quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

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Promoção de Natal: Está acabandoooo!

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Está acabando o tempo de você poder concorrer na nossa Super Promo de Natal! E vc não pode ficr fora dessa

Juntos com outros blogs tão fodásticos como esse, você vai ter a oportunidade de ganhar, não um, não dois, muito menos 3...

..Serão 14 livros sorteados!







Os livros são:

A Batalha do Apocalipse – Eduardo Spohr
O Espaço Inexplorado - Ricardo Guilherme
Babyji – Abha Dawesar
O Morro Dos Ventos Uivantes - Emily Brontë
A irmandade – Vanessa Santos
O Guardião do Graal – Neilon Márcio Batista
Viciado Carioca – Claudio Formiga
Os Sete – André Vianco
Feios – Scott Westerfeld
2012 - Uma aventura no fim do mundo – Vanessa Bosso
A Fúria (Diários do Vampiro) – L. J. Smith
A Casa da Solidão – Jane Soares de Almeida
Chantilly -Mare Soares
A Hora das Bruxas I: As Bruxas de Mayfair da Anne Rice


(REGRAS)

*Seguir todos os blogs participantes publicamente:

Leia 1 Livro
A Leitora Voraz
Nerds Leitores
O Restaurante do Fim do Universo (NOSSO BLOG!)
Nick Font
Blog Mundo dos Livros
O Jovem Escritor
Através da Névoa
Livros me Mordam

*Ter endereço de entrega no Brasil

*Preencher o formulário em qualquer um dos blogs participantes até 23h59min do dia 23 de dezembro de 2010

Estas são as regras básicas, para que todos possam participar sem excluir ninguém. Porém quem quiser mais chances...

Twittar a frase:

“Sigo os blogs fantásticos e quero livros de presente de Natal! Serão 14 livros sorteados! http://migre.me/2F7UR"


Pode Twittar de 12 em 12 horas.


Serão 3 ganhadores! O primeiro sorteado ganha 7 livros, o segundo 5 e o terceiro 2


Corre que ainda dá tempo de participar, e levar essa bolada de livros!

Participe!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

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Especial Jane Austen: Porque amamos Jane?

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Verdade seja dita, durante essa semana de homenagem a Austen, não foi deixado nenhum comentário preconceituosos ou até mesmo um pouco severo sobre a autora. Talvez isso demonstra que o seus críticos não estão tão atentos ou simplesmente não querem perder o seu precioso tempo falando mal dela, ou talvez seja só porque eles não conseguiram achar.

Não vamos se fantasiosas, há aqueles (e são muitos) que não gostam das obras de Jane, Mark Twain, uma grande escritor americano considerava ela uma má escritora, e até mesmo Charlotte Brönte, tinha uma opinião muito forte contra a obra de Jane, alegando que ela rejeitava a paixão em seus livros.

Em suas obras, as heroínas somente encontram a felicidade depois de terem passado algum tipo de provação, e depois que descobrem as verdades os seus sentimentos são alterados, assim como acontece com Elizabeth Bennet, em Orgulho e Preconceito, que após descobrir a verdadeira faceta de Wickman perde todo o seu interesse pelo rapaz! Não há ninguém morrendo de amor, ela podem sofrer, mas é como se nada estivesse acontecendo

As heroínas, assim como Elizabeth, são espectadoras do seu universo, e comprometem a fazer a parte de observação e assim podem avaliar o seu meio de forma mais fácil e coesa. Em seus livros, Jane também insere um pensamento muito defendido por ela, que a educação formal tem pouca influência sobre a pessoa·

Emma Woodward, do livro Emma, é espirituosa e inteligente, porém a sua pilha de livros só cresce enquanto ela se preocupa mais em aprender com o meio, e o mesmo acontece com os Bennet, se formos pensar em quem seria a mais inteligente em matéria de leituras, teríamos que falar Mary, porém enquanto Mary fica preocupada em somente ler, Lizzie lê e depois vai observar e viver a vida, e é aí que reside toda a diferença.

Tenho certeza que se fosse viva, Jane seria uma dessas celebridades que tem Twitter mas só atualiza uma vez ou nunca, porque ela estaria preocupada em viver! Mas acredito que apesar de ter tornado as pessoas um pouco fechadas, a Internet de certa forma nos ajuda a aproveitar mais a vida, só é preciso encontrar um equilíbrio, que tudo fica certo.

