sábado, 11 de dezembro de 2010

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Especial Jane Austen: Resenha - Northanger Abbey

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Livro: A Abadia de Nothanger
Autora: Jane Austen
Editora: Penguin Classics ( minha cópia)
Nota: 3,4 estrelas

Ninguém esperaria que Catherine Morland, se transformaria em uma bela dama, e que conseguiria impressionar me bailes com a sua beleza.

Mas quando ela é convidada para passar uma temporada em Bath, aos 17 anos, ela vai conhecer vários tios de pessoas, e descobrir que nem tudo que você lê nos livros, pode ser interpretado como real.

Catherine Morland, é uma heroína, mas ninguém sabe disso, nem mesmo ela. A sua família, vendo ela se comportando como um garoto durante a infância, poderia suspeitar ainda menos. Porém a medida que os anos vão passando Catherine, vai se tornando a heroína que ela nasceu para ser.

De todos os livros de Jane que já li ( estou lendo Emma e ainda não li Lady Susan), esse é de longe o que podemos, ou pelo menos temos essa impressão, de estar mais "dentro" dos pensamentos de Austen. A narrativa é fácil e gostosa, e a estória já começa de uma forma diferente, na primeira página já sabemos que Catherine será a grande mocinha do livro.

"Mas quando uma jovem dama é para ser uma heroína, a perseverança da família para acabar com isso, não vai segura-lá. Algumas coisas devem e irão acontecer, para jogar o herói em seu caminho."


Quando ela é mandada para Bath para passar uma temporada a sua vida mudará, porém por enquanto ela é só uma menina de 17 anos, que tem como referencial para a vida, os romances que ela lê. A partir deles ela cria estórias e acha que tudo é igual na vida real.

Em Bath, ela é exposta, a vários tipos de pessoas, e faz algumas amizades, as mais significativas com Isabela, que depois ficará noiva de seu irmão, e Henry e Elionor Tilney, que moram perto de da Abadia de Northanger.

Catherine e Elionor, ficam amigas automaticamente, e Elionor a convida para passar um tempo em sua casa em Northanger, animada com a leitura de "Mysteries of Udolpho" um romance gótico, que descreve a Abadia, como um lugar gótico e escuro, ela resolve aceitar a oferta. Só para se decepcionar com a descrição do livro.

Porém a imaginação de Catherine, ainda a colocará em apuros e em uma situação complicada com Henry, colocando em risco a amizade, e possível romance entre os dois.

Em um momento, Catherine, terá que enfrentar a sua imaginação, a traição de uma amiga querida, uma volta para casa desacompanhada, e até mesmo a desaprovação do Mr. Tilney, pai de Henry e Elionor, para conseguir se tornar a heroína do livro.

Afinal, grandes heroínas são difíceis de se achar, e é necessário que primeiro, elas decidam colocar o livro do lado e começar a viver a vida delas, de acordo com a realidade.

Para depois, terem a oportunidade de se tornarem as heroínas das suas próprias histórias.

Os detalhes do livro


A cidade de Bath, que é retratada em parte do livro, é a cidade que Jane se mudou junto com o pai no final do século 18.

Nas cartas que ela trocou com Cassandra durante esse período, ela demonstra que não gostava muito da cidade, mas como oferecia eletrecidade e encamento, e assim elevava a qualidade de vida de seu pai, a família morou ali até a sua morte.





Duas fotos de Bath, atualmente, mas com uma arquitetura um pouco antiga.

A cidade fica localizada no Sudoeste da Inglaterra, e é uma das cidades mais visitadas da Europa.











Mysteries of Udolpho, livro citado e usado como guia por Catherine, realmente existe e foi escrito em 1794, por Ann Radcliffe. No livro, o personagem sofre com a morte do pai, desentendimentos e um castelo mal assombrado.

Northanger, foi o primeiro livro de Jane a ser vendido, em 1803, apesar dela já ter escrito Orgulho e Preconceito e Razão e Sensibilidade, ele foi vendido por 10 £, pelo seu pai, para um editor. Quando esse livro chegou nas mãos da editora, ela decidiu não publica-lo.

