sexta-feira, 4 de novembro de 2011

1

Lendo e Ouvindo:The Strokes

1 comentários

Olá Galera!

The Strokes Outtakes_2011_04

   Site Oficial da Banda

Me lembro até hoje, de estar assistindo a um Programa na TV Cultura que falava sobre entretenimento (não sei dizer se é o Metrópole apesar de ser o que faz mais sentido) falando sobre o lançamento do 2° Cd da banda The Strokes. Até o momento, eu tinha sido uma ouvinte de ocasião, me embalando com Last Nite, mas não passando disso.

Não me lembro de muita coisa que falava a matéria, mas me recordo que eles falavam sobre a ‘maldição do 2° CD’ e de como o álbum fugiu disso. O álbum em questão era Room of Fire, que trás músicas como : What Ever Happened, Reptilia e 12:51.

Eu ainda demoraria alguns anos para me render a banda formada por Julian Casablancas , Albert Hammond Jr, Nick Valensi, Nikolai Fraiture e Fabrizio Moretti. Mas quando isso aconteceu, foi de uma vez. E posso até dizer, quando a simpatia virou paixão. Quando marquei a minha viagem para Paris, comecei a assistir vários filmes que se passavam na cidade. Um deles era Marie Antonieta, de Sofia Copolla.

The-Strokes-the-strokes-1555844-609-399Baixei a música que toca (What Ever Happened), depois o CD, depois outros Cd’s, até me deparar com a Discografia completa da banda. E dei muitas risadinhas internas em Versalhes, olhando aqueles móveis e itens de 1600, e tocando mentalmente ‘What ever happened’ na cabeça.

Durante a primeira passagem deles pelo brasil, em 2005 lembro que pensei na banda, mas morando em Varginha, e com 17 anos, shows internacionais era uma realidade distante para mim. E para falar a verdade, estava me lamuriando mais de perder The Killers ( seria um reflexo futuro já aflorando?)

Como comecei mesmo a acompanhar a banda em 2009/2010, o gap de tempo para o lançamento do último álbum, não foi muito grande, mas com tantas resenhas negativas nem me interessei em procurar.

Isso até sem querer, assistir ao clip de Under Cover of Darkness. E me arrepender de não ter ouvido o álbum antes. A música é vibrante e se tornou uma das minhas favoritas da banda. O clip também seria um divisor de águas na minha relação com Julian Casablanca.

the-strokesAté então, eu não achava ele remotamente atraente, bonito ou sexy. Até então. Depois de 1 minuto de clip, eu já entrava no Team Julian, o qual demorei 10 anos para me afiliar, mas agora não consigo encontrar um meio de sair. (não que EU queira!)

Não vou falar de muitas músicas porque ficaria muito extenso, mas separei as minhas Favoritas das Favoritas. E pode ter certeza que hoje ( na verdade amanhã, o show começa às 1:40 da manhã), estarei pulando, e tendo um sincope (e envergonhando a minha cia para essa aventura, a @thaisdamata do Divagando sobre a Realidade) quando estiver escutando elas ao vivo pela primeira vez.

 

Reptilla

 

 

You Only Live Once

Eu adoro a letra dessa música. Eu adoro a toque dessa música. Adoro como ela 'up'. E adoro clipe dela!

O clip é o mais lembrado da banda, porque é mais diferente e divertido.

 

 

Under Cover of Darkness

A música que me fez voltar a escutar The Strokes diariamente, é tão boa, tão boaaaa!

 

Machu Picchu

Eu não gostei dessa música da primeira vez que ouvi. Nem da segunda. Nem da terceira. Mas depois de algum tempo, eu me apixonei por ela. Me apaixonei tanto que estou torcendo para que eles toquem ao vivo. Serei recompensada?

 

Barely Legal

 

Last Nite

O primeiro contato a gente nunca esquece, né? E quando o primeiro contato envolve Last Nite, lançada há mais de 10 anos, mas ainda com a força de uma inédita, não é pra pouco.