Mas ao mesmo tempo estamos falando de uma escritora, que nunca consertou a porta de entrada que rangia para poder esconder o que está escrevendo, uma escritora que viveu com a mãe, a irmã e depois mais tarde com 11 sobrinhos e que mesmo assim parecia manter a calma e a disposição, estamos falando de uma escritora que aceitou em se casar, para no outro dia mudar de opinião.

Mesmo que tivesse uma maior base de conhecimento a respeito de Jane, não podemos definir ao certo que tipo de mulher ela era. Sabemos o básico: que ela era afeituosa, tranquila e divertida, porém o íntimo, ela com todos os seus pensamentos sempre será um mistério.

Eu honestamente, acredito que quando ela foi pedida em casamento, ela aceitou, porque se sentiu lisonjeada com a proposta e entusiasmada com a perspectiva, além de que, nas palavras de Charlotte Lucas "Eu tenho 26 anos e já sou um peso para o meu pai", porém na hora em que foi dormir e conseguiu finalmente colocar os seus pensamentos em ordem, ela percebeu que ela nunca seria totalmente feliz.

Talvez Chartlotte, é aquilo o que ela deveria ter sido, uma boa mulher que aceitou a proposta de casamento de uma homem de respeito, mesmo que ele não seja o homem dos sonhos, mas Charlotter Lucas não é a heroína da estória. A grande heroína é Lizzie, que rejeitou a proposta de um homem de respeito, mesmo sabendo que poderia nunca receber outra, simplesmente porque não poderia aceitar viver uma vida assim.

E aqui estamos nós de novo, ligando a personalidade de Lizzie a Jane, mas poderíamos fazer isso com Ellionor de Razão e Sensiblidade, uma mulher que mesmo sofrendo de amor resolveu guardar silêncio, ou com Emma, uma casamenteira que acaba entrando em confusão e que tem um grande amor e respeito pelo seu pai e imagina uma vida de solteira com os sobrinhos ao redor.

Inclusive Emma, é o livro em que ela mais defende a posição das mulheres solteiras, um paradoxo, já que Emma é uma casamenteira incorrigível.

Outro aspecto a se observar nas obras de Jane, que pode ser um fator que nos leve ama-lá tanto, é o fato de que todos os mocinhos, tem uma boa índole. Mesmo os chatos de galocha e que não mereciam um final feliz ( Edmund de Mansfield Park, isso é para você!!!) apesar de tudo, tem fortes opiniões e se mantém no lado da decência.

Ok, muitos argumentos foram colocados mas porque, porque adoramos as suas histórias, porque?

Primeiro, ela é umas das poucas escritoras que ao lado de Shakeaspeare mantém um bom reconhecimento do ramo acadêmico e são considerados Cults.

Segundo, por razões desconhecidas, ela conseguiu se reinventar durante todos esses anos.

Terceiro, cada obra representa um aspecto diferente das relações humanas. Sendo que cada um se preocupa em analisar e até mesmo fornecer uma moral diferente , cada heroína tem uma personalidade diferente e uma relação com a sociedade mudada, é quase um experimento.

Quarto, já foi dito antes, os seus livros mantém as heroínas como espectadoras da própria estória, e isso mantém o leitor no mesmo status, apesar de todos os romance se passarem no século XVIII é muito fácil se imaginar na pele das personagens e sentirmos os mesmos, porque ao tirar o foco do ambiente e transferi-lo para as pessoas e as suas naturezas, Jane conseguiu criar obras que sempre terão apelo. Sempre haverá pessoas apaixonadas, frívolas, prepotentes, amarguradas e invejosas, e assim a obra de Jane se renova, porque o leitor consegue facilmente se identificar nessa situação.

E essa foi a intenção dela desde o começo, não que os seus livros se tornassem grandes clássicos, na verdade ao contrário de muitos escritores e poetas da sua época, ela sempre escreveu para o presente e não para a posterioridade.

Mas ela sempre quis ser uma autora que fosse, comprada, lida, e lida novamente, cujos os livros fossem ao mesmo tempo uma experiência e um empurrão para outras experiências, e não, simplesmente um livro qualquer, que não agregasse nada.