Ele seria publicado somente em 1817, depois da morte da autora.

Há várias capas internacionais, abaixo você confere as mais bonitas:















Uma ótima pedida, e não tem nem desculpa, esse livro já foi lançado no país, em uma edição especial bilingue! Corre e pega o seu!

Fanny Ladeira
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Especial Jane Austen: Inspirando pessoas, Inspirando livros

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Quando lemos um grande livro, que nos encanta de uma forma inacreditavél, de alguma forma ele continua em nosso sistema.

Para alguns é só ler mais um, para ele ficar um pouco para trás, mas será que o mesmo acontece com os escritores?

Muitos falam, que quando tem alguma grande inspiração é preciso colocar tudo no papel, e falar sobre aquilo!

Nos livros de Jane, não conseguimos encontrar essas inspirações facilmente, mas conseguimos perceber que as suas heróinas, são movidas pelo ambiente.

Assim como a Catherine, de A Abadia de Northanger, muitas de nós começamos a criar uma realidade baseada em algum livro que lemos.

Sendo o legado de Austen tão grande, é impossível pensar que ela não seria citada, mudada e até mesmo ressucitada como uma vampira, em outros livros.

Segue abaixo a ( GRANDE) lista de livros inspirados em Jane e em suas obras:

Livros já resenhados, pelo blog:






Orgulho e Preconceito e Zumbis *Lançado no país















Austenland









Outro Livro que foi lançado no país:




Em "Jane Austen - A Vampira", lançado no Brasil pela editora Lua de Papel, Auten, foi transformada em vampira, e vive entre nós, tentando reaver os direitos das suas obras.








Alguns livros, fazem um mix entre ficção e realidade e misturam várias tramas com a vida de Austen:


Dearest Cousin Jane, de Jill Perkenthley

Nessa estória, a prima de Austen recebe vários conselhos amorosos de Jane.

I Was Janse Austen's Best Friend, de Cora Harrison

Ainda falando de primas, umas deles acaba convencendo Austen a escapar da tutora, no final é Jane que ajuda a prima, com a sua vida amorosa.



The Man Who Loved Jane Austen, de Sally O´Rourke

Uma carta de Jane Austen, endereçada a F. Darcy, trás a tona vários sentimentos, e coisas inimagináveis.

Lost in Auten, de Emma Webster

Nesse, decida o próximo passo, o leito é convidado a mergulhar no mundo de Jane e fazer a escolha para o seu final.

Cassandra e Jane, de Jill Petkeathley

As duas irmãs Austen, foram inseparavéis até o final da vida, então porque não contar uma estória com as duas como protagonistas?

Just Jane, de Nancy Moser

Conhecemos a vida de Jane, mas porque não romancear um pouco?



Jane and the Barque of Frailty de Stephanie Barron

Nessa série, Jane vira uma espécie de Mr. Poirot, e investiga casos de assassinatos.

What would Jane Austen do?, de Laurie Brown

Será que Austen faria diferente? Um romance histórico.





Inspirado no romance, mais famoso de Jane, Orgulho e Preconceito, essas estórias alternativas, querem cativar o público, que adora a Elizabeth, e se apaixonou por Mr. Darcy:


Dancing with Mr. Darcy

De onde você acha que saiu a inspiração,
para criar um vampiro, atencioso, cavalheiro?
Uma das muitas fonte é o Mr. Darcy, símbolo
do homem ideal.




Loving Mr. Darcy de Sharon Lathan

Mais um dedicado para Darcy! Eu já falei,
que ele é o cara perfeito?







Darcy e Elizabeth, de Linda Berdoli

Romances históricos sempre estão em alta,
então porque não tentar imaginar como seria
a vida deles em Pemberley?
Falando, da rotina diária, e claro das noites,
desses recém-casados.