 

 

Hard to explain

 

 

What Ever Happened

 

 

I'll try anything once

Essa é uma versão de You Only Live once, e é tão boa quanto a original. Algumas partes da letra se alteraram, o toque ficou mais lento.

Detalhe: Sofia Copolla, usou essa versão no filme Um lugar qualquer. ( eu disse que elas era fã dos caras!)

A banda tem mais diversos hits e músicas que merecem destaques, vale a pena conferir, apreciar e se apaixonar!

Fanny Ladeira

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

0

Lendo e Ouvindo: Interpol e White Lies

0 comentários

Olá Galera!

Tá faltando dois dias para o Festival Planeta Terra, e eu estou em aqui tentando agüentar o tranco…hahahahah.

Alguns dias atrás falei do The Vaccines, que não vem para o festival, e hoje falo de duas bandas distintas. Uma é uma velha conhecida que fiquei muito feliz de estar vindo, Interpol. Enquanto a outra descobri porque causa do festival, e agora estou ansiosa pelo show também, White Lies.

Interpol

interpol_street1

Site Oficial da banda

Algumas semanas atrás, listei as minhas séries favoritas na coluna Cinema no Restaurante. Uma das séries é Smallville, e justifiquei falando sobre como “(…)que marcaria um outro detalhe importante da série: de sempre acabar episódio importantes, com músicas maravilhosas!”

Sabe uma das bandas que descobri nessa situação? Interpol.

Quando o episódio 7.10 - Persona terminou, tocando uma música linda, não agüentei e já corri para conhece-la. Era Pioneer to the falls, que até hoje é a minha música favorita da banda de Nova York, formada atualmente por Paul Banks, Sam Fogarino e Daniel Kessler.

Vamos conhecer essa e outras grandes músicas da banda?

Pioneer to the falls

Essa música é tãooo linda, mas acho que não vão toca-lá. =/ Não é uma música usual do Set List, e não vou me encher de expectativa para depois ficar decepcionada. De qualquer forma, ela continua sendo uma das minhas favoritas, e merece um lugar de destaque.

 

Evil

Segundo muito fãs o clip dessa música dá pesadelos. O bonequinho, realmente é estranho, e no final quando começa a dançar em cima da maca, é impossível não achar ele muito creep. Mas se o clip dá pesadelos, a música é uma das mais conhecidas da banda.

Essa popularidade, é graças ao fato da música ter tocado no seriado Grey's Anatomy.

Entre os fãs, a música tem lugar de destaque, porque é simplesmente genial e maravilhosa!

 

 

Rest my Chemistry

Eu AMO, AMO, AMO o início dessa música. E essa música demonstra, um dos motivos que sou apaixonada por indie rock ( apesar dos critícos não definirem Interpol como Indie rock), onde cada música tem um toque único e diferente.

Slow Hands

O refrão dessa música é genial! =D

 

 

Obstacule 1

“She can read, she can read, she can read, she's bad
Oh, she's bad”

 

Posso ainda citar C’mere, Ligths, Barricade, Obstacle 2 e Say Hello to the Angles, como ótimas músicas para mergulhar nessa banda maravilhosa!

Enjoy!

White Lies

 whitelies_450x250

Site Oficial da Banda

White lies, foi uma banda que comecei a escutar, porque ia tocar no Festival, e gostei muito do material.

Eu só consegui escutar o último CD da banda – To Lose My life - e apesar disso, já estou esperando com ansiedade o show dessa banda inglesa, que traz em sua formação Harry McVeigh, Charles Cave e Jack Lawrence-Brown.

Unfinished Business

Minha música favorita da banda!

 

 

Death

Fico só imaginando esse toque live!

 

Place to Hide

A música que dá nome ao CD, tem uma estória de destruição e fim do mundo. Tudo que eu adoro!

Que tal dar uma olhada, no que é a performance dos caras ao vivo?

