fã da literatura fantástica, também lembra de Oxford das aventuras do livro A bússola de Dourada.

Se Jane tivesse nascido homem, ela teria sido enviada para a Universidade e com certeza teria ganhado muito dinheiro em vida com suas obras, porém o destino fez com que ela fosse privada de ter a oportunidade de ter tal educação ( não que hoje, analisando a sua obra faça muita diferença), a Universidade é citada em vários livros de Jane.

A experiência de Jane, porém em Oxford não foi das melhores, e ela teve que ser enviada para casa depois de ficar a beira da morte, assim, tanto ela, quanto Cassandra, voltaram para Steventon.



Algum tempo depois, ela foi enviada para um internato em Reading, que depois serviria de inspiração para a descrição do internato citado em Emma.



Mudança para Bath

Quando o pai de Jane, se aposentou, ele resolveu mudar de cidade e ir morar em Bath, cidade que podia atender mais as suas necessidades.

A cidade teve um impacto muito grande em Jane, já que o livro A Abadia de Northanger, se passa na cidade.

A força de Jane também ajudou a cidade a se tornar um referencial no circuito de adoradores de Austen. Todo ano em Setembro é organizado um festival, durante uma semana as pessoas são convidadas a participar das atividades totalmente caracterizadas.

A cidade também mantém um centro, sobre a sua mais famosa moradora. Para quem quer saber mais sobre o festival pode acessar: http://www.janeausten.co.uk/



Chawton

Depois de serem convidadas para morar com Edward. Jane finalmente teria a oportunidade de fazer com que Chawton virasse uma cidade turística por causa dela.

Assim como em Bath, os visitantes tem acesso a um museu, porém esse é localizado na antiga casa de Jane na cidade. Lá você encontra alguns cómodos recriando as cenas do cotidiano, além de itens como o piano de Austen, usado no filme Amor e Inocência, e vários outros itens de uso pessoal.



Winchester, a última morada



Jane foi enterrada na Catedral de Winchester, aonde permanece até hoje.

Na Catedral, que tem a forma de uma cruz, estam enterrados ainda regentes e outras personalidades.

Quando Jane, morreu foi colocada uma placa, trocada depois. A placa que permanece até hoje.

Em um das linhas se pode ler:
"O luto de todos, é em proporção ao amor por ela, que eles sabem que será irreparavél"


E aí, quem mais tá com vontade de conhecer essa Inglaterra?


Fanny Ladeira

sábado, 11 de dezembro de 2010

5

Especial Jane Austen: Resenha - Northanger Abbey

5 comentários

Livro: A Abadia de Nothanger
Autora: Jane Austen
Editora: Penguin Classics ( minha cópia)
Nota: 3,4 estrelas

Ninguém esperaria que Catherine Morland, se transformaria em uma bela dama, e que conseguiria impressionar me bailes com a sua beleza.

Mas quando ela é convidada para passar uma temporada em Bath, aos 17 anos, ela vai conhecer vários tios de pessoas, e descobrir que nem tudo que você lê nos livros, pode ser interpretado como real.

Catherine Morland, é uma heroína, mas ninguém sabe disso, nem mesmo ela. A sua família, vendo ela se comportando como um garoto durante a infância, poderia suspeitar ainda menos. Porém a medida que os anos vão passando Catherine, vai se tornando a heroína que ela nasceu para ser.

De todos os livros de Jane que já li ( estou lendo Emma e ainda não li Lady Susan), esse é de longe o que podemos, ou pelo menos temos essa impressão, de estar mais "dentro" dos pensamentos de Austen. A narrativa é fácil e gostosa, e a estória já começa de uma forma diferente, na primeira página já sabemos que Catherine será a grande mocinha do livro.

"Mas quando uma jovem dama é para ser uma heroína, a perseverança da família para acabar com isso, não vai segura-lá. Algumas coisas devem e irão acontecer, para jogar o herói em seu caminho."


Quando ela é mandada para Bath para passar uma temporada a sua vida mudará, porém por enquanto ela é só uma menina de 17 anos, que tem como referencial para a vida, os romances que ela lê. A partir deles ela cria estórias e acha que tudo é igual na vida real.

Em Bath, ela é exposta, a vários tipos de pessoas, e faz algumas amizades, as mais significativas com Isabela, que depois ficará noiva de seu irmão, e Henry e Elionor Tilney, que moram perto de da Abadia de Northanger.

Catherine e Elionor, ficam amigas automaticamente, e Elionor a convida para passar um tempo em sua casa em Northanger, animada com a leitura de "Mysteries of Udolpho" um romance gótico, que descreve a Abadia, como um lugar gótico e escuro, ela resolve aceitar a oferta. Só para se decepcionar com a descrição do livro.

Porém a imaginação de Catherine, ainda a colocará em apuros e em uma situação complicada com Henry, colocando em risco a amizade, e possível romance entre os dois.

Em um momento, Catherine, terá que enfrentar a sua imaginação, a traição de uma amiga querida, uma volta para casa desacompanhada, e até mesmo a desaprovação do Mr. Tilney, pai de Henry e Elionor, para conseguir se tornar a heroína do livro.

Afinal, grandes heroínas são difíceis de se achar, e é necessário que primeiro, elas decidam colocar o livro do lado e começar a viver a vida delas, de acordo com a realidade.

Para depois, terem a oportunidade de se tornarem as heroínas das suas próprias histórias.

Os detalhes do livro


A cidade de Bath, que é retratada em parte do livro, é a cidade que Jane se mudou junto com o pai no final do século 18.

Nas cartas que ela trocou com Cassandra durante esse período, ela demonstra que não gostava muito da cidade, mas como oferecia eletrecidade e encamento, e assim elevava a qualidade de vida de seu pai, a família morou ali até a sua morte.





Duas fotos de Bath, atualmente, mas com uma arquitetura um pouco antiga.

A cidade fica localizada no Sudoeste da Inglaterra, e é uma das cidades mais visitadas da Europa.











Mysteries of Udolpho, livro citado e usado como guia por Catherine, realmente existe e foi escrito em 1794, por Ann Radcliffe. No livro, o personagem sofre com a morte do pai, desentendimentos e um castelo mal assombrado.

Northanger, foi o primeiro livro de Jane a ser vendido, em 1803, apesar dela já ter escrito Orgulho e Preconceito e Razão e Sensibilidade, ele foi vendido por 10 £, pelo seu pai, para um editor. Quando esse livro chegou nas mãos da editora, ela decidiu não publica-lo.

Ele seria publicado somente em 1817, depois da morte da autora.

Há várias capas internacionais, abaixo você confere as mais bonitas:















Uma ótima pedida, e não tem nem desculpa, esse livro já foi lançado no país, em uma edição especial bilingue! Corre e pega o seu!

Fanny Ladeira