Mr. Darcy's Little Sister, C. Allyn Pierson

Quem leu Orgulho e Preconceito, lembra
claro, de Georgiana, a irmã mais nova de
Darcy. Eis aqui um livro só falando dela.


Mr. Darcy Broke My Heart, Beth Pattilo

Uma americana desempregada, vai para Oxford,
morar com a irmã, e estudar Jane Austen.
Lá ela encontra o manuscrito de First Impressions,
que é a primeira versão de Orgulho e Preconceito,
e a sua vida irá mudar.


Mr. Darcy´s Diary, Amanda Grange

Mr. Darcy mantia um diário, e aqui
ele narra todos os acontecimentos
de Orgulho e Preconceito, do seu ponto de vista.




In the Arms of Mr. Darcy, de Sharon Lathan

Eu já falei do Darcy, né?




Mr. Darcy presents his bride, de Helen Halstead

Darcy e Elizabeth estão casados,
mas a estória não acaba, aí!
Agora eles terão que se conhecer
e descobrir o que a vida de casado,
significa para cada um.


Darcy´s Temptations, de Regina Jeffers


Outro livro que recria a vida de Darcy e Elizabeth,
depois de casados.


My Dearest Mr. Darcy, de Sharon Lathan



Já perdeu a graça a piada, né?





Mr. Darcy´s Obsession, de Abigail Reynolds


Mr. Darcy, amado, idolatrado!









Auto- Ajuda? Como lidar? Reflexão dos livros? Criaturas mitologias? Sim, tem para todos os gostos!


Dating Mr. Darcy

Um guia para ajudar nós mulheres, a seguir as regras e conseguir um Mr. Darcy

Dear Jane Austen, de Patrice Hannon

Como ter a coragem de Elizabeth, Emma e Catherine? Quais são as lições que aprendemos com essas mulheres fortes e inteligentes?



Recreating Jane Austen

Com todos os livros, séries, e filmes fica fáscil se afundar em Jane.

Becoming Jane Austen, de Jon Spence

O filme Amor e Inocência, foi baseado nesse livro, que mistura ficção e história, contando a como Jane se apaixonou por Tom Lefroy.




A Walk with Jane Austen, de Lori Smith

A autora, pegou a mala e viajou por todos os lugares, que Jane viveu e sobre os lugares que ela escreveu, em uma jornada pessoal.

* Quero ler esse livro, quero fazer essa viagem também!







The Jane Auten Book Club, Karen Joy Fowler

Um grupo se reúne para discutir os livros de Jane, mas eles sempre se focam nos personagens secundários que não tiveram um final feliz.

Confessions of a Jane Austen Addict, de Laurie Rigler

O que uma viciada em Austen pode revelar?


Sense and Sensibility and Sea Monster

Era tudo o faltava para Razão e Sensibilidade, né? Monstros do mar!

Mansfield Park and Mummies

Quer quer ler Fanny ( a do livro, não eu!) fugindo de múmias?




Tea with Jane Auten, Kim Wilson

Jane adorava tomar chá, nesse livro você tem acesso a história dessa bebida além de dicas e receitas.

In the Garden with Jane Austen, Kim Wilson

Quer cultivar um jardim tão bonito quanto os dos livros, e dos filmes e series? Nesse livro você tem várias dicas



Além desses há vários outros, que podemos encontrar espalhado pelo Skoob e por sites internacionais, só espero que alguns dessas obras um dia possa chegar no país!

Seria ótimo para poder divulgar um pouco mais o trabalho desses autores, e lógico levantar a moral e a alegria das loucas por Austen!

Para quem consegue ler em inglês a dica é comprar eles na lígua original, já que esperar por uma tradução pode demorar, demos algumas dicas de como comprar livros Importados, que você pode ver AQUI.

E agora, alguma dúvida de como Jane e suas obras transformaram o ambiente?