 

 

To Lose My Life

“Let's grow old together
And die at the same time”

 

From the Start

Acho a letra dessa canção tão bonita, tão tocante!

 

 

Bom, espero que vocês tenham gostado das bandas! São duas formações muito boas, que fazem som de qualidade. Podem não agradar a todos, mas pelo menos é de qualidade.

Fanny Ladeira

domingo, 30 de outubro de 2011

0

Lendo e Ouvindo: The Vaccines

0 comentários

 

Essa coluna é hospedada pelo blog Nerds Leitores.

 The-Vaccines1  

O Festival Planeta Terra, não leva como o maior festival do Brasil, mas leva a importante missão de ser o maior festival indie do país ( bom pelo menos, até o Lollapalooza, mostrar a que veio) fazendo com que a turma de camisa xadrez, e que conhece facilmente nomes como Subway, The XX, She and Him, e entre outros desconhecidos da grande massa mundial, tenha um lugar para se encontrar.

The-Vaccines-NEW-SeptemberEsse ano, os ingressos para o festival estão tão disputados, quanto ingresso para o final da Copa do Mundo, com as pessoas cobrando R$ 500,00 por uma entrada que elas pagaram menos de R$ 200,00. Os famosos cambistas de oportunidade

O que está causando esse grande furor por ingresso, é justamente, a junção de duas grandes bandas, com duas grandes fan bases no país: Beady Eye, que é formada por antigos músicos do Oasis incluindo o Liam. E a outra grande banda, é The Strokes, (que ainda vamos falar nessa sessão, até no dia do festival, então fiquem ligados), e que não passam por terras tupiniquins a mais de 5 anos.

Por causa desse grande festival chegando, com diversas bandas que merecem destaques, decidi falar de 4 bandas ligadas ao festival, e que eu simplesmente sou apaixonada: Interpol, White Lies, The Vaccines e o maravilhoso The Strokes.

Hoje vou tirar a coluna para falar de uma banda que eu conheci por causa do Festival Planeta Terra, mas que não tocaram. =/

The Vaccines trocou o gig no Festival, para poder abrir os shows do Arctic Monkeys em sua turnê americana. Eu perdoei os caras, porque é uma oportunidade única, mas eles vão fazer falta no line-up, e depois que vocês terminarem de ler essa coluna poderão concordar comigo.

Eu baixei o Cd por causa da música All in White, resolvi dar uma chance para os caras, e me apaixonei. Agora All in White, continua sendo uma das melhores do disco, mas não é mais a minha favorita.

Como esses meninos de Londres, (tem alguma coisa na água lá, não é possível!!) só tem um disco, comentarei a maioria das faixas. Vamos Juntos!

Para conhecer mais sobre a banda, acesse o Site Oficial.

♪  If You Wanna

A música fez tanto sucesso, que foi parar no comercial da Kate Moss, e a banda ainda fez uma participação especial. A música é muito animada, e a guitarra e bem característica aqui. Acredito que essa vai ser a música, que as pessoas mais se lembraram desse CD, tanto os fãs quanto os ouvintes ocasionais.

Ela é simplesmente viciante e fácil de ouvir.

 

  ♪  Blowing it up e Wet Suits

São duas músicas que qualquer um não daria nada, se você só escutar uma vez, sem prestar atenção, pode até acha-lás sem importância, mas elas são simplesmente maravilhosas. O refrão de Blowing é para cantar a todos os pulmões. Enquanto WetSuits, sobe alguns tons durante a melodia, a tornando única.

“Put a wetsuit on, come on, come on
Grow your hair out long, come on, come
Put a t-shirt on
Do me wrong, do me wrong, do me wrong
Put a wetsuit on, come on, come on
Grow your hair out long, come on, come
Put a t-shirt on
Do me wrong, do me wrong, do me wrong”

O clip de Wet Suits, foi montando com fotos dos fãs tiradas pelo App Instagram:

 

Blowning Up tem clip, mas resolvi colocar a apresentação dos caras no Glastonbury desse ano:

 

♪  Wreckin’ Bar

Wreckin’ Bar e a primeira música do CD, e só tem 1:30 de duração. A música é tão característica que foi para no novo jogo de videogame da Fifa. Gosto como ela dá um gap para a próxima música, If You Wanna.