Se eu pudesse encontrar com ela um dia falaria, Meta Cumprida!

Fanny Ladeira

domingo, 19 de dezembro de 2010

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Resenha: Orgulho e Preconceito

8 comentários

Livro: Orgulho e Preconceito
Autora: Jane Austen

Editora: Martin Claret

Nota: 5 Estrelas



* Prêmio Excelência do Blog



Na Inglaterra do século XVIII, a família Bennet vive a preocupação de ter uma casa ligada a um parente distante, pouco dinheiro e 5 filhas.Enquanto a mãe, passa todo o tempo tentando casar as filhas, o pai se preocupa mais com outras coisas, como ficar longe da sua mulher.

Elizabeth Bennet é a segunda irmã, e tem a mente fugaz e um pensamento avançado para o seu tempo.

Quando um solteiro, rico e com boas relações, Mr. Bingley, chega a Meryton, a Sra. Bennet vê a oportunidade de casar uma das filhas, junto com Bingley vem as suas irmãs e o seu amigo, Mr.Darcy.

Nesse ambiente de bailes, jantares e encontros casuais, a vida das irmãs Bennet serão mudadas para sempre, inclusive a de Lizzie, que junto com Darcy aprenderá uma grande lição e o mais importante, se apaixonará.

Quando estamos fazendo uma resenha, mas do que a preocupação em contar tudo o que sentimos ao ler o livro, temos que tomar cuidado com uma coisa: SPOILER!

É muito fácil, mas muito fácil mesmo contar alguma coisa essencial a leitura, é a mesma coisa que contar para alguém que nunca assistiu a O Sexto Sentido, que o Bruce Willis está morto (Opsss!!!), portanto o cuidado tem que ser redobrado.

Com um livro super comentado e com uma versão para o cinema de sucesso, é quase impossível, não revelar nada de importante, mas tentarei!

Quando Elizabeth Bennet é apresentada, ainda não podemos ter certeza que tipo de heroína ela é, e acho que nem no final do lviro conseguimos criar uma visão clara dela. Ela é claro, inteligente, sagaz, esperta, carinhosa e espontânea, mas são qualidades que vão sendo mostradas aos poucos.

Assim como o mocinho, Mr. Darcy, temos uma visão muito limitada dele no começo, e é só já quase na metade do livro, que conseguimos perceber a sua real faceta.

Mas a primeira coisa que é mostrada dos dois são os seus maiores defeitos. O Orgulho ( no caso de Darcy) e o Preconceito ( no caso de Lizzie), e o livro acompanha a jornada de ambos para superar esses defeitos.

Eu já li esse livros umas 6 vezes e até hoje é difícil para mim entender o porque eu gosto tanto dele e porque Lizzie é em minha opinião a mocinha mais maravilhosa de todos os livros, e porque Mr. Darcy é o cara mais perfeito desse mundo.

Desculpe, Edward Cullen, mas vai ser muito difícil apagar a memória de Darcy da mente, antes de lembrar de você.

Darcy, é o que todas nós mulheres queremos, um homem de boa índole, que cuide de você e que possa contar. Um homem que não meça esforços para estar com você e que acima de tudo quer ver você feliz.

"É uma verdade universalmente conhecida, que um homem solteiro na posse de uma bela fortuna, deve estar necessitando de uma esposa."

Um homem que mesmo sendo fechado e ás vezes até um pouco rude dependendo do caso, não hesite em declarar o seu amor por você. Um homem gentil, educado e se puder ter um pouco de dinheiro, ainda melhor. ( Meio difícil, em mulherada??)

Já Lizzie, é a heroína perfeita! Ela não tem nada de especial, nem é a mais bonita das irmãs, mas com a sua inteligência consegue atrair o homem mais respeitável possível!

Tirando toda a estória de Lizzie e Mr. darcy, há ainda diversos personagem interessantes, que ajudam a criar o livro, ligando as tramas.

Da doce e linda irmã mais velha de Lizzie, Jane, que se interessa por Mr. Bingley indo até o chatíssimo Mr. Collins, primo de Lizzie que chega a pedir em casamento, chegando em Lady Catherine de Bourg, tia de Darcy, que mesmo sem querer faz um papel importante no romance dos dois.

Das 4 irmãs de Lizzie, somente Mary é um pouco apagada da estória.