Fanny Ladeira

P.S.: Lembrando que a nosso Promo de Top Comentárista está valendo, mas precisamos ter mais comentários!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

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Especial Jane Austen: Relatos de uma vida

3 comentários


Quando você pega, qualquer livro, é comum ter uma breve apresentação do autor da obra.

Nos livros de Jane Austen, isso também acontece, embora não em todas as edições, e podemos saber algumas coisas sobre a autora.

Em alguns vêm poucas informações, só local de nascimento, o fato dela ter sido uma escritora em uma época em que, as mulheres não eram bem vistas nessa profissão, entre outras coisas.
Você pode ter a sorte, de encontrar alguma edição, que resalte que ela teve alguns interesses amorosos, ou que o seu pai era um clérigo que incentivou desde cedo a leitura na vida da sua filha.

Porém há uma história por trás desse grande escritora, e tendemos a aceitar o que está escrito ali e começamos a ler o livro, com a imagem montada dela, mas apesar da fidelidade, são pulados vários detalhes da vida de Austen, detalhes importantes.

Detalhes, que definiram ela, como uma das maiores romancistas de todos os tempos

Relatos de uma vida


Jane Austen nasceu no dia 16 de dezembro de 1775, em Steventon, filha de um clérigo ela cresceu cercada de livros. Tanto ela, quanto seus irmãos sempre tiveram acesso a vários livros desde pequenos através da biblioteca de seu pai, George, que chegou a possuir mais de 500 livros, e era considerado por todos um cavalheiro cheio de conhecimento.

A família, apesar dos pais serem de boas famílias, não possuíam grandes posses, mas na época de Austen, ser um cavalheiro, ou uma filha de cavalheiro, era tão valioso quanto.

Sendo a 7° filha de George e Cassandra ( mais chamada de Leigh), ela era equalizada de acordo com a situação de seu pai. Para os irmaõs a vida sorriu, com acesso a universidades, e sendo apadrinhados por pessoas importantes e influentes, os filhos homens foram todos capazes de conseguir uma posição na sociedade. Sendo que somente o 8° filho, foi enviado para morar em uma comunidade, devido a uma deficiência apresentada.

Dos 8 filhos, Jane e Cassandra eram as únicas filhas mulheres, e por serem mulheres, não podiam se dedicar a nenhuma profissão, e enquanto os seus irmãos eram promovidos e cada vez mais aumentavam as suas fortunas, as duas viveriam com apenas 20 £ durante um ano inteiro, para gastar com elas e dar para a caridade.

Quando adolescentes, as duas foram enviadas para Oxford, para terem aulas com uma tutora, mas tiveram que voltar quando Jane ficou muito doente, e chegou próximo da morte. Depois elas seriam enviadas para a Abbey House School em Reading, porém permaneceriam por pouco tempo, sendo depois instruídas pela própria família.

Apesar de ter tido essa educação pouco formal, isso não pareceu afetar muito as meninas, principalmente Jane, que sempre acreditou, que a educação formal era um pouco ultrapassada, mesmo para os homens.

Quando finalmente se tornaram adultas, as duas irmãs se viram financeiramente dependentes do pai, e como esperado, olharam para o outro lado, em busca de um casamento.

Cassandra chegou a ficar noiva de clérigo, que morreria algum tempo depois de febre amarela, na Jamaica. Para Jane, o amor surgiu na forma de um irlandês, Tom Lefroy.

Para muitos historiadores, Tom Lefroy, foi o grande amor da vida de Jane Austen, e grande inspiração para a os seus mocinhos. Lefroy, era sobrinho de uma vizinha da família Austen, que fez questão de despachar o rapaz, antes que as coisas ficassem mais sérias.

Austen depois seria pedida em casamento, mas não por Lefroy, e até chegou aceitar, porém mudou de idéia no dia seguinte.

Desde pequena Jane amou escrever, até mais do que a própria leitura. Ela adora escrever contos e estórias, que depois eram lidas para toda a família. O seu estilo já estava caracterizado desde o começo: ela adorava escrever estórias com um tom de ironia.