 

♪ All in White / Under Your Thumb

Duas maravilhosas músicas. Enquanto All in White virou um dos hits da banda, Under Your Thumb, tem um refrão bem catch, que fara´você ficar repetindo ele pelos cantos.

“(…) I've known you all my life
I was always wrong, you all in white.”

As duas músicas do CD, que não gosto muito, são Post Break up Sex  E Wolf Pack.

♪  Family Friend

Para fechar o primeiro Cd, temos uma música de quase 9 minutos, mas vale a pena esperar por toda a execução. São praticamente duas músicas dentro de uma. É praticamente duas ÓTIMAS músicas!!

“Half baked girl
Hey, I'm hardly surprised
Snake eyes disguise everybody's lies
Faded nail marks on pale thighs and an awkward secret that someone denies
And now you're trying to get yourself back in
Come on in”

 

 

Espero que tenham gostado da banda! E vamos ficar na torcida para eles virem no Lollapalooza!

Fanny Ladeira

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

0

Cinema no Restaurante: Meia Noite em Paris

0 comentários

midinparis

Eu nunca assisti aos filmes antigos de Woody Allen. Só cheguei até “Todos dizem eu te amo’ e parei por ali, porque apesar de ser um grande diretor a sua narrativa não me encantava. Desde que ele resolveu abandonar as ruas de NY, e trocar o cenário de seus filmes, o sopro de ar puro que entrou na sua filmografia, me atingiu.

Match Point, Scoop, o ( maravilhosooooo) Vicky Cristina Barcelona, e agora Meia Noite em Paris, mostram que a mudança de ares fez muito bem para a criatividade de seus filmes.

Meia Noite em Paris, é um filme para gosta de viagens, para quem gosta de literatura, para quem gosta de pintura, para quem gosta de história, para quem gosta Paris, para quem gosta de aventuras nostálgicas.

É um filme também para quem um dia se imaginou vivendo em uma época diferente, rodeado dos seus ídolos.

Ou seja, a não ser que você more debaixo de uma pedra, algum ponto desse filme será apaixonante para você.

“Essa Paris existe, e porque alguém que pudesse escolher, viveria em outro lugar, sempre vai ser um mistério para mim.” 

meia-noite-em-paris-michael-sheenGil (Owen Wilson) sempre idolatrou os grandes escritores americanos e quis ser como eles. A vida lhe levou a trabalhar como roteirista em Hollywood, o que se por um lado fez com que fosse muito bem remunerado, por outro lhe rendeu uma boa dose de frustração.

Agora ele está em Paris ao lado de sua noiva, Inez (Rachel McAdams), e dos pais dela, John (Kurt Fuller) e Helen (Mimi Kennedy). John irá à cidade para fechar um grande negócio e não se preocupa nem um pouco em esconder sua desaprovação pelo futuro genro. Estar em Paris faz com que Gil volte a se questionar sobre os rumos de sua vida, desencadeando o velho sonho de se tornar um escritor reconhecido.

Eu nunca fui fã de Owen Wilson, não considero ele nem um mal ator, nem um ótimo ator, mas ele caiu como uma luva para esse papel. Gil é sonhador, e em alguns momentos ingênuo, o que Wilson consegue tirar de letra! Acho que ele tem um sorriso apaixonante e olhos cativantes, o que juntando tudo, formou um ótimo conjunto nesse filme.

O elenco de apoio também fenomenal, Rachel McAdams, Michael Sheen, Marion Cotilard , Corey Stoll , Kathy Bates e Adrian Brody, dão o suporte para o filme, e acabam em vários momentos roubando a cena, principalmente Marion Cotilard.

