sábado, 21 de agosto de 2010

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Especial Bienal: Resumo do Sábado, dia 21

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Penúltimo dia de Bienal e MEU último dia de Bienal, foi marcado pelas grandes filas.

Como era de se esperar, o público praticamente dobrou do final de semana passado para esse. A fila para pegar o transporte gratuito para a Anhembi, estava grande mas até que andou rapidamente. Já para entrar no complexo, havia muito público e eles organizaram uma contenção para evitar uma confusão maior na área da bilheteria.

A minha sorte foi ter ganhado os ingressos, porque a fila para comprar estava um pouco pior....passado essa parte, entro para a feira. O número de pessoas, era enorme. O jeito era pensar, que bom que tantas pessoas estão interessadas em livros!

Hoje foi o meu dia de comprar,a minha primeira lista deu um total de R$345,00, sem chance! Mas consegui comprar alguns livros muito bons, como o Fallen (q comprei por 30 reais, fora do estande da Record) e Aprendendo a Seduzir ( que é da nossa querida Meg!).



Toda a lista estará amanhã no nosso Balanço da Bienal!

Consegui mais uma vez perder o Evento da Psychobooks, dessa vez porque me enganei de local e não encontrei com a nossa parceira, e estrela do post de amanhã Thaís da Mata! Massss encontrei com a Bruna, staff do Livros em Série, que conheci no evento do Diários do Vampiro, que também estava sozinha e passamos um finalzinho de tarde muito bacana!

Quem for amanhã, prepara o bolso ( os descontos de hoje, já estavam interessantes) e a Paciência, por que se hoje já estava difícil, amanhã vai estar pior!

Fanny Ladeira

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

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Especial Bienal: O livro digital

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O livro digital já é uma realidade em nossas vidas. Não adianta negar, nem tentar voltar no tempo, um forte concorrente para o nosso querido livro de papel chegou, e já abalou as estruturas de muitas pessoas.

Há até quem afirma que o livro como conhecemos morrerá! O que eu acho um absurdo! Pode diluir, mas acabar? Não, pelos próximos 80 anos! Por que todas essas pessoas que adoram o sentimento de ter um livro novo na mão, de sentir o cheiro que sai das páginas quando você aproxima de mais o rosto da folha, todas essas pessoas estão aqui!



Eu sou uma delas, e não posso descrever o sentimento de pegar um bom livro deitar na cama e no sofá e ir virando cada página com vontade. Essas pessoas ainda restaram aqui, e portanto o livro também!

Nós seremos aquelas tias loucas que a gente insiste para largar a máquina de escrever e fazer tudo no computar porque é mais fácil! E eu não duvido que o Livro Digital simplificará muito a vida de muitos, também não duvido que a maioria dos livros técnicos será muito mais úteis sendo comprados digitalmente, afinal eles sofrem actualizações rapidamente, os tornando obsoletos.

Os Kiddles da vida, dominaram o mercado daqui uns anos, mas ainda compraremos os nossos livros favoritos de papel, porque ao compararmos a trajetória do livro com a câmera digital, poderemos perceber que haverá livros que manteremos no computador, vistos uma vez ou nunca ( como muitas fotos que tiramos), mas haverá aqueles que seram como as fotografias mais bonitas, nós queremos revela-las porque elas são importantes, e alguns (ou muitos) livros são tão bonitos que merecem o melhor lugar na estante, a vista de todos.

Fanny Ladeira

terça-feira, 17 de agosto de 2010

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Especial Bienal: Clarice Lispector - Homenageada da feira

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Eu já afirmei várias vezes e volta a reforçar: Clarice Lispector fala por mim.

E hoje, continuarei deixando Lispector falar por mim:

"Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!

Clarice"


Para conhecer um pouco mais dessa maravilhosa escritora acesse: http://www.claricelispector.com.br/


Fanny Ladeira
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Especial Bienal: Turma da Mônica - O Gibi do Brasil

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Nem só de livros sobrevive a leitura. Uma das artes mais conceituadas atualmente que une leitura e desenho são as Revistas em Quadrinhos, o nosso popular Gibi!

Os americanos tem o orgulho de ter criado personagens mundialmente famosos, como o Homem-Aranha, os X-men, Superman e etc, Já os japoneses tem o seu cultuado e amado Mangá, que trazem caracteríticas especificas e atrai cada vez mais seguidores.

Nós brasileiros podemos nos orgulhar de ter "A Turma da Mônica" do Mauricío de Souza. Exagero? Quem nunca teve um gibi da turma em casa, ou que nunca pegou um para ler?

A coisa que mais gosto nos gibis de "A Turma da Mônica" é o fato de ser 100% brasileiro! São situações engraçadas, que divertem a família inteira, e fora o colorido caracterítico da revista.



Era o sonho de consumo de muitas meninas (Eu! Eu!) ter o Sansão e para aquelas nunca tiveram a oportunidade de ganhar um, mas que carregava qualquer coelho de pelúcia pelas orelhas, só para imitar a mônica!

A fala característica de Cebolinha foi imitada aos montes e sempre que alguém trocava o R pelo L corria o risco de ficar com o apelido para o resto do ano. Além da Magali é claro, sempre gulosa! Não esquecendo do Cascão!




Meu personagem favorito é o Chico Bento, adoro o fato de ele ser um caipira....hahaahahha....Não li nenhuma revista da Turma Jovem e por isso não posso falar se é bom ou ruim, mas acredito que qualquer coisa que faça a nova geração se aproximar novamente dessa maravilhosa Turma, está valendo!

O estande da Panini está bem caprichado e fez uma vasta homenagem para a Turma, dê uma passada por lá e aproveite para tirar uma foto, afinal todos nós ainda somos crianças!