Aos catorze anos ela escreveria a sua primeira novela," Love & Friendship", mas foi dois anos depois que ela terminaria, Catharine or The Bower, que depois de transformaria em Susan, e por fim foi chamada de A Abadia de Nothanger.

Os seus romances sempre tiveram a intenção de parecer simples tramas, sem se verterem muito para o lado pirotesco, esse estilo, ela depois revelaria que era, inspirado nos trabalhos de Walter Scott.

Em 1975, após terminar um esboço do que seria um dia "Lady Susan", ela entregou a seu pai o seu primeiro romance completo, First Impressions, que anos depois, após algumas adaptações, se tornaria Orgulho e Preconceito.

Na mesma época, ela terminaria a primeira a primeira versão de Razão e Sensibilidade, em 1977.

Em 1803, "A Abadia" seria o primeiro livro seu a ser vendido por 10£, animada com a sua venda, Jane começou a trabalhar em outro romance, "The Watson", porém livro só seria publicado anos depois após a sua morte. O pai a alguns anos antes, havia passado a propriedade de Steventon para o filho, George, e resolveu instalar com a família em Bath.

Segundo as cartas de Jane para Cassandra, ela nunca gostou muito da cidade, e permaneceria por lá durante cinco anos, até que pai faleceria.

Chocada e abalada pela perda, Jane abandonou o livro, que seria publicado inacabado após a sua morte. No livro de memórias, feito pelo um de seus sobrinhos, a razão dada para que o livro não tivesse sido terminado, seria o fato de a narrativa ter sido considerada um pouco vulgar por Austen, que resolveu abortar o projeto.

Depois da morte de seu pai em 1805, a vida de Jane se tornou ainda mais difícil economicamente,. As três mulheres, mãe e filhas, se viram em uma situação aonde estavam desprovidas de dinheiro, havia um pouco, mas nada que pudessem leva-las a manterem o estilo de vida original.

Em um momento, elas resolveram convidar um vizinha querida de Bath, que era viúva e também estava em uma situação precária, para poder viver com elas, assim todas poderiam tentar viver um pouco mais confortavelmente. Durante esse período não há nenhum registro de novas escritas, feitas por Jane, embora seja pouco provável que ela tenha passado todos esses anos sem nada a escrever. Não dá para tentar imaginar o quanto deve ter sido difícil, para elas viverem de esmolas dadas pelos irmãos, porque elas simplesmente não poderiam trabalhar.

A situação das 4 mulheres só iria melhorar, quando em 1809, o filho Edward, as convidassem para morar em um chalé em sua propriedade em Chawton, que hoje é o Museu de Jane Austen. Mas não pensem que foi uma atitude de bom grado do irmão, mas sim uma resolução imposta já que a mulher acabará de falecer, e ele se viu sozinho para criar 11 filhos.

Jane, finalmente livre de preocupações financeiras voltou a escrever. Ela não era mais a menina boba de Steventon, mas uma mulher amadurecida que já havia passado por várias situações, que podem ser classificadas como constrangedoras, e que apesar de tudo continuava a escrever.

Nós próximos anos ela iria publicar a maioria dos seus livros apesar de não ganhar nem 50% do valor que era pago para outros escritores da época. O seu livro mais lucrativo enquanto ela estava viva foi Razão e Sensibilidade que foi vendido por 310£.


Austen desenvolveu no final de 1816, a Doença de Addison, embora na época não houvesse esse conhecimento, ela ainda aguentaria começar um novo romance Sandition, porém pararia em 18 de março do mesmo ano, com uma marca no final que ela mesma, fez questão de fazer.

Em maio, ela foi transferida para Winchester aonde ficaria até o final da sua vida. Segundo relatos da sua irmã Cassandra, Jane sofria uma dor excruciante e chegava a afirmar que "eles não sabiam a dor que ela passava'.

Ela seria enterrada na Catedral de Winchester, onde permanece até hoje.