A escrita de Jane, é gostosa e flui bem, sem nenhuma parada e multi acontecimentos, como acontece em Razão e Sensibilidade, nesse a estória é contada dentro do seus ritmo e podemos ir apreciando cada personagem e aspecto. Lizzie em boa parte é uma grande observadora dos eventos, sem notar que ela é a estrela da estória.

Jane, entrega com essa obra uma perspectiva diferente para a família Bennet, e a certeza de que mais importante que amor e dinheiro, é preciso também ter respeito entre os cônjuges. A primeira versão do livro, foi escrita com ela ainda jovem, sendo revisado e vendido depois.

Se pudesse fazer uma pergunta para Jane, seria com qual personagem ela mais se parecia. Tenho a tendência em associa-lá com Lizzie, porque Lizzie é a minha mocinha favorita e tudo mais, porém talvez ela fosse mais parecida com a própria Jane, do que com a Lizzie.

Seria a Lizzie inspirada em sua irmã? Ou em alguma prima? Será que ela chegou a conhecer um homem tão orgulhoso como Mr. Darcy, e simplesmente imaginou que ele não seria tão mal assim? Ou será que ela simplesmente conheceu um homem maravilhoso e colocou um monte de defeitos no cara só para ficar muito chato?

São tantas perguntas em aberto, e as discussão são só baseadas em suposições, suposições, suposições! Queria ter respostas concretas para muitas perguntas

Talvez um dia quando estiver no céu, encontre com Miss Austen e possa fazer todas essas perguntas para ela, ou talvez passe a eternidade me questionando as mesmas coisas. Suposições, suposições, suposições!

Enquanto isso, vamos ler o melhor livro já feito!


Fanny Ladeira


* Selo de Excelência foi um selo criado para aqueles livros que 5 estrelas parece muito pouco! Desde o começo do blog esse é o 4° livro a ganhar, o primeiro foi O palácio de Inverno, de John Boyne, o segundo Comer Rezar Amar e o 3° foi A Batalha do Apocalipse do Eduardo Spohr
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Especial Jane Austen: Prêmio Top Comentárista

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Até agora, temos 14 comentários nos posts referentes ao Especial e 5 pessoas participando.

Como sei que o volume está sendo alto de visitas e que muitos não estão nem comentando

Precisamos de mais algumas pessoas participando (isso aqui precisa ficar mais emocionante!!!) e que o comentários chegam a 50!

Apesar dos problemas durante a semana, estamos nos esforçando muito com esse Especial e queremos que ele seja o maior sucesso, portanto, mãos a obras!

Para concorrer basta sair comentando ( comentários com conteúdo)!

O ganhador poderá escolher entre um DVD de Orgulho e Preconceito ou Amor e Inocência!

O Especial acaba hoje, mas a promo vai valer até quarta-feira e caso atingirmos a nossa meta (queremos Muitooooooo!!!!), anúncio o nosso grande vencedor na Quarta-Feira!

Fanny Ladeira
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Especial Jane Austen: Jane's Infinite Playlist

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Como agora virou mania as autoras fazerem playlist de seus livros, porque não Jane Austen?

Esse foi um pensamento de uma leitora do site Pemberley que enviou a seguinte PlayList:

  1. When Did I Fall In Love? Mr. Darcy*
  2. Material Girl. Lucy Steele
  3. Among My Souvenirs. Harriet Smith
  4. I'm Just A Girl Who Can't Say No. Eliza Williams
  5. Girls Just Want To Have Fun. Lydia and Kitty Bennet
  6. I Wish I Was Single Again. Mr. Palmer
  7. Papa Don't Preach. Maria and Julia Bertram
  8. The Second Time Around. Anne Elliot and Captain Wentworth
  9. I Was A Good Little Girl Till I Met You. Catherine Morland
  10. Wonderful, Wonderful Day! Mrs. Bennet (Recorded live at the wedding breakfast for her two most deserving daughters).
* Mr. Darcy aparentemente ficou encantado com essa música da peça da Boradway "Fiorello"porque o na música o cantor não é capz de falar quando ele se apaixonou, e nem Mr. Dary quando as pessoas perguntam sobre a Mrs. Darcy, na época sua noiva. A canção foi direto para o #1 nas mais tocadas quando ele a cantou em um concerto para a caridade usando uma camisa de pregas, o que pareceu que ele estava pronto para nadar, mas certamente essa coisa não era possível.
Fonte: Site Pemberley

Inspirado nessa lista, resolvemos criar a nossa própria Play List!