Meia Noite em Paris-4

E se preparem: Ernest Hemingway dá o ar a graça nesse filme, assim como F Scott Fitzgerald, Zelda Fitzgerald , Pablo Picasso, Salvador Dali, e tanto outros personagens marcantes da Paris da década de 20.

Mas o grande triunfo desse filme está no roteiro, que teria tudo para cair no piegas, mas evita com maestria. Tem várias lições jogadas no meio dos diálogos, que fica complicado até mesmo se lembrar de todas, mas que cada uma traz um significado especial. A mais forte, é a necessidade de estarmos satisfeitos com a nossa realidade:

“Nostalgia é uma fuga – fuga do presente doloroso… o nome para essa negação é idealização da era de ouro  - a noção incorreta de que um período especifico é melhor do que o que você vive – é um escape para a imaginação romântica das pessoas que tem dificuldade em conseguirem lidar com presente.”

Um dos momentos mais interessantes do filme, Inez descreve para o casal Paul e Carol, a estória do livro que Gil está escrevendo, revelando minúcias do personagem principal, sem perceber que está descrevendo o próprio namorado . A sacada desse momento, e deixar a câmera flutuar para Gil, mostrando ele isolado do grupo, e como pano de fundo, essa conversa.

Woody-Allen-Meia-Noite-em-Paris-300x198Nem preciso falar que o cenário escolhido é show! E Woody foi bem despretensioso, e colocou lugares marcantes e conhecidos na tela, como Versalhes, A Ponte Neuf, A praça atrás de Notre-Dame, e o Museu Rodin.

A direção é característica do Woody Allen, e adoro como temos a impressão de que o atores tiveram liberdade dentro das suas atuações. O único que achei um pouco 'duro' foi o Corey Stoll que interpreta Ernest, talvez porque o papel seja de tão grande peso.

A trilha é quase nula, e não demonstra muita personalidade, apesar de ser bem ligada ao clima parisiense.

Meia Noite em Paris gTambém não conheço com muitos detalhes a vida boêmia de Paris na década de 20, então não saberia reconhecer o quanto foi adaptado para o melhor desenvolvimento do filme, por isso, se tem algum apreciador, que sabia diferenciar os pontos reais, pode deixar nos comentários, que nós adicionamos a esse review.

O produto final, é um filme que não chega a ser um clássico, mas fica longe de ser dispensável.

Boa Sessão!

Próxima sessão: Melancolia

 

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

0

Resenha: Os Miseráveis, Volume I

0 comentários

OS_MISERAVEIS__VOLUME_I_1234748702PLivro: Os Miseráveis, Volume I

Autor: Victor Hugo

Editora: Martin Claret

Nota: 4,5 estrelas

O fio condutor do livro, é o personagem de Jean Valjean, que, por roubar um pão para alimentar a família, é preso e passa dezenove anos encarcerado. Solto, mas repudiado socialmente, é acolhido por um bispo. O encontro transforma radicalmente sua vida e, após mudar de nome, Valjean prospera como negociante de vidrilhos, até que novos acontecimentos o reconduzem ao calabouço.

“Era uma pá de terra caindo sobre o caixão.

Um segunda pá de terra tornou a cair.

Um dos buracos por onde ele respirava acabava de fechar-se.

Uma terceira pá de terra caiu.

E depois uma quarta.

Há coisas mais forte do que o homem mais forte. Jean Valjean desmaiou.”

É difícil ler um clássico. Você pega esses grandes romances que fazem sucesso e se mantém relevantes depois de mais de 100/200/300 anos, e parece que uma responsabilidade cai na sua cabeça.

Você não só tem que ler, como tem que entender o contexto em que ele foi escrito, tem que saber as preferências políticas e religiosas do autor, e em alguns casos encostar a rinite num canto e encarar um livro de mais de 20 anos.

Decidi ler Os miseráveis, porque ás vezes alguém vem me perguntar se eu já havia lido ( já que eu leio muito) e sempre fico meio sem graça, por ser um livro tão importante. Então surgiu a necessidade de ler, mesmo que se fosse para falar que é superestimado.