Até o final da sua vida, continuou a escrever, e o seu último poema, escrito pela sua sobrinha, Caroline, foi uma brincadeira a respeito da chuva que caía, nesse poema, um santo declara antes de pular do telhado:

"Quando eu for enterrado, você pensará que eu estou morto,
Mas além disso, eu sou imortal"

Fanny Ladeira
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Resenha: O Meio do Caminho

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Livro: O Meio do Caminho
Autora:
Kelly Corrigan
Editora:
Nova Fronteira
Nota:
2,0 estrelas

Kelly é uma dona-de-casa- que cuida de suas duas filhas pequenas e espertas, que divide o seu tempo entre a família, mas tem que enfrentar um doloroso tratamento, quando descobre que possuí um câncer de mama, em estágio avançado.

Ela tem um marido carinhoso, e uma família e amigos que lhe dão apoio, mas tudo se complicada ainda mais quando o seu pai, George, O Verdão, também é diagnosticado com câncer.

Tentando se dedicar a todos ao mesmo tempo, ela narra de forma comovente a difícil posição de ficar dividida entre a atenção pelos filhos e a dedicação para o pai.

Em o Meio do caminho, livro escrito contando a sua própria luta, Kelly não é uma heroína e muito menos a mulher mais perfeita do mundo, ela também não dedica muito tempo a fazendo gostar dela, ela só se preocupa em dar uma boa visão para os leitores, sobre a sua vida.

Ela faz um paralelo, dedicando um capítulo ao passado e um no presente. Aos poucos vamos conhecendo o carisma de seu pai, e percebendo um pouco da personalidade de Kelly, algumas vezes até um pouco egoísta, mas todas temos defeitos!


"Mas eu estou pensando: 'Eu traí meu pai. Ninguém sabe, mas eu troquei pela Claire'. Porque entre um e outro, é preciso escolher o filho."


Na vontade de contar sobre a sua vida, ela mostra como nos preocupamos com coisas fúteis e sem sentido. ela também demonstra de uma forma muito bonita e real, as relações familiares.

Pai, mãe, irmãos, filhos e marido, todas as pontas são abordadas e discutidas, gosto de ver principalmente como o seu marido é atencioso com ela, durante esse momento difícil, que não é fácil para nenhuma mulher.

Abrir mão da vaidade, sofrer com sessões de quimeoterapias e radioterapias, tudo isso acaba com a pessoas, mas é muito importante que todas que passam por essa situação possam ter uma atenção especial de seus familiares.

A narrativa é continua, mas o livro sofre um pouco, talvez pelo fato de ser um história pessoal, e em alguns momentos conseguimos sentir uma caída na qualidade, que depois é um pouco compensada por um momento mito tocante.

O livro é uma boa e (barata!) opção para se dar para os pais, só fazer uma bela dedicatória e o livro falará pelo resto.


Sobre o Câncer de Mama


O ponto mais importante abordado por esse livro, é o câncer de mama, o grande mal das mulheres.

Nos, precisamos reservar uma atenção maior a nossa saúde, coisa que nunca acontece. Eu vejo isso, pelas mulheres a minha volta, e tirando a minha irmã que é meio Hipocôndriaca, o resto só vai no médico quando já está realmente doente.

Porém o câncer, apesar de ser uma coisa horrorosa de se pensar, mas não devemos deixar de lado, porque é uma assunto muito importante.

Para quem nunca fez um auto-exame, segue uma pequena explicação, é preciso ficar atentas!




Kelly Corrigan é uma escritora, e tem mais dois livros publicados Lift e Entre o Céu e a Terra. Por O meio do Caminho, ela foi a vencedora do Prêmio Livros para uma Vida Melhor 2009, para saber mais um pouco dela só acessar: http://www.kellycorrigan.com/

domingo, 5 de dezembro de 2010

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Está chegando: Eu fui Jane Austen

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Olá Pessoal,

A partir de sábado dia 10, até quinta-feira 16, ( 235° aniversário de seu nascimento), teremos um especial dedicado a escritora mais influência de todos os tempos, Jane Austen


Durante toda a semana, contaremos sobre a vida dessa inglesa, sua inflências, os costumes da época, as roupas, cidades, as danças, as guerras, os reis e rainhas, e tudo que marcou essa escritora, e que, consequentemente a ajudou a criar as mais comentadas obras-primas do mundo.