1 - I Hate That I love You, de Rihanna - Mr. Darcy
2 - We´re young and Beautiful, de Carrie Underwood - Anne e Capitão WentWorth
3 - Good Girls Gone Bad, de Leighton Meester - Lydia Bennet
4 - Falling Slowly, Trilha de Once - Elionor e Edward
5 - Collide, Howie day - Lizzie encontrando com Mr. Darcy em Pemberley
6 - Let me Think About it - Mry Bennet
7 - Wiseman - Coronel Brandon
8 - Chasing Pirates, de Norah Jones - Anne Elliot
9 - Burguesinha - Emma
10 - Love Story, Taylor Swift - Darcy e Lizzie

E vocês tem algumas música para completar essa Play List? A sua própria Play List? Comente!

=)

Fanny Ladeira

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

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Especial Jane Austen: Austen no Cinema

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A nossa Coluna "Cinema no Restaurante" dessa semana, irá contar um pouco sobre a adaptações feitas da obras de Austen, nossa grande homenageada da semana.

Todos os seus livros ganharam adaptações, as mais famosas adaptações para o cinema foram:

Emma - Ganhou uma adaptação para o cinema, estrelando Gwyneth Paltrow.

Razão e Sensibilidade - Com a direção de Ang Lee, que anos depois ganharia um Oscar pela sua direção por O segredo de Brockback Mountain, tem um elenco de respeito, com Emma Thompson e Kate Winslet como Elionor e Marianne respectivamente. E no cargo dos mocinhos encontramos, Hugh Grant e Alan Rickman.

Enquanto isso a rede BBC, quase todo ano, fornece as mini-séries, e todos os livros de Jane já foram adaptados, incluindo Mansfield Park e Persuasão, e que devido a duração consegue passar mais próximo a fidelidade do livro.

Se pegarmos o livro mais famoso de Jane, Orgulho e Preconceito, temos duas grandes produções baseadas no tema, uma mini-série considerada um clássico e a adaptação para o cinema, que são maravilhosas. Mas será que uma consegue ser melhor que a outra?

O Filme



A adaptação Joe Wrigth, produtor de Simplesmente Amor, chegou para ganhar os corações de todos.

Com Keira Knightley como Elizabeth Bennet, o filme foi bem recebido por critica e público, chegando até mesmo a render uma indicação de Melhor Atriz para Keira, e fez com que as pessoas começassem a ver ela como uma atriz mais séria.

O filme, apesar de sofrer um pouco, com o tempo, para contar uma estória tão envolvente e cheia de personagens secundários importantes conseguiu manter o clima do livro e entregou para a nova geração uma nova faceta das obras de Austen.

Matthew McFaddey foi o responsável, por trazer a tona Mr. Darcy e o fez de uma maneira encantadora, embora o ache um pouco vulnerável demais para o personagem.

Além de Keira e Matthew, o elenco ainda conta com Donald Sutherland como Mr. Bennet e Tom Hollander como Mr. Collins. As irmãs ganham o reforço de terem Rosamund Puke, Jena Malone e a então desconhecida Carrey Mulligan e a grande Judi Denchi como Lady Catherine de Bourg fecham o elenco estrelar.



A fotografia do filme, é um caso a parte, lindamente utilizando raios de sol dando o tom já no começo do filme, somos introduzidas no universo de Orgulho e Preconceito de uma forma mais romântica.

O filme já nasce com cara e jeito de clássico e assim ele permanecerá!


A Série da BBC



Quando eu assisti o filme de Orgulho e Preconceit, eu fiquei totalmente apaixonada e tinha acreditado que tinha visto a adaptação mais bem feita do meu livro favorito.

Porém isso foi até assistir a mini-série feita pela BBC em 1995.

Lá não há um elenco estrelar, tirando o Colin Firth, o resto só é conhecido por pessoas que possam ter dado a sorte de ter assistido algum filme com o ator. As roupas, os cenários, apesar de serem bem fiéis, demonstram claramente que a produção não teve muitos ( eu disse muitos, tá, esse povo sempre tem bastante dinheiro) para gastar.