Foi começar a ler, para perceber que superestimado é a minha cabeça (hahahahahha)!!! O livro é grande, é extenso, e está divido em dois volumes, na maioria das suas edições ( tirando essa!) , então por isso que resolvi resenhar somente o primeiro volume, para depois colocar a resenha do 2° volume.

Se ler um clássico é difícil, resenha-ló é quase impossível. O que falar de uma obra dessa magnitude?

Nem vou me dar à liberdade de falar sobre a qualidade do texto, não tenho capacidade para analisar e comparar ele. Só digo, que não é um texto difícil. É até fácil de ler, e se alguém quiser se acostumar com a linguagem de Victor Hugo antes, é uma boa começar com O Corcunda de Notre Dame, que é bem menor e tem uma estória magnífica também.

Eu amei a estória do livro, mas a quantidade de sub-tramas, que vão se cruzar no final, são um pouco extensas, nada que atrapalhe a leitura, mas vale a pena dedicar o tempo assimilando todos os pormenores das tramas envolvendo Jean Valjean , Inspetor Javert e o casal Thénardier.

Se é preciso ficar atento para algumas tramas, você não vai ter dificuldade de acompanhar a estória de Fantine e Cosette.  – Eu chorei muito com a estória das duas, então preparem os lenços! ( Eu sei que sou uma manteiga, mas estou falando sério, preparem os lenços!!!!)

A trama de Os miseráveis, se entrelaça com a estória da Revolução Francesa. É aí que reside o grande triunfo do livro.

“Meu pai – replicou Marius com os olhos baixos e ar severo -  era  um homem humilde e heróico, que serviu gloriosamente a republica e a França, que foi grande dentro da maior história que os homens já fizeram,que viveu um quarto de séculos nos acampamentos, de dia exposto a metralha e as balas, de noite debaixo de neve, de lama, de chuva, que tomou duas bandeiras, que foi ferido vinte vezes, que morreu no esquecimento e no abandono, e que só teve um defeito, amar demais dois ingratos: a pátria e a mim.”

Ao contar a estória de pessoas comuns, afetadas de alguma forma pelas ações dos seus governantes, vamos montando a própria história do período. Para quem gosta de relatos de guerra irá se deleitar. Para quem não gosta fica o aviso, de agüentar mais de 40 páginas relatando uma importante batalha.

E no final do primeiro volume, de Les Miserables, entendemos e sentimos porque esse livro é tão importante: A sua trama é ótima, os personagens são fortes e com estórias cativantes, e de quebra, relata um período histórico importante.

Mas acima disso, o livro demonstra a força, a coragem e o orgulho do povo francês. O orgulho e a vontade de lutar por ela. Não é lutar por um pedaço de terra, não é lutar por ouro, não é lutar por poder, e sim lutar pela a sua mãe, a mãe que eles chamam de França.

No final, fiquei com inveja dessa obra. Gostaria que ele falasse sobre o orgulho do nosso povo, pelo nosso país, queria poder falar que nós  brasileiros também temos uma obra que demonstra a força do nosso povo, e a vontade de mudanças, e de ainda ser uma obra-prima.

Um dia, um dia...

Enquanto isso, vamos apreciando essa obra francesa, e esperando que o segundo volume, seja tão bom ou melhor que o primeiro.

Poursuivant!

 

Fanny Ladeira

 

think_victor hugo Victor Hugo, escritor francês, viveu entre os anos 1802 à 1885. Seus livros são obras-primas presentes nas principais listas  de todo o mundo. Ele foi um militante, e sempre teve uma grande queda pela política. Nos seu dois grandes sucessos, O Corcunda de Notre Dame e Os Miseráveis, ele levanta o tom político, principalmente no 2°. O Corcunda de Notre Dame foi uma obra encomendada para tentar preservar a Catedral que corria o risco de ser demolida. 200 anos depois ela ainda continua forte, e sua história ficou ligada a esse importante romancista.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

2

Resenha: Abandon

2 comentários

abandonLivro: Abandon – Série Underworld

Autora: Meg Cabot

Editora: Point

Nota: 3,5 estrelas

 

  • Leia o 1° capítulo em Inglês, AQUI

Pierce tem 17 anos, e sabe exatamente o que acontece quando morremos.