Além de todos os detalhes sobre ela e seus costumes, ainda teremos resenhas de seus livros e uma análise das adaptações de seus livros para cinema e TV!

Apesar se faltar pouco tempo, quem tiver qualquer coisa interessante que queira compartilhar sobre Austen e suas obras ( resenhas, videos ou declarações apaixonadas para Mr. Darcy) fiquem a vontade para compartilhar com todos, só entrar em contato comigo pelo stefanialadeira@yahoo.com.br ou pelo Twitter @fannyladeira, sua participação é importante.

E para ajudar a movimentar um pouco a nossa semana, teremos um prêmio especial para o TOP comentárista da semana. Pode comentar quantas vezes quiser,mas nada de só colocar "*participando", tem que ser bons comentários.

O TOP comentárista, porderá escolher entre o DVD original do filme Orgulho e Preconceito ou Amor e Inocência, se tiver muitos comentários, eu até animo de escolher um segundo lugar...mas tem que, me deixar, muito feliz! =)

Portanto, sexta-feira, você tem duas obrigações: Ir ao cinema e assistir a estréia de As crônicas de Nárnia - A viagem do peregrino da Alvorada e depois vir conferir o nosso especial!

Beijos!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

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Promoção de Natal!

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Todo Natal tem muito comida gostosa, presentes, família e amigo-secreto! (sem esquecer do Especial de Natal do Roberto Carlos, esse ano super inédito, ele vai entrar contando "Vai buscar Dalila!").

Isso é o que representa cada Natal nas nossas vidas, mas agora você vai ter outro motivo maravilhoso para ansiar pelo Natal.

Juntos com outros blogs tão fodásticos como esse, você vai ter a oportunidade de ganhar, não um, não dois, muito menos 3...

..Serão 14 livros sorteados!







Os livros são:

A Batalha do Apocalipse – Eduardo Spohr
O Espaço Inexplorado - Ricardo Guilherme
Babyji – Abha Dawesar
O Morro Dos Ventos Uivantes - Emily Brontë
A irmandade – Vanessa Santos
O Guardião do Graal – Neilon Márcio Batista
Viciado Carioca – Claudio Formiga
Os Sete – André Vianco
Feios – Scott Westerfeld
2012 - Uma aventura no fim do mundo – Vanessa Bosso
A Fúria (Diários do Vampiro) – L. J. Smith
A Casa da Solidão – Jane Soares de Almeida
Chantilly -Mare Soares
A Hora das Bruxas I: As Bruxas de Mayfair da Anne Rice


(REGRAS)

*Seguir todos os blogs participantes publicamente:

Leia 1 Livro
A Leitora Voraz
Nerds Leitores
O Restaurante do Fim do Universo (NOSSO BLOG!)
Nick Font
Blog Mundo dos Livros
O Jovem Escritor
Através da Névoa
Livros me Mordam

*Ter endereço de entrega no Brasil

*Preencher o formulário em qualquer um dos blogs participantes até 23h59min do dia 23 de dezembro de 2010

Estas são as regras básicas, para que todos possam participar sem excluir ninguém. Porém quem quiser mais chances...

Twittar a frase:

“Sigo os blogs fantásticos e quero livros de presente de Natal! Serão 14 livros sorteados! http://migre.me/2F7UR"


Pode Twittar de 12 em 12 horas.


Serão 3 ganhadores! O primeiro sorteado ganha 7 livros, o segundo 5 e o terceiro 2


Então bora seguir todos e começar a concorrer!!!

Eu só fico triste de não poder participar =/!

Muita boa sorte a todos!

Fanny Ladeira