Fanny Ladeira

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

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Especial Bienal: Palestra com John Boyne

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Essa Palestra ocorreu nesse Domingo, ás 17:00.

O tom da palestra foi bem descontraído assim como tinha sido a de sábado
com Jostein, e ainda mais elevado pelo fato de John Boyne ser uma pessoa
aparentemente simples e muito simpático.

Já ao entrar ele não chamou muito atenção, se não fossem pela sua
característica marcante (ele é careca) passaria despercebido pela
maioria, e mesmo assim, muitos que ainda estavam entrando, não o reconheceram.

Carregando uma maleta e usando uma roupa social acompanhada de um tênis
ele entrou tranquilamente conversando com o pessoal da Editora e com o comandante
do debate ( que me desculpem não lembro o nome, e nem faço muita
questão...vocês vão entender).

Já na primeiras perguntas ele já mostrou ser realmente uma simpatia em pessoa.
Respondendo cada pergunta com entusiasmo e não dando respostas simples e
curtas, nos permitindo conhecer um pouco mais do John.

Eu pessoalmente descobri muitas coisas sobre ele, como ele teve um
infância tranquila, sem traumas. Como crescer em Dublin não o colocou em
uma zona de Guerra como muitas pessoas imaginam.

Depois ele contou que escreveu o primeiro esboço de O menino do Pijama Listrado em dois dias e meio. Ele emendou uma piada nessa revelação dizendo que quando tinha começado ele ainda tinha cabelo...hahahahah...em muitas perguntas ele contava uma história para tentar fazer o público entender e assim conquistou a maioria da plateia.

Algumas pessoas parecem que não entendem que a nossa cultura não é muito divulgada no exterior, e praticamente colocaram o cara contra a parede porque ele não conhecia nenhum escritor brasileiro.

Depois, teve uma outra pergunta de uma menina que com certeza não entendeu a mensagem que o autor queria passar no livro. John foi um encanto, e como um Gentleman, chamou a culpa para ele mesmo ficando claro que a pergunta da garota havia sido inconsistente.

E por fim, um bando tentando fazer as perguntas em um Inglês horrível, querendo pagar de fluente, mas na verdade só atrasaram o processo e o jornalista que intermediava tudo parecia estar ali por obrigação, nem fazendo questão de se mostrar interessado.

Ele autografou o meu livro e aproveitei para tirar uma foto que eu postarei com muito orgulho depois.

Para quem não foi, saiba que perdeu um encontro incrível, mas que eu terei acesso a o vídeo da palestra,e assim que chegar em minhas mãos eu posto aqui!!

Fanny Ladeira

sábado, 14 de agosto de 2010

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Especial Bienal: Resumo do Sábado, dia 14

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Boa noite pessoas!!!

Tenho muitas coisas para contar sobre o meu primeiro dia de Bienal de SP e espero não esquecer de nada!

A Organização:

Eu não tive nenhum incidente particularmente com a organização do evento, os ônibus que foram disponibilizados, realmente ajudava, e foram muito agéis. Cheguei rápidinho no Anhembi, apesar da fila enorme.

Enquanto estava lá ouve um apagão, mas não demorou muito para a luz voltar. É impossível que uma estrutura daquelas não tem um porte para aguentar sem quedas de energia, masssss vamos relevar isso porque o resto estava bom.

Os expositores:

Gostei da animação de algumas estandes e como os funcionários estavam super prestativos, mas sem sufocar ninguém.
Não deu tempo de ver tudo, mas não tem nenhum que tenha me afetado de forma negativa.. quer dizer, minto o estande da Intrínseca era MINÚSCULO, a editora tem os direitos da saga Crepúsculo e não tem condição de bancar um estande maior?


Eventos:


Não preciso falar que quase tive um treco quando vi Jostein Gaardner entrando no Salão das Idéias. Muito fofo e divertido, ele fez exatamente aquilo que disse no post anterior. Deu um show! Ele contou várias coisas engraçadas e usa a palavra BUT de uma forma única.
Eu fiz uma pergunta para ele....que corajosa que sou!
Depois ele autografou o meu livro e tirei uma fotinho com ele...a foto não está comigo, quando me mandarem posto no blog.

Já o outro evento "O casamento da Bella e Edward" foi uma decepção para mim. Primeiro como disse o lugar era pequeno, depois não senti segurança de algumas pessaos qu estavam comentando sobre os livros e para piorar a flata de organização. Era um tal de distribuir a senha depois quando todo mundo já estava amontoado, depois tinha que formar gurpos para as atividades...muitas pessoas ganharam um monte de coisa, mas para mim foi meio down.

Famosos:

Consegui ver o Ziraldo, duas vezes hoje!
Além dele vi o Mauricio de Souza e o Padre Marcelo Rossi que estava lá lançando um livro.
Também vi passando o Caco Barcellos.

Agora na parte dos interesseiros "querendo aparecer, porque sou candidato nas eleições" passaram perto de mim, Geraldo Alckman, Martha Suplicy, Aecio Neves e o Kiko e Lendro do KLB. Nem me dignei a me levantar.

O que não deu tempo:

Não deu tempo de passar em muitas estandes, não vi nenhum das atividades montadas, como "O Livro é uma viagem", ficou tudo para amanhã ou semana que vem.

O dia para mim:

Eu posso dizer que amei esse dia? Eu estava toda nervosa, porque fui sozinha e achei que poderia me sentir solitária, mas esqueci o que um monte ( e nesse caso um Montão) de livros faz por mim.
E além do mais que ficar parado perto de você mais de dois minutos com um livro que você gostou é difícil não puxar papo, e aí vai embora....

Por fim, apesar das bolhas no pé e do cansaço foi um dia maravilhoso e que bom que ainda tem bastante dias de Bienal!

Fanny Ladeira