Foi assim que ela conheceu o estranho e misterioso, John Hayden, que fez o retorno para a vida –ou pelo menos a vida que Pierce conhecia antes do acidente – praticamente impossível.

Apesar dela acreditar, que conseguiu escapar dele – começando em uma nova escola, em uma novo lugar – ele a encontra facilmente.

O que John quer dela? Pierce acha que sabe…assim como ela sabe que ele não é um anjo da guarda, e o mundo dele não é exatamente o céu. Mas ela não consegue ficar longe dele, principalmente agora que ele está sempre em lugares que ela menos espera, mas exatamente quando ela precisa dele.

Porém se ela se deixar levar mais um pouco, ela pode voltar para o lugar que mais teme.

Eu sou muito (MUITO!) suspeita para falar de Meg Cabot. Sou ainda mais suspeita para falar de livros dela do gênero sobrenatural. A Mediadora e 1-800 ( Desaparecidos) são as séries que mais gosto. Sou suspeita para falar, porque a Meg consegue escrever livros tão especiais, que fica difícil não amar todos.

Esse livro foi lançado no começo do ano, e tem previsão para chegar no país no começo de 2012. Tive a oportunidade de lê-lo, porque a Thaís da Mata (@thaisdamata), que comanda o Divagando sobre a Realidade ( que está com um layout lindo, já viram?) me emprestou a sua cópia, enquanto eu emprestei para ela o meu An Improper Proposol, um romance histórico maravilhoso assinado pela Meg, como Patrícia Cabot. Aproveito o espaço para agradecer MUITO a Thaís, por ter me emprestado o livro.

Eu não conheço muito sobre a Mitologia Grega, na verdade nunca tive muito interesse sobre o assunto ( talvez seja por isso, que nunca fui louca pela série Percy Jackson), então minha avaliação da releitura é de uma leiga e gostei muito, de como a Meg fez um livro baseado em uma das estórias mas populares, isso facilitou a minha assimilação.

Posso falar que não me apaixonei de cara pelo mocinho? Ele é bacana, gentil, misterioso e tudo o que a gente gosta! Mas ainda não bateu a paixão avassaladora.

Vale ressaltar que uma das melhores ( e fofas!) cenas do livro, acontece entre os dois. Então nem tudo está perdido. Só fiquei com um gostinho de quero mais.

Como vai ser uma trilogia, esse primeiro Abandon, ficou um pouco ‘simples demais’ para uma estória da Meg, porém acredito que ela só preparou o terreno para tacar fogo na trama.

Pierce, é esperta e decida, e gosto como ela tem uma personalidade marcante. Só quero ver aonde essa combinação vai parar.

Fiquei muito feliz de ver a Meg voltando para esse tipo de livro, e apesar de não ter amado como pensei que iria, gostei do rumo que ela deu para a estória e fico aguardando o 2° livro, para me apaixonar pela série.

Recomendo!

 

Fanny Ladeira

 

megcabotg16Meg Cabot, também conhecida como Jenny, Patrícia ou como os fãs a chamam: DIVA!!  Ela nasceu na Indiana, e morou em diversos lugares dos EUA, como na Califórnia. Trabalhou durante 10 anos em um dormitório estudantil da NYU, e saiu quando os seus livros começaram a fazer muito sucesso. Hoje tem mais de 40 obras, e no Brasil tem Fan base enorme e fiel. Seu livro de maior sucesso é a série O Diário da Princesa, que foi adaptado para os cinemas. Meg, mora atualmente em Key West, Flórida, com o seu marido Benjamim, e a sua gata caolha, Henrietta.