Alguns momentos da mini-série e de deixar qualquer um vermelho, como as aparições de Mr. Darcy no espelho, e as irmãs de Elizabeth não chegam a ser grandes beldades, mesmo a mais velha Jane, que deveria ser a mais bonita.

Com tantos pontos negativos, você deve se estar perguntando então porque essa versão é melhor que o filme?

Bom, em primeiro lugar, o filme perde muitos pontos com uma coisa que ele não pode lutar, o tempo. Sendo uma super produção que deve agradar não só aos fãs da escritora, mas também ao público geral, a duração do filme não poderia ser nada exagerada. E a série tendo a oportunidade de ser divida em 6 capítulos consegue contornar isso.

Há tanto tempo para se contar a estória como se deve, que há oportunidades de acrescentar cenas. E ele faz aquilo que os fãs sempre esperam, contam a estória inteira, sem corte, e o mais fiel possível ao livro.

Não há nenhum momento do livro que é cortado e tudo, tudo que sentimos ao ler o livro fica muito claro na tela. A distância glacial de Mr. Darcy, o seu tão falado Orgulho e principalmente as vergonhas que a família de Lizzie faz ela passar.

Durante a cena do baile na casa de Bingley, dá para cobrir a cabeça de vergonha por Lizzie, e assim como no livro Mr. Collins é um homem extremamente desagradavel e chato, e o que acontece com Lydia no final fica muito mais evidente, com uma sútil referência aos atos sexuais ( muito pequena, quase nada) acontecidos.

E o mais importante, Mr. Darcy e Lizzie são aquilo que deveriam ser.



Lizze, é espontânea, inteligente, mas mantém as suas boas maneiras em várias ocasiões, em que qualquer um poderia perder a cabeça.

Darcy, é distante porém civilizado, e age como um verdadeiro cavalheiro em todas as cenas, em algumas cenas, porém podemos ver que por trás de toda a civilidade exigida para a época ele é um homem extraordinario, tudo isso você consegue ver presente na série.

Algumas cenas superam o filem de longe, como a discussão de Lizzie com a tia de Darcy, Lady Catherine e a declaração de Darcy para lizzie na casa dos Collins.

Porém o melhor e mais tocante momento, acontece quando Lissie é convidada para um jantar em Pemberley ( residência de Darcy), enquanto passeia com os seus tios. Depois de uma situação que poderia deixar embaraçosa a irmã de Darcy, ela vai ao socorro e acaba contornando a situação da forma mais perfeita. Nesse instante os dois dividem um olhar de gratidão, segredos e de amor.

E para colocar a cereja no topo, o mais amado moccinho de todos os tempos, Mr. Darcy, é interpretado pelo maravilhoso Colin Firth, que além de ser um excelente ator, é muito lindo e sedutor ( Na minha humilde opinião, eu pessoalmente adorooooo o cara!) que dá um show! As maneiras, as roupas, tudo caiu como uma luva nesse adorável inglês.

Não deixando ela de lado, Jennifer Ehle,que também apresenta uma Lizzie perfeita, com sotoque e tudo, mesmo sendo americana. ( Curiosidade: Elsa é filha de Rosemary Harris, a tia de Peter Parker em Homem-Aranha)

Colin Firth, hoje em dia é um famoso ator e segue com grandes chances de levar o Oscar de melhor ator esse ano, e Jennifer Ehle divide a cena com ele nesse filme também, O discurso do Rei, ela manteve a sua carreira mais ligada ao teatro a pequenos filmes.

Segundo o IMBD, os dois tiveram um relacionamento enquanto gravavam o filme, o que eu não posso 100% afirmar porque o IMBD é montado por outras pessoas. ( Você sabe o que aconteceu? divida nos comentários!!)

A série ganhou diversos prêmios, inclusive o BAFTA.

Se depois disso tudo você ainda não conseguiu entender porque eu considero a série muito melhor que o filme, como uma adaptação, assista!

Vocês vão adorar, e tenho certeza que algumas vão me dar razão! heeheheheh


Mas o que mais importa é o fato das duas serem ótimas adaptações, que do seu modo encantam várias pessoas ao redor do mundo!

De qualquer jeito a obra de Austen está sendo espalhada, isso é o que importa, ?


Fanny Ladeira